14 de agosto de 2010

Beneficios da couve

Couve-de-milão “Victoria”: folhas numerosas e tão delicadamente enrugadas que é inconfundível mesmo com as demais variedades de folhas iguais, folhas tenras, macias e saborosas, forma “cabeça” grande, verde-amarelada.
Couve-de-mosbach: folhas verde-claro, quase pálido, numerosas, frisadas, as superiores recurvadas para trás, nervuras brancas, fortes, caule de 60-7Ocm. Boa como legume, é também ornamental.
Couve-de-sabóia “das Virtudes” ou couve-de-milão “das Virtudes”: folhas exteriores numerosas, grandes, rugosas, abertas, verde-escuro, glaucas, folhas interiores formando “cabeça” achatada, às vezes lavada de cor de vinho.
Couve-de-sabóia “precoce de Aubervilliers” ou couve-de-milão “grossa das Virtudes”, variedade obtida da anterior e que dela se distingue principalmente por ter o caule mais curto, a cor mais loura e menos glauca, as folhas mais finamente enrugadas e a “cabeça” mais achatada.
Couve de Sabóia dourada ou couve-de-milão dourada: folhas interiores grandes, verdes, muito mais enrugadas e quase todas inclinadas para trás, de cor loura, quase amarela, “cabeça” comprida, pouco fechada.
Couve de Sabóia verde ou couve-lombarda ou couve-de-milão ordinária: folhas exteriores grandes, verdc-glau-co, enrugadas, as interiores formam uma cabeça’ regular, pouco fechada.

11 de agosto de 2010

Couve e flor

O habitat da Couve extende-se aos rochedos marítimos da Mancha, da Dinamarca, da ilha de Heligolândia e das ilhas de Guérnesei e Jérsey, bem assim à costa setentrional do Mediterrâneo, pelo menos desde Gênova até Nice. Não entra no plano deste trabalho fazer siquer um esboço da evolução de formas, extraordinariamente caprichosa, conseguida no decurso de 2.000 anos pelo homem. Sim, porque já no tempo de Teofrasto eram conhecidas três espécies. Hoje, são conhecidos, pelo menos, cinco grupos diferentes dessa planta: 1) Couves “sem cabeça” ou que fecham pouco; caules não-espessos, produzindo folhas durante o período vegetativo; 2) Repolhos: caules curtos terminando numa reunião de folhas (“cabeça”) muito encostadas umas às outras; 3) Couve-de-bruxellas: caule ramificado, brotos laterais curtos; 4) couve-nabo e C. rutabaga; caules hipertrofiados, in-tumescimento subterrâneo ou à flor da terra e C. rábano, intu-mescimento aéreo; 5) couve-brócolos e C-flor: inflorescências carnosas e comestíveis. Dos quatro últimos grupos vamos falar de conformidade com a ordem da seriação por nomes vulgares, sendo que o terceiro e quarto grupos pertencem a espécies visi-nhas, porém distintas; quanto às do primeiro grupo, que se acham cultivadas no Brasil, muitas introduzidas e até profusamente distribuídas gratuitamente pelo Governo de São Paulo, iremos tratar, embora superficialmente.