17 de setembro de 2010

Arvore dividivi

Uma análise química das vagens determinou-lhes a seguinte composição: 41,5% de tanino, 25,4% de matérias insolúveis, 18,0% de matérias não-taníferas, 13,5% de água e 1,6% de cinzas. Explica-se facilmente que uma espécie tão valiosa, que representa um fator de alta relevância na economia de vários países, tenha despertado em alguns outros’ o desejo de neles fazerem sua cultura, por exemplo, em várias regiões da África tropical, na Austrália, Birmânia, Ceilão, Índia, etc, não obstante a produção, posto comece no quinto ano, somente ser bem rendosa depois dos doze, até aos 25, quando decresce. Grandes autoridades extendem a distribuição geográfica da espécie desde o México até o norte do Brasil onde, aliás, pensamos não haver ainda sido encontrada, embora certamente aí exista, mal se podendo compreender que uma espécie muitíssimo comum nos litorais da Venezuela, da Colômbia e da Guiana, não chegasse ao nosso país. Não são, porém, raros os exemplares cultivados desde o extremo norte até o litoral do Estado de São Paulo. É planta melífera; vegeta expontânea-mente em terras semiáridas. Alguns autores, levados talvez pela semelhança dos frutos com os da Caesalpinia íinctoria, Domb., assim como pela identidade de sua aplicação industrial, têm asseverado tratar-se de uma só espécie botânica, o que não é verdadeiro.

1 de junho de 2010

Especie arvore cinamomo

Especie arvore cinamomo.
O eminente botânico, Dr. Chodat (Bulletin de La Societè Botanique de Genève, 1919), conta haver assistido, no Paraguai, “ao despojamento, pelas formigas, de uma Melia aze-darach cuja delicada folhagem e belas inflorescências lilacinas eram reduzidas a pequenos fragmentos”. Não se poderia encontrar um exemplo contrário mais frisante, mais demonstrativo da ingênua esperança de dispormos de uma panta sauvicida, salvo se admitirmos que as formigas observadas por aquele cientista tiveram tanto trabalho apenas para suicidar-se. .. É certo que o professor Thais informa que o CINAMOMO, entre todas as espécies argentinas e estrangeiras é, talvez, a única que, na vizinha República do sul, pode ser considerada como completamente indene do ataque dos gafanhotos (schistocerca paranaensis, Burm.), fato que se dá igualmente na Índia e que Bur-kill atribui ao amargor das folhas, mas isto não significa que lhes sejam nocivas. Os bois, cabras e carneiros comem-na som avidez, (Winckler); no Punjab, mesmo nas províncias de Agra e de Oudh, no coração da índia, nos arredores da sua própria capital (Delhi), colhem-se os ramos, os quais constituem for-ragem comum, quase cotidiana, apenas interrompida quando a árvore perde a folhagem (Kanjilal); mais ainda, o próprio homem as come ali por ocasião da festa do Gudhi Padava, que é o dia 1 do mês de Chait, ou seja, o primeiro dia do ano.