Óleo de álecrim
A sua composição química revela que contém tanino, um princípio amargo, essência, borneol, cineol, cantora, etc. E estimulante, vulnerário e também condimento. Sua essência odorante é utilizada na fabicação de cosmético e de água-de-colônia. Informam ainda que o alecrim é aromático, antisséptico, colagogo, estomáquico, estimulante, emenagogo, antispasmódico e narcótico. Suas flores e suas folhas são úteis no tratamento da asma, da coqueluche, da fraqueza, gripe, etc. A maceração das suas folhas com as raízes de urtiga e de bar-dana, com álcool, aplicada em fricções capilares, fazem recres-cer os cabelos. O pó das folhas do alecrim é empregado na Algéria para recobrir feridas e particularmente as causadas pela circuncisão. A essência é usada para afastar as traças. Para uso interno, emprega-se uma infusão de 5 a 15 g por litro de água. Em maceração no vinho, de 30 a 60 g por litro, recomenda-se a dose de 2 a 3 taças (de champanha) por dia. Para uso externo, usa-se a infusão de 50 a 60g por litro de água fervente, em banhos, nos casos de reumatismo articular, sendo também usada em banhos estimulantes e aromáticos e em banhos fortificantes para as crianças. Serve o alecrim igualmente para a preparação de uma água de toucador. Obtém-se excelente vulnerário contra as contusões e golpes fazendo-se a infusão a frio, durante uns quinze dias, num litro de álcool, de lOg de brotos de alecrim, orégão, tomilho, melissa e salva cortadas em bocadinhos. Este preparado, ministrado em meio copo de água fresca, é recomendado nos casos de desmaio, síncopes e desfalecimentos. As propriedades do alecrim são conhecidas desde a mais remota antigüidade. Hipócrates já a recomendava assim como Dioscóride e os médicos árabes. Sua voga foi extraordinária na Idade Média e Renascença. O alcoolato de alecrim tornou-se famoso com o nome de “água da rainha da Hungria” e fez furor na corte de Luís XIV. Era o medicamento preferido de Madame de Sevigné. O remédio teria sido inventado pela rainha Elizabeth (filha de Wladislas Lokietak, rei da Polônia), que nasceu em 1306 e desposou em 1320 Charles-Robert d’An-jou, rei da Hungria, morto em 1381. Esta água curava a gota e a paralisia.




