3 de setembro de 2010

Nigella damascena

Esta planta oferece a particularidade de que o epicarpo e o mesocarpo destacam-se do endocarpo, de modo que cada loja primitiva se encontra desdobrada em duas, sendo uma externa, estéril e falsa, e outra interna e fértil, que é a verdadeira. Os horticultores obtiveram uma variedade de flores azul-celeste (Miss Jekyll), outra de flores brancas e dobradas e, ainda, outra anã, de flores também dobradas, porém cujo porte não excede 30cm, e por isto é a preferida para bordas de canteiros. A Migella hispânica N.  planta glabra ou quase glabra, de caules ásperos e eretos, até 60cm de altura; ramos fortes, curtos, divergentes e ascendentes; folhas alternas, sésseis, 2 ou 3 vezes pinatisectas, decompostas em segmentos menos finos que os da espécie anterior; flores solitárias, terminais, de 5cm de diâmetro, azul-claro ou brancacentas, desprovidas de invólucro e com as sépalas largo-ovais contraídas em unha curtíssima; o fruto é uma cápsula de largura e comprimento quase iguais, constituída por 8-10 carpelos 1-nervados, soldados até o ápice, denso-glanduloso-rugosos, sementes lisas e não-punetuadas. Nesta planta cultivada nos jardins já aparace um invólucro idêntico ao da N. damascena embora não tão delicado; os horticultores obtiveram também variedades de flores brancas e de flores purpúreas com escames vermelhos, todas valiosas para os jardins como excelentes para cortar e para confeccionar ramalhetes.