Plantas medicinais
BARBATIMÃO
Do seu tronco é extraída uma fibra longa, amarelada, de fácil branqueamento, dura, sedosa e brilhante para o fabrico de rendas, cortinas, chapéus, flores artificiais, passa marias, tapetes, cordoalhas.
Enciclopédia completa das Plantas Medicinais
BARBATIMÃO
Do seu tronco é extraída uma fibra longa, amarelada, de fácil branqueamento, dura, sedosa e brilhante para o fabrico de rendas, cortinas, chapéus, flores artificiais, passa marias, tapetes, cordoalhas.
BALATA
(Mimusops Balata Gaertn.)| A balata pertence à família das Labiadas. Recomendam-na para o tratamento da gota reumática, sendo também com antispasmódico, calmante, emenagogo, diurético, tônico, vermífugo, aconselhado na histeria, nos espasmos do esôfago e nas perturbações nervosas intensas.
AZEVINHO
(Tlex aquifolium, Lim.). Arbusto da família das Aqüifoliáceas. O azevinho é uma planta muito comum que cresce sob as matas, também chamada mirto espinhoso. A sua parte ativa é o rizoma e contém virtudes como aperitivo e diurético. Usa-se um punhado num litro de água, que se ferve durante dois minutos, deixando-se em infusão durante dez. Tomar à vontade. Pode-se conseguir bom resultado com o uso do azevinho nos casos de gota, seja sob a forma de infusão ou de extrato aquoso, na dose de 1 a 4g por dia. Contém bastante sal de potássio e cal, um óleo essencial e uma resina. É um diurético comprovado. Bom número de autores prescrevem ainda o xarope de cinco raízes, no qual é empregado o azevinho.
Ainda outras têm a mesma forma, com a diferença de serem largas na base. Indica-se o seu uso medicinal contra o catarro pulmonar, a rouquidão e a tosse. Segundo o Dr. Léo Manfred, “o infuso teirorme desta planta (10:1.000) emprega-se para combater os males do peito, para facilitar a expectoração, para aumentar o apetite e para favorecer a digestão, bem como para acalmar as dores reumáticas e mitigar a sequidão da garganta.
ARTEMlSIA
(Arlemisia vulgaris Lin.) A artemísia é um gênero de plantas perenes pertencentes à família das Compostas, da qual também faz parte o absíntio (A. absinthium), bem como o estragão (A. dracunculus L.) e a erva-das-sezões (A. mollis). Denominam-na também flor-de-diana. Distinguin-do-a de outras variedades das Compostas, dá-se-lhe a designação de artemísia-verdadeira. É uma planta que atinge lm de altura, de folhas fendidas. Suas flores são de cor branca e numerosas. Floresce em outubro. A artemísia é muito aplicada na medicina doméstica, sendo útil no tratamento de várias doenças: anemia, eólicas, coréia (dança-de-são-guido), fraqueza do estômago, diarréia, enterite, epilepsia, flatulência, gastrite, hidro-lisia, icterícia, lombrigas, menstruação deficiente, mucosidade, nervosismo, nevralgia e reumatismo. Para o tratamento das dores reumáticas, fazem-se fricções com o sumo da erva nas partes doloridas, tendo o mesmo efeito a aplicação de compressas quentes ou cataplasma feitos com a decoeção da planta. A artemísia não é recomendada para as mulheres que amamen-tam. Possui também propriedades inseticidas. Usam-se as folhas, as flores e as raízes, na dose de 15g em 11 de água, duas a quatro xícaras de chá por dia.
ARREBENTA CAVALO
(Solanum aculeatissimus, Jacq. Solanum agrarium, Sendt.). A planta denominada arre-benta-cavalo, que também se chama melancia-da-praia, em Pernambuco; babá, na Bahia e mingola, em Alagoas, é uma erva espinhosa, de haste e folhas cheias de espinho. Os seus ramos atingem 50cm. Tem folhas pecioladas, lobadas, relativamente grandes. As flores são reunidas em pequenos grupos, formando estrelas de cor verde-amarela. Os frutos têm formato esférico ou algo achatado na base. Nascem aderentes aos cálices, e são de cor clara e marcados com estrias verde-escuras. O fruto maduro é amarelo ou verde, e encerra uma substância branca, prateada e semi-esponjosa de sabor muito doce, e muitas sementes reniformes. Afirmam alguns autores que a casca também é comestível, acrescentando que se o fruto contém princípios tóxicos, estes devem existir nas sementes. “Os cavalos, quando comem os frutos, morrem; e as vacas, se não morrem, transmitem pelo leite todas as propriedades tóxicas” (Meira Pena). Deriva-se daí o seu nome popular de arrebenta-cavalo. Em medicina é empregada externamente, tendo a virtude de fazer desaparecer os panos (manchas) da pele, sendo também aplicada contra a urticária. Somente os frutos da planta é que são utilizados em medicina.
ARAÇÁ DO CAMPO
(Psidium cattleyanum Sabine). Pertence à família das Mirtáceas. É um arbusto de folhas opostas, oblongas, pecioladas, agudas na base e no ápice, coriáceas, de lOcm de comprimento c 5cm de largura; suas flores são brancas, dispostas em pedúnculos axilares, seu fruto é baga ovóide, amarela de 3-5 lojas contendo muitas sementes. Outros nomes científicos são Psidium araça, Raldi iGmijava guineensis, Ktze., G Popycarpa, Ktz., P. guineensis, Sw., P. minus, M.). Fornece madeira muito forte, própria para vigas, engradamento, moirões, cabos de várias ferramentas e instrumentos agrícolas; serve para lenha e carvão de alto poder calorífero. Sua raiz é antidiarréica, diurética e a casca serve para curlume. Suas folhas, principalmente os brotos, são adstringentes e fornecem matéria tintorial. Seus frutos são comestíveis, também adstringentes, ricos em matéria sacarina, mucilaginosos, nutritivos e corroborantes dos intestinos, muito usados c apreciados para doces. Na sua casca existe uma substância cerácea que falta nas outras espécies. Seu fruto tem o sabor parecido ao do morango servindo para doces em massa idêntico à marmelada, cujo consumo é enorme no Brasil. Chama-se “araçàzada”. É cultivada no Brasil desde as Guianas até São Paulo. Muito apreciado e cultivado também no estrangeiro. Em Minas Gerais há a espécie Sampaionis (fruta-de-pomba). No Pará chamam-na aracaíba, araçá-pedra ou araçaí.
AMOREIRA-PRETA
(Morus nigra, L.). É árvore originária do Levante, pertencente à família das Moráceas. Pode atineir 5 a lOm de altura. Tem propriedades semelhantes às de sua aparentada, a amoreira-branca, mas não é empregada contra a diabete. Dizem que as folhas da amoreira são o aumento exclusivo do bicho-da-seda e que, na época de Henrique IV Olivier de Serres introduziu a sua cultura na França. Do ponto de vista medicinal, a amoreira-preta, assim como a branca, é utilizada em todo o mundo. A decoeção de sua casca (30 a 60g por litro de água ou de vinho) tem efeito purgativo. Misturada com a raiz da romãzeira, a casca serve para o prepara de uma tisana muito eficaz contra a solitária. As folhas da amoreira–preta, em infusão na medida de 40 a 80g por litro, são um bom febrífugo. A decoeção concentrada das folhas, usadas para gargarejos, acalma a dor de dente. Com os frutos faz-se uma bebida refrigerante muito aprecida. É a seguinte a receita que nos fornece Fleury de la Roche de um xarope de amoras, freqüentemente empregado como peitoral e adstringente: esmagar as amoras para extrair o suco; filtrar o suco e deixar em fogo brando; acrescentar açúcar, na proporção do dobro do peso do suco (de preferência açúcar em tabletes.) Deixar a mistura engrossar até à consistência de xarope normal e guardar em garrafas hermeticamente fechadas. Este xarope é útil contra o defluxo e a diarréia e tem, além disso, a virtude de eliminar os vermes intestinais. Em mistura com água de cevada constitui um bom gargarejo contra as ulcerações da garganta.
AMAJOUVA
(Aionea brasiliensis, Meissn). Família das Lauráceas.
Árvore de pequeno porte, que fornece madeira forte.
Os indígenas, antes do descobrimento, usavam as folhas na cura das úlceras c feridas.
ALGAROBO
Família das Leguminosas Mimosáceas (Prosopis juliflora, IX!.).
Arvore comum no Rio Grande do Sul. A casca serve para curtume e exsuda uma goma amarela, sucedânea da “goma–arábica”. Tem flores dispostas em espigas, as folhas são forra-geiras, e as sementes contêm, em estado seco, até 3.94% de matérias graxas, 36,78% de matérias não-azotadas e, 33,62% de matérias azotadas.
O algarobo branco (Prosopis alba Griseb) é árvore da mesma espécie de família, também encontrada no referido Estado.
Sua casca é útil no tratamento das afecções catarrais e as vagens constituem ótima forragem para o gado eqüino e bovino.