24 de janeiro de 2011

Planta menianto

MENIANTO (Menyanthus tríjolia).
Família das Gencianáceas. O menianto é uma planta aquática. Possui virtudes emenagogas. As partes da planta empregadas são as folhas e as sumidades floridas e os rizomas. É excitante dos órgãos digestivos, um bom tônico e febrífugo. Sob a forma de poção, recomenda-se a seguinte fórmula: infusão de folhas de menianto, 150g; tintura de ruibarbo, 10g; bicarbonato de sódio, 5g; xarope de casca de laranja, 25g. Tomar uma colher de sopa do preparado cada duas horas. É medicamento eficaz contra o enjôo do mar, para o que se recomenda a dose de 10 a 15 gotas da tintura, num torrão de açúcar.

13 de setembro de 2010

Dente de leão indicação

Dente de leão.
Em vários países suas folhas novas são aproveitadas para fazer uma salada, com fama de medicinal também. E planta forrageira recomendada para todos os animais, especialmente coelhos, carneiros e vacas, por aumentar a secreção láctea e, ainda, melhorar o leite. Contém matéria hidrocarbonada, matéria azotada e matéria graxa. Suas sementes são pequeníssimas, pois, um grama contém no mínimo 900 delas. Suas folhas são radicais, glabras, dispostas em roseta, atenuadas em pecíolo, oblongas ou lanceoladas, muito polimorfas, raras vezes sinua-do-denteadas ou quase inteiras, geralmente runcinado-pinatífidas ou pinati-partidas; segmentos ou lobos desiguais, triangulares ou oblongos, agudos, incisados ou denteado-acuminados, sendo o treminal mais amplo; seus capítulos grandes, multifloros, solitários no ápice dos escapos e suas flores todas liguladas, amarelo ouro. O fruto é aquênio oblongo-fusiforme, atenuado nas duas extremidades, estriado e com dentes no ápice, terminando com papilho de pêlos brancos, radiados, sedosos, formando uma esfera branca que o vento dissemina facilmente.

8 de setembro de 2010

Dedaleira

DEDALEIRA:
(Digitalis purpurea, L.). Família das Es-crofulariáceas. Este é o nome que designa duas espécies da família, ambas bienais, de caule até l,40m de altura, também ornamentais e muito freqüentes em todos os jardins brasileiros. Folhas glabras, oblongo-lanceoladas, com as nervuras pubes-centes na página inferior; flores dispostas em racimos compactos, multifloros, de 30-40cm, corola cinzento-ferrugínea, intu-mescida na base, contraída e pilosa na fauce. O fruto é uma cápsula. Esta é venenosa e suas folhas verdes encerram a gli-coside “digitalina”, veneno tipo cardíaco e que, segundo experiências realizadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro pelo dr. J. B. de Lacerda, ficou constatado que a virulência do veneno é igual nas duas espécies, porém variam as manifestações e a morte sobrevém paralisando o coração em meia sístole, e não em sístole completa. Isto justifica a afirmativa de Huchard: na terapêutica das moléstias cardíacas, a digital não tem sucedâneos porque a ação de todos os outros remédios propostos é diferente ou inferior. A digitalis purpurea, L., tem raiz lusifor-me e carnosa, avermelhada exteriormente e branca interiormente; folhas vilosas, radicais, mais ou menos atenuadas em pecíolo, eretas, caule folioso, ereto, cilíndrico, verde-glauco no ápice, com folhas pequenas, nervuras secundárias, salientes, terminando por um racimo unilateral de flores zigomorfas, herma-froditas; o fruto é uma cápsula acuminada, glandulosa, vilosa e albúmen abundante. Não obstante ser ornamental, principalmente as espécies cor-de-rosa, as flores no ápice reunem-se em uma só.

18 de agosto de 2010

Cravo de defunto

Cravo de defunto:
Esta espécie, e bem assim a T. patula, L., são ricas em óleo essencial de cheiro desagradável, às vezes mesmo fétido, as flores de ambas encerram quercetagetin, matéria corante usada na Índia para tingir a seda e a lã em amarelo-pardo-claro, pardo-cinzento, amarelo-pardo-escuro e cinzento amarelado. Em bora não haja dúvida alguma quanto à origem mexicana desta espécie, parece que em sua pátria jamais foi encontrada em estado silvestre; naturalizada em todo o Brasil, é uma das plantas que acompanham o homem e que marcam também os lugares em que ele habitou. É encontrado nas taperas, nos quintais, etc. É peitoral e calmante, muito empregada quando cosida, ou em infusão, contra as dores reumáticas, os resinados, a bron-quite e a tosse; as raízes e as sementes passam por laxativas. Os floricultores obtiveram dela flores dobradas e muito grandes, até 7cm de diâmetro, de cores ainda mais vivas, predominando a cor de laranja e a amarelo-enxofre. Sua floração é abundante, especialmente a variedade anã, que mede 40-60cm. É conhecido como cravo-da-índia, ou rosa-da-índia, ou rosa-da-índia. Mais informacão sobre os cravo de defunto visita plantas ornamentais.

27 de julho de 2010

Cordão de frade

CORDÃO DE FRADE.
(Leonotis nepelaefolia, R. Br.). É uma erva anual e sublenhosa de caule quadrangular avelu-dalo pubescente, medindo até 2m de altura, simples ou ramificado, com folhas ovadas até ovado-deltóides, opostas, cunea-das ou subcordiformes na base, finalmente crenadas de 4 a 12cm de comprimento, suas flores são pediceladas, de 25mm com cálice pulverulento e corola bi-labiada, vermelha ou roxa, ou ainda laranja-amarelo, manchadas, e dispostas em racimos densos, verticilados, de 5 a 6cm de diâmetro. É planta medicinal, antis-pasmólica, anti-reumática,. antiasmática, febrífuga, diurética e útil contra úlceras de caráter maligno, a elefantíase incipiente e as hemorragias uterinas. As suas folhas contêm um óleo volátil muito perfumado e a flucoside “leonotina”. Existe a lenda de que clareia a roupa. É planta muito comum no Brasil, principalmente nos Estados litóreos. Outra lenda diz que acompanha o homem. Só vegeta onde o homem vive ao seu redor. Conhecida também com o nome de cordão-de-são francisco. pau-de-praga e rubim. Uma outra espécie (Leucas martinicen-sis, R. Br.) é também planta anual, de caule herbáceo, eretc até 130m de altura, geralmente ramoso, denso-pubescente, com ramos obtuso-quadrangulares, pilosos e profundamente sulca-dos. Suas flores são sésseis, brancacentas e vilosas, de cálice bi-labiado, dispostas em verticilos axilar-globosos, distanciados, multiflores. E perfumada, tônica e antispasmódica, sendo também empregada nas nevralgias. Muito usada contra os tumores, o seu cosimento é recomendado no tratamento do reumatismo gotoso e articular agudo, segundo Caminhoã. A infusão de suas folhas constitui remédio carminativo e sudorífico. Floresce em todo o Brasil e é conhecida também como catinga-de-mu!ata. Seu fruto é aquênio c trígono; suas folhas florais estreitas como as caulinares, porém sésseis.

19 de junho de 2010

Plantas medicinais Cipó-catinga

Plantas medicinais Cipó-catinga.
Diz-se que o extrato “administrado a animais, provoca vômitos, diarréia, aceleração da respiração, diminuição da freqüência do pulso, abaixamento da pressão sangüínea, abuminúria, abaixamento da temperatura e morte”. (Dr. A. J. de Sampaio.) Entretanto, a infusão tei-forme das folhas é comprovadamente tônica e não causa a mínima perturbação ao homem. As folhas e os ramos novos são muito aromáticos e, no estado fresco, aumentam seu aroma, mas após a secagem perdem quase todo o aroma.
Depois de perderem o aroma, tornam-se amargas. Há a variedade do Guaco (M. argyrostigma, Miq., M. cuneata Schultz-Bip, M. guaco HBK., M. guaco De Rieux, M. tallafana HBK.), de folhas maiores, membranosas, com a base dilatada em pécíolo decorrente alado. Extremamente disseminado por todo o país; contudo a Amazônia e as Guianas são o seu habitai natural.