19 de agosto de 2009

Usos medicinales

Usos medicinales

Assim como em clisteres para combater a melancolia, a clorose e a obstrução das vísceras. Porém, seu uso deve ser controlado, pois, se a dose for exagerada causará hemorragias mortais, precedidas de sintomas idênticos ao do cólera-morbo.

11 de junho de 2009

Azedinha

azedinha

AZEDINHA

(Oxalis corniculata, L.). A azedinha é uma pequena erva de folhas ternadas, pertencente à família das Oxalidáceas. Dá flores amarelas, dispostas em umbela, com folíolos cordiformes. Os pecíolos e as folhas possuem um gosto muito azedo, devido à grande quantidade de oxalato de cálcio que contêm. As raízes? são antiscorbúticas. Segundo a superstição popular, as folhas normais de quatro folíolos dão sorte a quem as encontra. Existem dela numerosas variedades, todas levando a mesma denominação, tais como azedinha-de-Corum-bá, azedinha-da-horta, azedinha-de-folha-cortada etc. Também conhecida por trevo-azedo.

6 de junho de 2009

Aspárago

asparago

ASPÁRAGO OU ESPARGO

(Asparagus officinalis, L.). É um legume conhecido de toda gente e muito apreciado. Pertence à família das Liliáceas. Usam-se principalmente os seus rizomas e as hastes novas. É planta diurética, mas que não se pode empregar nos casos de inflamação das vias urinárias, porque irrita as membranas da mucosa. Emprega-se geralmente a decocção de suas raízes, na medida de 60g por litro de água, ou como extrato na dose de 1 a 4g por dia. Os seus brotos são alimentícios, mas o seu uso provoca um odor desagradável característico na urina. Para fazer desaparecer este odor é suficiente que se ponha no vaso noturno um punhado de sal de cozinha pulverizado. Pode substituir-se a decocção das raízes por um xarope mais agradável ao paladar. Eis aqui a sua receita, segundo ensina Henry de La Roche: moer certa porção de pontas de aspárago frescas, a fim de se obter o sumo. Decantar o sumo e filtrar em papel próprio. Acrescentar em seguida, para cada quilo de sumo, 1.500g de açúcar e deixar cozinhar em banho maria até à consistência de xarope. Conserva-se o preparado em garrafas hermeticamente fechadas, tomando-se em doses de 5 cohleres de sopa, pela manhã e à noite.

18 de maio de 2009

Alquequenje

alquequenje

ALQUEQUENJE

(Physalis alkekenge, L.). Planta her-bácea notável pelo seu cálice de cinco lóbulos, dilatado no tempo da maturação e formando uma espécie de bexiga de cor vermelha viva ou alaranjada. Pertence à família das Solanáceas e é conhecida por diversos nomes: erva-moura, cereja-de-in-verno ou de judeu, erva-de-lanternas, groselheira-do-cabo, erva-de-areia, cereja-de-camisa, erva-pedra, erva-das-serpentes, maçã-de-amor, criança-das-vinhas. Esta planta se caracteriza principalmente pelo seu fruto vermelho como uma cereja e que nasce no meio do cálice de sua flor, sendo esta também de cor avermelhada; além das flores, que vêm em segundo lugar, é sobretudo o fruto que se utiliza como medicamento. Quase todos os autores que tratam de plantas medicinais assinalam o alquequenje como diurético. Raymond Dextreit (1960) classifica os frutos como refrescantes, diuréticos e febrífugos. As suas bagas podem ser indicadas tanto para uso interno como externo. Para uso interno recomenda-se o suco de dois punhados de fruto para um litro de água, o que se obtém deixando cozinhar durante vinte e cinco minutos. Tomar à vontade. Para uso externo, toma-se a planta inteira deixando-a ferver por cinco minutos, na medida de 2 a 4 punhados por litro de água. Usa-se em loções ou instilações. Conta-se que um cidadão de Estraburgo, no século XVII, afetado pela gota, ao ponto de ficar de cama seis meses, foi curado porque comia, a cada mudança de lua, oito bagas de alquequenje, o que provocava a limpeza dos rins, tornando espessa a sua urina. Nunca mais voltou a sofrer da moléstia.

8 de maio de 2009

Aiapaina

aiapaina

AIAPAINA

Este nome serve para designar diversas espécies da flora amazônica, como por exemplo a Euphorbia coíinifolia L., frondoso arbusto da família das euforbiáceas, de folhas longo pecioladas, cujo látex muito cáustico e tóxico foi utilizado por alguns selvagens para envenenar suas flexas, e a Eupatorium triplinerve Vahl, subarbusto das Compostas, de folhas opostas, sésseis, e flores azuis, reunidas em capítulo, planta empregada contra o tétano, angina, cólera-morbo, afecções da boca, veneno das serpentes, e certas enfermidades dos olhos e dos ouvidos.

7 de maio de 2009

Agrimônia

agrimonia

AGRIMÔNIA

(Agrimônia eupatoria, L.). A agrimônia é uma planta selvagem, muito comum às margens das estradas.

Pertence à famüia das Rosáceas. Dá uma espiga de flores amarelas e tem folhas dentadas, quase todas situadas em sua base, ligeiramente felpudas. Os frutos nascem aderentes ao caule e são cobertos de pelos eriçados que se grudam à roupa quando se roça neles, como acontece com o picão. É planta adstringente, útil no tratamento de feridas. Dá bons resultados também nas faringites crônicas de pessoas que, geralmente por profissão, falam muito, ou então para os cantores. Ê empregada eficazmente nas diarréias. O Dr. Leclerc, no seu tratado de fito-terapia, recomenda-a no tratamento das afecções da garganta, em gargarejos (5 vezes ao dia) de sua decocção, que se prepara com lOOg de folhas secas para um litro de água, deixando ferver até reduzi-la a um terço e adicionando, a seguir, 50g de mel rosado. Os gargarejos com a decocção das folhas de agri-mônia têm surtido efeitos positivos em numerosos casos de pessoas afetadas de dores de garganta em conseqüência do trabalho (pregadores, cantores, locutores, etc.)

4 de maio de 2009

Acariçoba

acaricoba

ACARIÇOBA

(Hydrocotile umbellata L.). Família das Umbelíferas. Erva rasteira que vegeta perto das águas.
“As folhas são muito venenosas; a raiz tem cheiro e sabor idênticos aos da salsa (Petroselinun hortense Hoff) sendo recomendada como diurética e desobstruente do fígado c dos rins, aperitiva e anti-reumática e anti-hidropica, emética, em doses mínimas e vomitiva em doses elevadas; preparada em pasta serve de masticatório (Cochinchina). O suco da planta ou a água destilada da mesma passa por fazer desaparecer a sarda e outras manchas da pele. Já foi reputada útil até contra as escrófulas, crisipelas, morféia, sífilis e afecções tuberculosas”.

3 de maio de 2009

Absintio

absintio

ABSÍNTIO

(Arlemisia absinthium, L.). O absinto é uma Composta que se encontra em estado natural, mas que também é cultivada, devido ao seu emprego na fabricação de licores. É uma planta herbácea, vivaz, de um metro de altura, folhas alternas muito rendilhadas, flores amarelas e pequenas, formando capítulos. Todas as partes desta planta têm um cheiro penetrante, mas agradável, e um sabor aromático muito amargo. Também conhecida por erva-dos-velhos, losna, losna-maior ou losna-de-dioscóridcs c sintro. No Brasil denominam-na de alvina, erva-santa, erva-de-bichos. Adapta-se a todos os terrenos. Em medicina são usadas as suas folhas e as pontas floridas. Na Bíblia ela é apresentada como símbolo da prova. Seu nome latino significa “sem prazer”, segundo a tradução grega. O seu emprego é diversificado, tanto como vermífugo como estomáquico.

Flores de Abrunheiro

abrunheiro

As flores são febrífugas e o chá feito com elas é muito agradável, além de adstringente. Passa muito bem pelo Chá da Índia e é a melhor forma para substituí-lo. É muito cultivado no Brasil, mas sua origem é da Europa, onde é considerada árvore histórica. Fornece madeira de alburno vcrmelho-claro e cerne vermelho-pardacento ou par-do-escuro, com veios paravermelhados, própria para bengalas, lenha e curtume, marchetaria, cercas, tapumes, e seu peso específico é 0,780 a 0,909. Seus ramos são flexíveis e espines-centes e em Portugal é conhecida como Ameixeira Brava. Também na Alemanha é cultivada, onde lhe dão os nomes de Schlehe e Schwardorn. Os franceses chama seus frutos de “prunelle” e os portugueses que também a cultivam com intensidade conhecem os frutos como “abrunho”.