28 de janeiro de 2011

Nastúrcio

NASTURCIO (Nasturtium officinale, R. Br.).
Família das Crucíferas. O nastúrcio é conhecido há muitos séculos. Já nas canções de protesto, em Paris, nos idos de 1545, fazia-se referência ao nastúrcio, que se recomendava “para as pessoas desgostasas, mas não doentes (malades), nada melhor que o nastúrcio feito salada (salade)”. Toda a gente, na França, conhece esta planta, que pertence à mesma família do agrião, sendo este muito mais conhecido no Brasil, mas as suas propriedades e virtudes se eqüivalem, tanto lá como aqui; Na França existem plantações sistemáticas desse vegetal que se vende, a granel, não somente para fins medicinais mas também para o fabrico de extratos secos destinados à alimentação. A planta cresce espontaneamente à beira das águas correntes. Têm folhas de um verde carregado e as suas flores, em corimbos, são de um branco muito puro. Come-se o nastúrcio sob a forma de saladas, sem falar nos produtos industriais dele derivados. Usa-se o nastúrcio feito sopa com batatas. A análise química da planta revela traços de ferro, de manganês, sendo muito rica em iodo, e contém ácido ascórbico. É um antiscorbútico eficiente. Afirma-se que faz baixar a taxa de açúcar nos diabéticos e é empregado com proveito nas dermatoses. Fleury de la Roche diz que as placas escorbúticas e escrofulosas são rapidamente cicatrizadas com a aplicação sobre as partes ulcerosas de cataplasmas teitas com as suas folhas e caules. Na revista de Fitoterapia, de 1949 o Dr. Brel afirma que o nastúrcio tem ação muito eficaz sobre o couro cabeludo. Embora não se possa contar totalmente com a loção de nastúrcio para a cura da calvície, afirma-se que a cabeleira, sem dúvida, se beneficia claramente com o seu uso, melhorando a aparência rejuvenescendo-se e tornando-se mais forte. Conta-se que Xenofonte registrou o fato de os jovens persas, quando iam à caça, se alimentarem de pão com nastúrcio, e que São Luís, de passagem por Vernon, na França, ficou muito satisfeito quando lhe ofereceram uma salada desse vegetal.

21 de janeiro de 2011

Plantas medicinais menta

Pode-se fazer uma pequena cataplasma com ela e aplicar na parte afetada. Nas digestões difíceis, a infusão da menta presta serviços, na medida de 10 a 20g por litro de água. Margin e Millot dizem que os banhos aromatizados com menta surtem bons efeitos nos reumáticos. Os banhos em questão podem ser preparados da seguinte maneira: 200g de salva, timo, alecrim, hissopo e menta; num saquinho de pano colocar as plantas misturadas; deixar ferver em decocção na água e despejar a decoc-ção e pôr o saquinho.no banho. Tomar esse banho na temperatura de 35″? ou mesmo 401?, se possível, a fim de provocar abundante transpiração. Em seguida ao banho, fazer enérgica fricção com as plantas, envolver-se num penteador, sem se enxugar, e repousar, deitado, durante um quarto de hora. Para a fraqueza, a anemia e as convalescenças, pode a fórmula ser modificada da seguinte maneira: usar 50g de folhas de hera, flores de sabu-gueiro, alecrim, loureiro, salva e verbena. Deixar cozinhar durante 30 minutos, adicionando-se à decocção 200g de sal marinho. As infusões de menta incitam o apetite. Certos autores recomendam-na para os casos de eólicas do fígado, sendo também aconselhada para o tratamento da falta de menstruação ou quando se torna escassa, usando-se nestes casos a seguinte receita: macerar e deixar descansando, durante oito dias, em dois litros de vinho verde, uma pitada de cada uma das seguintes plantas, em partes iguais: menta silvestre, alecrim, salva e armoi-se. Passar num pano e conservar. Tomar o vinho, em jejum, à razão de uma taça de champanha durante dez dias precedentes ao período menstrual.