23 de outubro de 2010

Planta esponjeira

ESPONJEIRA (Parhia ulei, Kuhl.).
Família das Legu-minosas, divisão Mimosácea. Arbusto grande, até 9m de altura, também árvore pequena, até 5m de altura e 45cm de diâmetro, de caule mais ou menos tortuoso, assim como os galhos, que são quase horizontais e emitem ramos e ramúsculos divergentes, contorcidos, formando em conjunto uma copa achatada, todos glabros, armados de acúleos espiculares, setáceos, gemi-nados, brancacentos, até 5cm de comprimento, muito rígidos; casca pardacento-ferruginosa, fendida, rugosa, suberosa nos indivíduos velhos; folhas composto-bipinadas dc 5-10cm de comprimento, com uma pequena glândula sobre o pecíolo e 5-8 pares de divisões primárias; pecíolo e raque comuns pubescen-tes; folíolos 10-25 pares, lineares ou linear-oblongos, obtusos, até 7mm de comprimento e lmm de largura, glandulosos, glabros, flores regulares, hermafroditas e com numerosos estames, muito perfumadas, de cor amarelo-vivo, dispostas em densos capítulos axilares e globosos, de 12mm de diâmetro, solitários ou geminados e desigualmente pedunculados; o fruto é uma vagem indeiscente subeilíndrica, oblonga, linear, curto-estipi-tada, estriada, intumescida, às vezes um pouco arqueada, gla-bra, até 7cm de comprimento e 15mm de largura, com gros-sura igual a esta última, contendo abundante polpa esponjoso–carnosa separando as sementes, que são duras e pardas, dispostas obliquamente em duas séries. Fornece madeira de alburno branco ou amarelado e cerne castanho-avermelhado ou vermelho com veios longitudinais escuros, exalando cheiro forte e agradável, muito fina e dura, grão compacto, raios visíveis, poros pequenos, singelos ou aos pares, de longa durabilidade, às vezes impropriamente chamada “pau-ferro”, de bom emprego, quando as dimensões o permitem, para dormentes, construção civil, esteios, carroçaria (especialmente eixos e rodas), cilindros para moendas e iguais peças de resistência, cabos para instrumentos, lenha e carvão, parecendo conter de 7 a 13% de tanino; peso específico 0,780 a 0,830. As raízes têm odor aliáceo e são consideradas antídoto do veneno que se supõe existir nas sementes, sendo que na Birmânia costuma o povo reduzi-las à pasta que aplica nos cascos dos animais como parasiticida, ao passo que no México (Potosí) muita gente acha-se convencida de sua propriedade no combate à tuberculose; o que está bem verificado é o fato de nelas se formarem c desenvolverem satisfatoriamente os nódulos causados pelas bactérias fixadoras de azoto, o que dá à planta certo valor como fertilizadora do terreno e explica o fato de sempre se haver julgado que ela é indício de terra boa para o plantio.

20 de maio de 2010

Cidrao

Cidrao

Cidrao.
Embora não seja muito ornamental é planta cultivada nos jardins de vários países do mundo. As folhas e as flores são agradavelmente perfumadas, com cheiro de limão, e são usadas como condimento como também para fins medicinais. São antispasmódicas, diges-tíveis e muito eficazes contra as doenças nervosas como melancolia, histeria, hipocondria e afecções do coração. São reputadas também emenagogas. Fornece material para a indústria tipo vime e as folhas são usadas para a indústria de perfumaria. As folhas são também revestidas de uns pêlos glandulosos que secretam uma essência contendo “citral” c “verbenona”. Essa essência é de grande valia para o comércio, justificando assim a intensificação de sua cultura no sul da França. Sua aclimatação na Itália é perfeita.