17 de janeiro de 2011

O marroio branco

MARROIO-BRANCO (Marrubium vulgare, L.).
Família das Labiadas. O marroio-branco cresce nos terrenos incultos. Não é muito comum, mas pode ser encontrada com certa facilidade à beira das estradas e por entre as ruínas. Pode atingir cerca de 0,60cm de altura. Do mesmo modo que todas as labiadas, o marroio-branco possui hastes quadradas. Suas folhas opostas, de um verde glauco (verde-mar), são em forma de favos. Suas flores, com dois lábios, são de cor branco-amare-lada. Segundo análises recentes, o marroio-branco encerra nitrato de potassa e de ferro, tanino, a marrubina, princípio amargo que comunica seu amargor a todos os preparados à base dessa planta. É febrífuga, expectorante e béquico devido a uma muci-lagem que contém além do ácido ursônico e saponinas… O marroio-branco é empregado com bons resultados nos casos de moléstias pulmonares. Não tem efeito sobre o bacilo de Kach, mas aumenta o apetite e impede a pululação dos germes, reduzindo a sua nocividade. Os princípios contidos na planta são muito solúveis no álcool, sendo por isso empregados em preparados alcoólicos. Em um livro espanhol sobre vinhos encontra-se a seguinte fórmula de um vinho preparado com o marroio-branco: 60g da planta seca macerada num litro de vinho, do qual se recomenda o uso na dose do 150g por dia. Mas o seguinte xarope seria ainda mais eficaz: extrato hidroalcoólico de marroio–branco, 3g; xarope simples, 200g, para tomar à razão de 2 a 3 colheradas, das de sopa, por dia. O medicamento é muito amargo, motivo por que a mais das vezes p indicado para uso em forma de pílulas.

13 de maio de 2010

Planta ciclame

Planta ciclame

Planta ciclame.
Há as variedades álbum e Peakianum. É planta originária da Europa, conhecida no Brasil, também, como violeta-dos-alpes. Existe também a segunda espécie, ciclame-da-pérsia, que dá flores muito grandes, róseas, inodoras, com o tubo da corola gobulosos e as largas e compridas divisões levantadas maculadas de carmim vivo na base. Parece que esta espécie não é medicinal. Entretanto, outra espécie, a ciclame-de-nápo-les (C. neapolitanum Teu.) é uma planta de tubérculo grande e achatado, emitindo radículas em toda a volta e suas flores aparecem antes das folhas e suas folhas assemelham-se às da Hera. Servem para enfeitar rochedos naturais ou artificiais. O tubérculo goza das mesmas propriedades da planta ciclame-da–europa, sendo portanto, medicinal. Subdivide-se também em outras variedades.

7 de fevereiro de 2010

Plantas e ervas medicinais

Raposa de caudas

Raposa de caudas.
É estimulante e emenagoga, fornece óleo essencial adstringente usado contra as hemorróidas e internamente contra a diarréia. Além desse óleo, encerra oxidases, peroxidases, tanino, ácido gálico e um princípio amargo; uma vez queimada, dá muita potassa. Vegeta em todo o Brasil. Na Europa é considerada “erva má”. No Canadá empregavam-na para embalagem das peles destinadas à exportação. É conhecida também pelos nomes de ímpia e Saeppola, pelos italianos. Os franceses chamam-na de Queue-de-Retiard e Vergerette-Du-Canadá. Já no Uruguai é conhecida como Yerba Carnicera.

8 de maio de 2009

Aiapaina

aiapaina

AIAPAINA

Este nome serve para designar diversas espécies da flora amazônica, como por exemplo a Euphorbia coíinifolia L., frondoso arbusto da família das euforbiáceas, de folhas longo pecioladas, cujo látex muito cáustico e tóxico foi utilizado por alguns selvagens para envenenar suas flexas, e a Eupatorium triplinerve Vahl, subarbusto das Compostas, de folhas opostas, sésseis, e flores azuis, reunidas em capítulo, planta empregada contra o tétano, angina, cólera-morbo, afecções da boca, veneno das serpentes, e certas enfermidades dos olhos e dos ouvidos.

4 de maio de 2009

Acariçoba

acaricoba

ACARIÇOBA

(Hydrocotile umbellata L.). Família das Umbelíferas. Erva rasteira que vegeta perto das águas.
“As folhas são muito venenosas; a raiz tem cheiro e sabor idênticos aos da salsa (Petroselinun hortense Hoff) sendo recomendada como diurética e desobstruente do fígado c dos rins, aperitiva e anti-reumática e anti-hidropica, emética, em doses mínimas e vomitiva em doses elevadas; preparada em pasta serve de masticatório (Cochinchina). O suco da planta ou a água destilada da mesma passa por fazer desaparecer a sarda e outras manchas da pele. Já foi reputada útil até contra as escrófulas, crisipelas, morféia, sífilis e afecções tuberculosas”.