
O primeiro é usado sobretudo na oftalmologia, e os demais no tratamento de doenças nervosas. “Nenhuma planta conhecida, nem mesmo o ópio e a quina, tem mais aplicações na terapêutica; principalmente no tratamento do vasto grupo das neuroses” (Caminhoá).

São especialmente indicados para as retenções de urina devido à nefrite, úteis no combate às diarréias crônicas e o seu consumo aumenta de ano para ano em todo o mundo.

AZEVINHO
(Tlex aquifolium, Lim.). Arbusto da família das Aqüifoliáceas. O azevinho é uma planta muito comum que cresce sob as matas, também chamada mirto espinhoso. A sua parte ativa é o rizoma e contém virtudes como aperitivo e diurético. Usa-se um punhado num litro de água, que se ferve durante dois minutos, deixando-se em infusão durante dez. Tomar à vontade. Pode-se conseguir bom resultado com o uso do azevinho nos casos de gota, seja sob a forma de infusão ou de extrato aquoso, na dose de 1 a 4g por dia. Contém bastante sal de potássio e cal, um óleo essencial e uma resina. É um diurético comprovado. Bom número de autores prescrevem ainda o xarope de cinco raízes, no qual é empregado o azevinho.

Ainda outras têm a mesma forma, com a diferença de serem largas na base. Indica-se o seu uso medicinal contra o catarro pulmonar, a rouquidão e a tosse. Segundo o Dr. Léo Manfred, “o infuso teirorme desta planta (10:1.000) emprega-se para combater os males do peito, para facilitar a expectoração, para aumentar o apetite e para favorecer a digestão, bem como para acalmar as dores reumáticas e mitigar a sequidão da garganta.

ARREBENTA CAVALO
(Solanum aculeatissimus, Jacq. Solanum agrarium, Sendt.). A planta denominada arre-benta-cavalo, que também se chama melancia-da-praia, em Pernambuco; babá, na Bahia e mingola, em Alagoas, é uma erva espinhosa, de haste e folhas cheias de espinho. Os seus ramos atingem 50cm. Tem folhas pecioladas, lobadas, relativamente grandes. As flores são reunidas em pequenos grupos, formando estrelas de cor verde-amarela. Os frutos têm formato esférico ou algo achatado na base. Nascem aderentes aos cálices, e são de cor clara e marcados com estrias verde-escuras. O fruto maduro é amarelo ou verde, e encerra uma substância branca, prateada e semi-esponjosa de sabor muito doce, e muitas sementes reniformes. Afirmam alguns autores que a casca também é comestível, acrescentando que se o fruto contém princípios tóxicos, estes devem existir nas sementes. “Os cavalos, quando comem os frutos, morrem; e as vacas, se não morrem, transmitem pelo leite todas as propriedades tóxicas” (Meira Pena). Deriva-se daí o seu nome popular de arrebenta-cavalo. Em medicina é empregada externamente, tendo a virtude de fazer desaparecer os panos (manchas) da pele, sendo também aplicada contra a urticária. Somente os frutos da planta é que são utilizados em medicina.

ARAÇÁ DO CAMPO
(Psidium cattleyanum Sabine). Pertence à família das Mirtáceas. É um arbusto de folhas opostas, oblongas, pecioladas, agudas na base e no ápice, coriáceas, de lOcm de comprimento c 5cm de largura; suas flores são brancas, dispostas em pedúnculos axilares, seu fruto é baga ovóide, amarela de 3-5 lojas contendo muitas sementes. Outros nomes científicos são Psidium araça, Raldi iGmijava guineensis, Ktze., G Popycarpa, Ktz., P. guineensis, Sw., P. minus, M.). Fornece madeira muito forte, própria para vigas, engradamento, moirões, cabos de várias ferramentas e instrumentos agrícolas; serve para lenha e carvão de alto poder calorífero. Sua raiz é antidiarréica, diurética e a casca serve para curlume. Suas folhas, principalmente os brotos, são adstringentes e fornecem matéria tintorial. Seus frutos são comestíveis, também adstringentes, ricos em matéria sacarina, mucilaginosos, nutritivos e corroborantes dos intestinos, muito usados c apreciados para doces. Na sua casca existe uma substância cerácea que falta nas outras espécies. Seu fruto tem o sabor parecido ao do morango servindo para doces em massa idêntico à marmelada, cujo consumo é enorme no Brasil. Chama-se “araçàzada”. É cultivada no Brasil desde as Guianas até São Paulo. Muito apreciado e cultivado também no estrangeiro. Em Minas Gerais há a espécie Sampaionis (fruta-de-pomba). No Pará chamam-na aracaíba, araçá-pedra ou araçaí.

AMAJOUVA
(Aionea brasiliensis, Meissn). Família das Lauráceas.
Árvore de pequeno porte, que fornece madeira forte.
Os indígenas, antes do descobrimento, usavam as folhas na cura das úlceras c feridas.

AGUARAGUCINHÁ
(Heliotropium elongatum Willd). Família das Borragináceas.
Arbusto encontrado do Ceará à Bahia. Caule erecto e flores brancas e violáceas, com o centro amarelo, disposta em espiga.
É planta adstringente, antiasmática e diurética.

ACAJURANA
(Acajurana pulchra). Família das leguminosas. Planta de casca amarga e cheiro nauseante, utilizada na lavagem de feridas velhas.

As flores são febrífugas e o chá feito com elas é muito agradável, além de adstringente. Passa muito bem pelo Chá da Índia e é a melhor forma para substituí-lo. É muito cultivado no Brasil, mas sua origem é da Europa, onde é considerada árvore histórica. Fornece madeira de alburno vcrmelho-claro e cerne vermelho-pardacento ou par-do-escuro, com veios paravermelhados, própria para bengalas, lenha e curtume, marchetaria, cercas, tapumes, e seu peso específico é 0,780 a 0,909. Seus ramos são flexíveis e espines-centes e em Portugal é conhecida como Ameixeira Brava. Também na Alemanha é cultivada, onde lhe dão os nomes de Schlehe e Schwardorn. Os franceses chama seus frutos de “prunelle” e os portugueses que também a cultivam com intensidade conhecem os frutos como “abrunho”.