Dictamus
DICTAMUS (Dictanus Albus).
Planta da família das Rutáceas, de folhas lanuginosas e flores purpurinas; cordial, vulnerária (própria para curar feridas) e emenagoga. Vegeta na Europa Austral e na Ásia Temperada.
Enciclopédia completa das Plantas Medicinais
DICTAMUS (Dictanus Albus).
Planta da família das Rutáceas, de folhas lanuginosas e flores purpurinas; cordial, vulnerária (própria para curar feridas) e emenagoga. Vegeta na Europa Austral e na Ásia Temperada.
Choupos.
No Brasil é pouco cultivada, exceto no Rio Grande do Sul, onde a cultivam e apreciam. Isso se deve talvez à proximidade da Argentina que a cultiva em grande escala, até mesmo para enfeites das ruas de Buenos Aires. É originária da Europa e de grande parte da Ásia. No Rio Grande do Sul chamam-na ála-mo. Existe uma praga que a consome e mata: chama-se Pem-phigus, sp., e uma ferrugem denominada Melampsora sp., que estendem sua ação às demais espécies. Na Argentina a praga chama-se Trametes Trogi Brk., praga terrível que causa a pip-tostelechia do Choupo branco, doença grave que vai curvando o tronco da árvore até o chão e assim acaba por matá-la.
Entretanto, é considerada útil contra a gota, a hidropisia e, em banhos, contra os tumores artríticos. Os aborígenes do Amazonas faziam grande uso desta planta e acreditavam que a causa de inúmeros envenenamentos davam-se pelo abuso de dose. Sua madeira, muito resistente ao contacto com o solo, é perfumada, forte, castanho-avermelhada, com estria mais claras e manchas escuras, dura, com fibras longas e retas, elástica. Sua resistencia é devido a urna resina que enche os vasos, impedindo a invasao dos insetos.
Folhas verrucosas e saturadas de verde escuro na página superior e pálidas, mais ou menos brancacento escamosas, na página inferior; inflorescência densíssima em panícula ereta de 40-60cm albojocosa, brácteas vermelho vivo, espinescentes, flores sésseis, sépalas branco esverdeado, livres, eretas e pétalas brancas ou róseas, linear elípticas, ovário estreito, elipsóide, branco farinoso; o fruto é uma baga ovóide, verrucosa, amarela, amarelo limão perfumada, até 4cm de comprimento e 22mm de diâmetro.
Densamente vilosa, depois glabra, brancacenta e depois amarelada, muito polimorfa, mas geralmente oblonga até 50cm de comprimento; sementes brancas, comprimidas, marginadas, até 2cm de diâmetro.
BUXO
(Buxus sempervirens, L.). O buxo é uma árvore que se mantém sempre verde, e cuja madeira é muito dura. Pertence à família das Celastrináceas. Suas flores são verdes e as folhas lustrosas. Os católicos utilizam os galhos dessa planta nas procissões do Domingo de Ramos.
BUTUA
(Chondodendron platyphyllum Miers.). A butua é uma planta trepadeira que pertence à família das Vitáceas.
A planta foi diversamente classificada. Saint-Hilaire descreveu-a como Cocculos cinaracens e Barbosa Rodrigues como Cissampelos vitis.
BURANHÊM
É uma árvore de até 25m de altura, caule reto e de pequeno diâmetro. Seu nome científico é Pradosia lactescens, Radlk. (Chrysophyltum buranhem, Riedel., C. glycypholeum, Casar., Lucuma glycypholea, M. e Euchl., Prometia lactescens, Vell., P. lutescens, Steud., Pradosia glycypholea, Liais, P. lutescens, Radlk.).
Os ramos da bétula servem para o fabrico de vassouras. Da casca se extrai resina que se utiliza em archotes. Os lapões e os suecos comem a sua segunda casca que é nutritiva e também serve para fabricar uma cerveja caseira bastante agradável ao paladar. A casca é ainda utilizada no fabrico de uma tintura amarela. Dela se extrai um óleo de que os russos se servem para curtir couros finos.
É empregada contra a epilepsia, a afonia, o tétano, a tosse, asma e coqueluche, sendo útil também na afonia, na disenteria, na nevralgia, convulsões, hidrofobia, treinais, eólica hepática, reumatismo, gripe, resfriado, hernia estrangulada, estreitamento da uretra, escarlatina, metriflegmasia, pneumonia, panarício, hematese, palpitações do coração, etc.