23 de agosto de 2010

Planta chamada cuieira

CUIEIRA (Crescentia cujete Lin.).
Família das Bigno-miáceas. Esta planta, que contém propriedades terapêuticas, também é considerada venenosa, pois, contém ácido cianídrico. Todavia, o decocto e o extrato da casca são muito eficazes para a cura da enterite membranosa e da hidropsisia; o suco já foi muito empregado na Medicina caseira como antispasmódico e antitétanico e é nocivo aos suínos; a polpa do fruto ainda verde, embora amarga e até mesmo corrosiva, é eficiente contra a hidrocele, sendo ainda que, reduzida à calda açucarada, torna-se um remédio febrífugo, purgativo e expectorante, muito útil contra a clorose e as doenças que afetam as vias respiratórias. Na França era com essa polpa fabricado um xarope (sirop de Cale-vasse) que teve muita voga em toda a Europa. Quando a polpa já está madura tem aplicação como remédio abortivo sobre o gado que a come em época de escassez, mas também é usada em cataplasmas para acalmar as dores de cabeça; as sementes são comestíveis, cozidas ou assadas, principalmente no México. Ainda cm tempos remotos, outras virtudes medicinais lhe eram atribuídas como, por exemplo, benéfica para a cura da erisi-pela e diversas moléstias da pele, para a facilitação de partos e extração das secundinas, método usado pelos índios que aplicavam as folhas aquecidas sobre o ventre das parturientes. Muito cultivada no Brasil, da Amazônia até o Rio de Janeiro e Goiás.

5 de agosto de 2010

Flor coroa imperial

Flor coroa imperial.
Ê originária da Pérsia ou da Trácia. Existem as variedades Aurora e Marechal Blu-cher, assim como outra de folhas listradas de verde e branco–amarelado. Existe na linguagem dos poetas uma lenda de que é o símbolo da majestade, da embriaguez e da glória. Tem bulbos com túnicas amareladas com muito mau cheiro; seu caule de 60-1 lOcm de altura, fistuloso, áspero, robusto, carnoso, nu, na parte superior, que é cilíndrica, avermelhada e com pune tuações brancas, revestido de folhas sésseis, oval-agudas, e com a base dilatada, quase verticiladas, aproximadas na parte interior. Seu fruto é uma cápsula com três ângulos obtusos e seis alas longitudinais, contendo sementes circuladas por uma ala membranosa.

29 de junho de 2010

A planta de coca

A planta de coca.
Esta planta é considerada de grande importância sob o aspecto de suas propriedades medicinais, pois, suas folhas que, no estado fresco, não têm cheiro, adistringentes e acres, encerram muitos alcalóides, derivados dc uma base comum, a “eegonina” (éter cinâ-mico da eegonina), “gigrina” (líquido volátil e inofensivo), “tropacocaína”, duas “truxilinas” que se desdobram em ácido truxílico “isotropileocaína”, e veneno também encontrado na casca, denominado “cocaína”, além de cocaidina, cocaicina, quercitrina, ácido coca-tànico e composto de cenamil. De todos estes princípios o mais importante é a cocaína, que se cristaliza em prismas ineolores, sem cheiro e muito amargos, de uso diário em todo o mundo como anestésico em operações cirúrgicas, bem como nos casos de perturbações gástricas, dispepsias e gas-tralgias, com ação rápida sobre a mucosa bucal e, por isso, eficiente contra as gengivites e estomatites, sendo também ministrada para conservar os dentes e combater a gordura exagerada, o reumatismo, as febres intermitentes, a anemia, a hipo-condria, a histeria, as afecções da medula espinal, as excita-ções nervosas, a hidrofobia e o tétano. Os efeitos anestésicos da cocaína são de todo o ponto comparáveis aos efeitos do éter etílico; ela age tanto nos pontos dos nervos centrais como também nos nervos sensitivos e da periferia. Se por um lado é poderoso remédio, por outro lado, se for injetada no sangue em quantidade de 5 a 10 centigramas, poderá causar a morte pela supressão dos atos reflexos automáticos que mantêm a respiração e a circulação.