6 de junho de 2009

Artemísia

artemisia

ARTEMlSIA

(Arlemisia vulgaris Lin.) A artemísia é um gênero de plantas perenes pertencentes à família das Compostas, da qual também faz parte o absíntio (A. absinthium), bem como o estragão (A. dracunculus L.) e a erva-das-sezões (A. mollis). Denominam-na também flor-de-diana. Distinguin-do-a de outras variedades das Compostas, dá-se-lhe a designação de artemísia-verdadeira. É uma planta que atinge lm de altura, de folhas fendidas. Suas flores são de cor branca e numerosas. Floresce em outubro. A artemísia é muito aplicada na medicina doméstica, sendo útil no tratamento de várias doenças: anemia, eólicas, coréia (dança-de-são-guido), fraqueza do estômago, diarréia, enterite, epilepsia, flatulência, gastrite, hidro-lisia, icterícia, lombrigas, menstruação deficiente, mucosidade, nervosismo, nevralgia e reumatismo. Para o tratamento das dores reumáticas, fazem-se fricções com o sumo da erva nas partes doloridas, tendo o mesmo efeito a aplicação de compressas quentes ou cataplasma feitos com a decoeção da planta. A artemísia não é recomendada para as mulheres que amamen-tam. Possui também propriedades inseticidas. Usam-se as folhas, as flores e as raízes, na dose de 15g em 11 de água, duas a quatro xícaras de chá por dia.

3 de junho de 2009

Arrebenta Cavalo

arrebenta-cavalo

ARREBENTA CAVALO

(Solanum aculeatissimus, Jacq. Solanum agrarium, Sendt.). A planta denominada arre-benta-cavalo, que também se chama melancia-da-praia, em Pernambuco; babá, na Bahia e mingola, em Alagoas, é uma erva espinhosa, de haste e folhas cheias de espinho. Os seus ramos atingem 50cm. Tem folhas pecioladas, lobadas, relativamente grandes. As flores são reunidas em pequenos grupos, formando estrelas de cor verde-amarela. Os frutos têm formato esférico ou algo achatado na base. Nascem aderentes aos cálices, e são de cor clara e marcados com estrias verde-escuras. O fruto maduro é amarelo ou verde, e encerra uma substância branca, prateada e semi-esponjosa de sabor muito doce, e muitas sementes reniformes. Afirmam alguns autores que a casca também é comestível, acrescentando que se o fruto contém princípios tóxicos, estes devem existir nas sementes. “Os cavalos, quando comem os frutos, morrem; e as vacas, se não morrem, transmitem pelo leite todas as propriedades tóxicas” (Meira Pena). Deriva-se daí o seu nome popular de arrebenta-cavalo. Em medicina é empregada externamente, tendo a virtude de fazer desaparecer os panos (manchas) da pele, sendo também aplicada contra a urticária. Somente os frutos da planta é que são utilizados em medicina.

31 de maio de 2009

Araçá do campo

araca-do-campo

ARAÇÁ DO CAMPO

(Psidium cattleyanum Sabine). Pertence à família das Mirtáceas. É um arbusto de folhas opostas, oblongas, pecioladas, agudas na base e no ápice, coriáceas, de lOcm de comprimento c 5cm de largura; suas flores são brancas, dispostas em pedúnculos axilares, seu fruto é baga ovóide, amarela de 3-5 lojas contendo muitas sementes. Outros nomes científicos são Psidium araça, Raldi iGmijava guineensis, Ktze., G Popycarpa, Ktz., P. guineensis, Sw., P. minus, M.). Fornece madeira muito forte, própria para vigas, engradamento, moirões, cabos de várias ferramentas e instrumentos agrícolas; serve para lenha e carvão de alto poder calorífero. Sua raiz é antidiarréica, diurética e a casca serve para curlume. Suas folhas, principalmente os brotos, são adstringentes e fornecem matéria tintorial. Seus frutos são comestíveis, também adstringentes, ricos em matéria sacarina, mucilaginosos, nutritivos e corroborantes dos intestinos, muito usados c apreciados para doces. Na sua casca existe uma substância cerácea que falta nas outras espécies. Seu fruto tem o sabor parecido ao do morango servindo para doces em massa idêntico à marmelada, cujo consumo é enorme no Brasil. Chama-se “araçàzada”. É cultivada no Brasil desde as Guianas até São Paulo. Muito apreciado e cultivado também no estrangeiro. Em Minas Gerais há a espécie Sampaionis (fruta-de-pomba). No Pará chamam-na aracaíba, araçá-pedra ou araçaí.

19 de maio de 2009

Amajouva

plantas-medicinais

AMAJOUVA

(Aionea brasiliensis, Meissn). Família das Lauráceas.
Árvore de pequeno porte, que fornece madeira forte.
Os indígenas, antes do descobrimento, usavam as folhas na cura das úlceras c feridas.

17 de maio de 2009

Algarobo

algarobo

ALGAROBO

Família das Leguminosas Mimosáceas (Prosopis juliflora, IX!.).
Arvore comum no Rio Grande do Sul. A casca serve para curtume e exsuda uma goma amarela, sucedânea da “goma–arábica”. Tem flores dispostas em espigas, as folhas são forra-geiras, e as sementes contêm, em estado seco, até 3.94% de matérias graxas, 36,78% de matérias não-azotadas e, 33,62% de matérias azotadas.
O algarobo branco (Prosopis alba Griseb) é árvore da mesma espécie de família, também encontrada no referido Estado.
Sua casca é útil no tratamento das afecções catarrais e as vagens constituem ótima forragem para o gado eqüino e bovino.

8 de maio de 2009

Aguaragucinhá

aguaragucinha

AGUARAGUCINHÁ

(Heliotropium elongatum Willd). Família das Borragináceas.
Arbusto encontrado do Ceará à Bahia. Caule erecto e flores brancas e violáceas, com o centro amarelo, disposta em espiga.
É planta adstringente, antiasmática e diurética.

7 de maio de 2009

A infusão de folhas de agrimônia

agrimonia

A infusão de folhas de agrimônia é de uso caseiro nos casos de enxaquecas, indiges-tão e diarréias. Certos autores recomendam-na como tônico eficaz contra tumores, torceduras, esmagamento de tecidos, contusões. Para tais aplicações cozinham-se as folhas de agrimônia em fogo brando até que se obtenha uma pasta homogênea e bem consistente, usando-se partes iguais de vinagre, farelo de trigo e folhas de agrimônia picadas. A mistura deve ser aplicada tão quente quanto possível sobre as partes doentes. Renova-se, a aplicação pela manhã e à noite, até a cura completa. O Dr. Verley-Leclerc, em sua obra “L’ami des jardins”, dá a receita de um vinho de agrimônia que surte bons resultados no tratamento das úlceras varicosas: deixam-se aquecer em fogo brando lOOg de folhas de espinheiro (silva) em um litro de água durante seis horas. Vai-se adicionando água regularmente, para evitar a infusão. Toma-se a mtade restante da água e, depois de filtrá-la, mistura-se xarope de amoras silvestres (lOOg), acrescenta-se um vidro comum de infusão de agrimônia. Com este preparado fazem-se aplicações sobre as feridas três vezes ao dia. Um frasco quente de cada vez. A ação do xarope de amoras silvestres, das folhas e dos frutos, junto à da agrimônia, aumenta os efeitos curativos do preparado.

Outros tipos de Agrião

agriao

Sua expansão vegetativa é tão grande que em alguns lugares (Nova Zelândia) consideram-na um verdadeiro flagelo.
Parece emitir radiações luminosas; alguns autores atribuem–nas, porém, a uma origem elétrica.” (Pio Correia.)
Segundo Pecholt, o nosso agrião iguala em sabor o agrião das hortas, natural de Chipre. E atribuem-lhe propriedades antí-dotas dos efeitos tóxicos da nicotina.
Citemos ainda o agrião bravo (Cardamine amara L.), arbusto da mesma família; o agrião-da-fonte, nome que na Amazônia é fornecido ao Nasturtium officinale; o agrião-da-terra (Barbarea praecox, R. Br.); o agrião-do-brejo (Nasturtium bo-nariense, DC, e Nasturtium silvestre, R. Br.), o agrião-do-Mé-xico (Torpeolum magus, L.), trepadeira da família das Tropeo-leáceas; o agrião-do-pântano (Nasturtium palustre, DC), espécie das regiões frias do globo; o agrião-do-Pará (Spiianthes acmella, Murr, Spiianthes olerácea, L.), planta da família das Compostas, originária do Pará, medicinal, diurética, antiescorbútica, odontológica, afrodisíaca, empregada na terapêutica da anemia e da dispepsia, e que apresenta hastes tenras e difusas, folhas pecioladas, cordiformes, dentadas, flores amarelas e capítulos terminais pedunculados, caniços, com o invólucro em duas séries.
Observação: em Botânica, o substantivo invólucro designa o conjunto de brácteas que cercam certas inflorescências Brác-tea, por sua vez é a folha modificada, em cuja axila surge uma flor ou todo um sistema de ramificação que termina por flores.

Agrião

agriao

AGRIÃO

(Nasturtium olficinale R. Br.). Família das Crucíferas. Planta herbácea de folhas seriadas e florzinhas brancas.
Sementes de cor castanha. E originária da Europa e cresce nos córregos ou quaisquer lugares úmidos.
“Contém iodo, cobre, ferro, enxofre, fosfatos e óleo essencial sulfazotado amargo e volátil (essência de mostarda — isos- sulfocianato de arila) o que o toma de comprovada utilidade na atonia intestinal, raquitismo, escrofulose e afecções escor-búticas, broncopulmonares e da pele, desobstruente do fígado; em cataplasma, é indicado nas feridas de mau caráter.

Por seu alto valor digestivo e medicinal, esta planta como salada impõe-se sobre todas e especialmente aos diabéticos.
A medicina terá grande proveito do suco e do óleo, sobretudo como tônicos e antiscorbúticos; falta qualquer fundamento científico à crença de que a planta nascida distante da água corrente nsulfocianato de arila) o que o toma de comprovada utilidade na atonia intestinal, raquitismo, escrofulose e afecções escor-búticas, broncopulmonares e da pele, desobstruente do fígado; em cataplasma, é indicado nas feridas de mau caráter.
Por seu alto valor digestivo e medicinal, esta planta como salada impõe-se sobre todas e especialmente aos diabéticos.
A medicina terá grande proveito do suco e do óleo, sobretudo como tônicos e antiscorbúticos; falta qualquer fundamento científico à crença de que a planta nascida distante da água corrente não tem as mesmas propriedades.o tem as mesmas propriedades.

4 de maio de 2009

Acajurana

acajurana

ACAJURANA

(Acajurana pulchra). Família das leguminosas. Planta de casca amarga e cheiro nauseante, utilizada na lavagem de feridas velhas.