18 de dezembro de 2010

Cultivo da macieira

A culutra da macieira remonta à remota antigüidade e os seus frutos são facilmente conservados durante todo o período de inverno. É uma árvore que se adapta melhor nos climas temperados, brumosos e úmidos. Na “Corografia Brasílica” o padre Aires de Casal descreve a maçãzeira: “Nas margens do rio São Francisco há uma árvore, a cujo nome primitivo, que eu não pude saber, substituíram injustamente os filhos dos conquistadores pelo de “maçãzeira”; as maiores não excedem à grandeza das laranjeiras; e geralmente tem muitos troncos juntos, e pouco altos; a folha é maior que a do limoeiro, grossa e alíptica, lisa, e dum verde-escuro. Em uma mesma árvore há frutos com forma de pêra, limão e figos; mas pela maior parte, e principalmente os maiores, têm a figura de tomates grandes; a casca sarabulhenta, e tema; a polpa amarelada, de gosto insípido, amargo, e cheiro de marmelo. Os pequenos têm um caroço oval; os maiores até quatro e mais com forma de dente de alho, casca dura e delicada; a amêndoa alva e amar-gosa. Ninguém come esta fruta; mas faz-se dela excelente doce, como marmelada. Esta árvore, que em terreno seco nunca passa de arbusto, carrega sempre muito e os pombos torcazes, como também os cágados-do-campo, engordam com os caroços depois que as frutas apodrecem no chão”. A macieira comum multiplica-se por semente, enxertia e mergulho em “bute”. Quanto à distância entre as árvores, esta deve ser de 6 a 8m.