20 de outubro de 2010

Imagens de espinho de vintem

Espinho de vintem:
É própria para ripas, carpintaria, marcenaria, remos, cabos de instrumentos agrícolas, ferramentas, cepas para tamancos e escovas, construção civil e carroçaria, servindo ainda para tintura-ria. Sua raiz é amarga e aromática, ligeiramente adstringente, tônica, febrífuga e estomáquica; a casca, também medicinal, é tônica, e por ser acre é recomendada para as dispepsias, flatu-lências e eólicas; o suco de suas folhas, quando aplicado tipicamente contra as dores dos ouvidos e dentes, parece dar resultados completamente satisfatórios. As qualidades medicinais são devidas à presença da “xantropicrita”, substância amarga, amarela e cristalina. Já era conhecida pelos índios que a chamavam Jubêbê (derivado de “yu-bêbê) que quer dizer “espinho que vôa, alusão às folhas que o vento leva e têm um espinho na página inferior”; o outro nome, Tembetaru, e suas corruptelas, seria derivado de “tembê-itar-yu”, que traduzido quer dizer: “pau com que se faz tembetá, contração de “tembê-itá”, que significa “pedra do beiço”, revelando que a madeira desta espécie era uma das preferidas por certas tribos para a feitura de seus instrumentos exóticos, principalmente os bodoques e arcos.