11 de setembro de 2010

Dente de leão

DENTE DE LEÃO.
(Taraxacum officinale Web.). Família das Compostas. Eis uma planta também medicinal e comestível, cultivada em todo o Brasil. É uma planta vivaz, lactescente, cespitosa, de rizoma perpendicular da grossura de um dedo, emitindo direta e simultaneamente os escapos floríferos e as folhas, os primeiros até 30cm de altura, eretos, nus, simples, monocéfalos, cilíndricos, fistulosos, glabros ou araquináceos pubescentes, com as brácteas exteriores do invólucro voltadas para baixo. As folhas, muito amargas, são antiscorbúticas, tônicas, febrífugas, depurativas, anódinas, desobstruentes das vísceras abodminais e úteis contra a diarréia crônica; entram na composição do “suco-de-ervas”, das farmácias. As raízes contêm inulina e o princípio ativo “taraxacina”, sendo-lhes atribuídas algumas virtudes medicinais; o suco, rico em soda e potassa, é muito usado desde tempos remotos para a cura de moléstias da pele e, segundo Vernadsky, contém cobalto e níquel; na Europa, na zona rural, costumam os camponeses torrá-las e moê-las para obter um sucedâneo do “café-de-chicória.” Vegeta em qualquer temperatura, vivendo desde a zona glacial até o Equador.