30 de maio de 2010

Cinamomo árvore

Através dos séculos esta árvore elegante e delicada, de belíssimas e abundantes flores, tem sido suspeitada de venenosa, em todas ou apenas em alguma de suas partes, sendo muito difícil, senão impossível, chegar a uma conclusão positiva em qualquer sentido, tão contraditórios são os depoimentos de que dispomos. Assim, a casca da raiz é considerada catártica, vomitiva e anti-helmíntica de grande energia, por esta razão incorporada à farmacopéia dos Estados Unidos, devendo notar-se que ainda atribuem-se-lhe propriedades tônicas e estimulantes que a tornariam sucedânea da quina verdadeira, igualmente útil no combate às febres intermitentes, à diarréia e a várias moléstias intestinais, ao reumatismo e ao próprio coleramorbus, de efeito benéfico contra a carne esponjosa e a gangrena; todas estas virtudes, aliás contestadas por alguns, resultariam do princípio ativo “mangrovin” (?), substância amarga, amarelada e resinosa, difícil de saponificar e que existe também no córtex do caule, associada à fitosterina, ao ácido azedaráquico, ao tanino e à sapopina, sendo devido à presença desta que, na China pode servir para tinguijar o peixe. Segundo outros, porém, as virtudes medicinais resultam do alcalóide “paraisina”, descoberto por Bocquelin, o qual é solúvel no éter de petróleo, na benzina e no clorofórmio.