3 de junho de 2010

Cinamomo frutos

Turpin narra que os viu comer pelas crianças das duas Carolinas e que ele próprio os comeu muitas vezes sem haver notado algo de anormal. Há nesses frutos três partes distintas: a polpa externa, o caroço e as sementes, sendo que a primeira, reputada a mais venenosa, entra na farmacopéia indiana, tem sabor fortemente açucarado e,  segundo análise cuidadosa  (Riotard),  encerra 9,44% de água, 3,48% de cinzas, 12,15% de matérias azota-das, 27% de glicose, 2,88% de sacarose, ou seja, no total 29,88% de matérias açucaradas ou, em relação ao fruto inteiro, 18,72% de açúcares, sendo 16,91% de açúcares diretamente redutores e 1,81% de açúcares redutores por inversão. Isto representam aproximadamente 10% de açúcar em relação ao fruto seco ao ar, o que justificaria a sua exploração industrial para obter-se álcool não-potável. Afirma o Dr. Navarro de Andrade que alguns de nossos pássaros (bem-te-vi, sabiás, sanhaços, tico-ticos) passam dias inteiros banqueteando-se com essa polpa, prova evidente de que, ao menos para eles, é inofensiva.