
As sementes de anis maceradas prolongadamente em aguardente produzem um licor conhecido sob o nome de ani-sete, muito eficaz contra as digestões difíceis. O pó das sementes de anis, misturado em partes iguais com o pó do carvão de álamo ou choupo e quina, constitui excelente dentrifrício, que dá aos dentes perfeita brancura e tonifica as gengivas. Ê indicada pelo Dr. Verley-Leclerca seguinte receita contra a aero-fagia: cinzas peneiradas de folhas de absíntio, 6g; cinzas peneiradas de “prele”, 6g; essência de anis-vrde, 3 gotas. Tomar meia hora antes das três refeições principais do dia a vigésima parte da mistura. Como xarope depurativo o mesmo autor recomenda, juntamente com a salsaparrilha, o seguinte xarope: salsa-parrilha, lkg; flores secas de borragem, 60g; pétalas de rosa branca, 60g; folíolos de sene, 60g; frutos de anis-verde, 60g; açúcar branco, lkg; mel de abelha, lkg. Despejar sobre a mistura das plantas indicadas um litro de água fervente. Deixar em contato durante 12 horas, depois reduzir à consistência de xarope. Adicionar um litro de água fervente e o mel e levar ao fogo branco até adquirir a consistência xaroposa. Tomar 5 a 6 colheradas por dia.

ANIS-VERDE
(Pimpinella anisum, L.). O anis-verde, a que outrossim chamam erva-doce e pimpinela, é uma planta da família das Umbelíferas. É planta anual muito comum, sendo largamente cultivada. A parte medicinal reside sobretudo nos frutos. Emprega-se sob a forma de infusão (15g de sementes ou 30g de folhas por quilograma de água). É um estimulante dos mais úteis, excita suavemente o sistema nervoso e combate a atonia do aparelho digestivo. É dotada de propriedades esto-maquicas, expectorantes, diuréticas, cmenagogas bastante pronunciadas. É usada às vezes como antispasmódica. Alguns autores afirmam que a infusão de anis tomada em jejum aumenta sensivelmente o leite das mães que amamentam os seus pim-polhos

ANIS
Família das Umbelíferas (Pimpinella anisum Hook.).
Erva originária do Egito, flores brancas, dispostas em umbelas, e frutos ovóides ou elipsóides.
“Esta planta é o verdadeiro Anisum das farmácias: fornece frutos aromáticos, doces e picantes, que constituem enérgico coraminativo e excelente estimulante gastrointestinal; parece que aumentam a produção de leite e a emissão de urina, dando a esta cheiro desagradável e tendo ação direta sobre aquele quando ingerido pelas senhoras que amamentam.
Eles encerram, além do princípio particular Anisulmina, estearina, óleo graxo e a essência de Anis, que é o conhecido óleo volátil e incolor com o peso específico de 0,990 e solidificação à 17,5°C, ao qual a planta deve suas múltiplas virtudes terapêuticas c por isso tem largo emprego na farmacopéia, seja como base de preparados, seja como veículo ou simples aro-matizante de outras substâncias.” (Pio Correia.)
Galeno recomendava o anis como estomacal e antiflautu-lento e Hipócrates dizia que ele era diurético.
Pitágoras atribuía-lhe a faculdade de facilitar o parto e prevenir a epilepsia.