26 de abril de 2011

Spirea ulmaria

ULMARIA (Spirea ulmaria, L.).
Também chamada ulmeira, ulmária-de-flor-dobrada e barba-de-bode, a ulmária é planta pertencente à família das Rosáceas, que costuma crescer nos terrenos úmidos, nos prados à margem dos riachos e charcos. Atinge um metro e, às vezes, até maior altura. Suas flores são brancas, um pouco creme, suas folhas são compostas, penadas, denteadas, esbranquiçadas na parte inferior. Esta planta possui um porte majestoso, tanto que é também conhecida pelo nome de rainha-dos-prados, não se confundindo com a conhecida barba-de-bode de nossos campos, embora com o mesmo nome. As suas flores foram objeto de numerosas análises que revelaram possuir a planta, além de salicilato de metila, que tem grande emprego em Medicina como analgésico, uma essência, tanino, espireína e derivados flavônicos. Desde há muito tempo é empregada como diurético e anti-reumático. O Dr. Decaux, na Revista de Fitoterapia, informa que, desde a Renascença, a planta é usada contra a disenteria e cozinhada em vinho tem efeitos contra a febre quarta. Em 1935, o Dr. Benoit apresentou uma tese notável sobre a ulmária na qual demonstrou que, sob a influência da tisana dessa planta, alguns de seus pacientes foram curados, com aumento das urinas e com melhora dos sintomas clínicos. Houve redução da taxa de uréia. Casos de reumatismo foram igualmente curados. Prescreveu esse médico brotos floridos da ulmária, em forma de xarope, na proporção de 250g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90*?, despejá-la sobre a planta, coar num pano, espremendo bem. Dissolver na alcoolatura uma porção de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar 100 a 200g por dia. Obtém ainda maior eficácia com o emprego da seguinte infusão: brotos floridos de ulmária, 25g; folhas de freixo, 25g; folhas de cássia, 50g. A ulmária pode prestar bons serviços, mas não convém aumentar as doses, porque isso poderá causar graves inconvenientes (perturbações cardíacas e hema-túrias (sangue na urina), as quais podem ser mortais. Empre-gando-se as doses indicadas obtêm-se para os pacientes os benefícios da planta, que é tão rica de salicilato de metila, sem os riscos apontados. Nos casos de hidropisia Fleury de la Roche aconselha o uso do vinho de ulmária assim preparado: 500g de flor de ulmária reduzida a pó; 2 litros de bom vinho branco. Tomar pela manhã em jejum na medida de 200g de cada vez. Uma infusão da planta tomada após as refeições é útil nos casos de arteriosclerose. Certos autores assinalam que a fricção com folhas verdes de ulmária é sedativa. Na furunculose a infusão é igualmente recomendada.