16 de abril de 2011

Tilia arvore

A tisana não é desagradável ao pala-dar. Pode ser tomada quente ou fria, a qualquer momento do dia. A dose varia segundo o estado do doente, desde meio litro diário até um cálice, tomado pela manhã, durante todo o tratamento. Como antispasmódico empregam-se sobretudo as flores da tília comum, as quais devem ser colhidas com as respectivas brácteas antes que os estames estejam completamente desabrochados. Deixa-se secar à sombra e com elas se preparam tisanas calmantes e de agradável sabor, que são dotadas de propriedades antispasmódicas, calmantes e diuréticas, podendo ser tomadas diariamente nos casos de enxaquecas e vertigens. A tília é utilizada também em banhos, sob a forma de infusão, sendo muito recomendado para as pessoas nervosas. A segunda casca, macerada em água, é utilizada em algumas regiões para a fabricação de sacos embalagem e tecidos grosseiros, mas de uma solidez a toda prova, servindo também para a confecção de cordas e barbantes.

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14 de abril de 2011

Tilia propriedades

TILIA (Tilia cordata, MUI.).
Árvore da família das Tiliáceas, aproveitada também como planta de sombra e de ornamento. A infusão denominada chá de tília, feita com as flores da planta, é conhecida e usada de longa data. É uma árvore de grande porte que nasce em estado selvagem, mas é utüizada muito nos parques e jardins. Emprega-se em medicina a sua casca, em grande quantidade, devido à sua comprovada ação benéfica no tratamento do reumatismo e do artritismo, sendo por isso vendida no mundo inteiro. Segundo relata um herbanário de Paris, o emprego dessa planta remonta aos idos de 1916, quando ela foi descoberta nos Pirineus Orientais. O seu descobridor foi um mestre-escola que, atacado do mal de areia na urina, procurava curar-se mediante o uso de uma tília selvagem que medra a uma altitude de 800 a 900 metros. A colheita dessa planta é feita duas vezes por ano, quando a seiva se eleva em seus caules. A árvore é sacrificada e dela se retira a casca, pondo-a a secar. O professor Donenach, assim se chamava o seu descobridor, tendo-se curado com o uso da planta, tratou de ensinar a todos que sofriam do mesmo mal a eficácia do remédio, que batizou com o nome de gravelina (do francês gravelle — areia na urina), o qual, entretanto, se revelou útil em outras moléstias dos rins, da bexiga e na gota, bem como no reumatismo. Uma comunicação a respeito da desoberta foi feita à Academia de Ciências da França, e daí o emprego do produto se difundiu rapidamente, podendo agora ser encontrado em todos os herbanários e farmácias. O medicamento dissolve o ácido úrico, drena as vias biliares e parece ser muito ativo no abrandamento das dores ciáticas, no lum-bago e em todas as afecções de origem reumática. É igualmente eficaz no tratamento da uréia, diabete e dissolve os cálculos da vesícula biliar. Usa-se sob a forma de decocção que se obtém deixando-se reduzir a três quartos um litro de água a que se juntou 35 a 40g de tília.

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