1 de abril de 2011

Silva planta

Silva planta medicinais.
A planta contém tanino na proporção de 10%. Dizem ainda que os frutos produzem uma aguardente de excelente qualidade. O xarope de suas frutas, acima referido, pode ser obtido da seguinte maneira: cozinhar o suco das amoras até à consistência xaroposa, de mistura com açúcar em tabletes na proporção do dobro do seu peso. Três ou quatro colheradas desse xarope, por dia, constituem remédio eficaz contra a disenteria. É útil que se assinale também que para diveros autores é aconselhável o emprego de uma mistura de várias plantas no tratamento da diabete, segundo a seguinte receita: freixo, rainha dos prados, parietária e valeriana. Usa-se em partes iguais à razão de duas colheradas de sopa por litro de água. Beber à vontade, fria ou quente. Nos Anais das Plantas Medicinais da “Cruz Verde”, de Toulouse, recomenda-se a seguinte receita: Eucalipto, 20g; boldo, lOg; folhas de arando, 30g; valeriana, 15g; folhas de nogueira, 25g; casca de salgueiro, 20g. Cortar tudo em pedaços pequenos e misturar. Tomar pela manhã, em jejum, e 15 minutos antes das principais refeições do dia, uma xícara da decoeção desta mistura (uma colherinha de café cada xícara). A decoeção deve ser deixada ao fogo durante dez minutos. A cura pode ser conseguida com tal tratamento feito durante 20 dias por mês. Deve ficar bem entendido, entretanto que, para os diabéticos, segundo voz geral, deverá ser seguido, ao mesmo tempo, um estrito regime alimentar em que estão excluídas expressamente as frituras, as sopas de pão, as farinhas de cerais, o pão, as pastas alimentícias; nada de beterraba, de aipo, de alcachofra, de cenoura, de castanha e couve. Vedados também são os legumes farinhosos, a framboesa, as tâmaras, as bananas, bem como a ameixa, o marmelo, as castanhas, o melão e as passas, os figos secos, o damasco, o ananás. Nada de trufas nem pastéis, nem licores, nem cerveja ou champanha, cidra, xaropes ou vinhos açucarados, nem limonadas.

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30 de março de 2011

Planta silva

SILVA (Rubus fructicosus, L.).
Família das Rosáceas. A silva das cercas é conhecida de toda gente. É uma planta que possui folhas compostas, às vezes brancas cm sua parte inferior, e também verdes, segundo as espécies. As flores são de cor malva-pálida e os frutos negros são a delícia das crianças que vivem no interior, onde são abundantes no começo do outono, à beiia dos caminhos e nos cercados. Suas hastes saimentosas às vezes atingem a vários metros e são guarnecidas de espinhos pequenos. Chamam-na também de amora silvestre ou silva-de-são-francisco. As hastes ou ramos podem ser utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas. Todas as partes da planta têm aplicação medicinal. Registra-se que São Hilde-gardo, no século xn, já a empregava como hemostática. Como gargarejo ele recomendava a decocção de suas folhas adicionada de um xarope de frutas, com a seguinte fórmula: 800g de folhas (decocção) a 10%; xarope de frutas, 200g. Para o mesmo uso recomenda-se também a adição de mel, de mistura com os botões, folhas e ramos tenros, com efeitos adstringentes e tônicos para gargarejos nas afecções da garganta.