
SAPOTIZEIRO (Achras sapota, L.).
Família das Sapo-táceas. Árvore copada, de grande desenvolvimento, com folhas verde-escuras. O fruto é um dos mais deliciosos do mundo. “De duas formas se apresentam os sapotis: esféricos ou oblongos, de casca parda, tendo uma polpa suculenta, perfumada, comí-vel. Sementes pretas, luzidias, ‘diuréticas’, mas, segundo Le Cointe, tóxicas, em doses elevadas. F.C. Hoehne, porém, diz que as cascas do sapotizeiro, as sementes do sapoti, são amar-go-adstringentes e na medicação caseira empregadas para vários fins. Assim são apontadas como antifebris, diuréticas e vulne-rárias. Não faz referência à possibilidade de serem tóxicas. A polpa do fruto é inofensiva.” (Eurico Teixeira da Fonseca.) O leite do sapotizeiro é rico em gutapercha. Esta árvore prefere os terrenos semi-úmidos, abundantes em terra vegetal. É geralmente cultivada no Brasil, desde o Pará até o Rio de Janeiro, além de ser comum em todos os países da América, situados na zona intertropical. (Informação do Visconde de Beaurepaire–Rohan.) Para alguns fruticultores existem duas variedades de sapoti: o de polpa clara e o esverdeado. Quanto à cultura, informa Eurico Santos: “O sapotizeiro multiplica-se de semente, que se põe na terra fofa dos viveiros, ou em caixotes, meio enterrados uns três centímetros, em posição horizontal, quer dizer, no sentido longitudinal da semente. A reprodução por semente exige 10 a 14 anos para a árvore produzir aqui no Rio e, talvez, menos no norte. O preferível é praticar a enxertia de encosto, em pés francos, de 4 a 5 anos, ou sobre outra sapo-tácea como a Mimosops Kruki, por exemplo, que segundo Har-less, diretor do Jardim Botânico de Saharanpur, índia, é ótimo ‘cavalo’ para o sapotizeiro, tornando mais precoce a frutificação e dando à árvore menor porte. Pode-se também reproduzi-la por alparque, estaca e mergulho. Distância entre as árvores: 10 metros.”