3 de outubro de 2010

Erva carpinteiro

ERVA-CARPINTEIRO (Acchillea millefollium, L.).
Também chamada mil-em-rama, mil-folhas, mil-folhada, erva–dos-cortadores, erva-dos-golpes, erva-dos-militares ou erva-dos–soldados, a erva-carpinteiro ou erva-dos-carpinteiros, que na França é conhecida também sob o nome de pestana-de-vênus, é uma planta composta, silvestre, muito comum ao longo dos caminhos. Suas flores brancas ou rosadas são dispostas em co-rimbos, em forma tubular no centro e como linguetes em redor dos capítulos. As folhas, como o nome indica, são profusamente divididas, o que dá a ilusão de serem múltiplas. As diversas partes da planta, flores e raízes exalam um odor alcanforado muito aromático, com sabor amargo e adstringente. Ê um bom tônico, excitante e diurético. A infusão preparada com 25 a 30g da planta, por litro de água, é empregada nos casos de regras difíceis e na debilidade geral. É recomendada igualmente contra as doenças dos nervos.

2 de outubro de 2010

Eritreia

ERITREIA (Erythrea centaurium, L.).
Eritréia é o nome de numerosas espécies de plantas do gênero das Gencianáceas, que existem em todos os Continentes. É denominada na França pequena-centaura. Possui folhas opostas, com bonitas flores cor–de-rosa em forma de estrela. Emprega-se como depurativo e aperitivo. O Dr. Verley-Leclerc recomenda a seguinte fórmula como aperitivo:
Raiz de genciana, 8g; eritréia (pequena-centaura), 12g; trevo-d’água, 12g; água fervente, 500g. Deixar a mistura em infusão durante doze horas. Passar a mistura resultante, em seguida. Tomar uma xícara antes de cada refeição principal. Recomenda-se também como substituto da quina, tanto assim que na Europa é igualmente chamda de quina-da-europa. Neste caso usa-se a seguinte receita: flores de eritréia, 50g; vinho branco açucarado, 1 litro. Macerar durante 12 horas, filtrar. Toma-se meio copo 2 a 3 vezes por dia.

30 de setembro de 2010

Enula campana

ENULA CAMPANA (Inula Helenum, L.).
Família das Compostas. Também denominada ínula, conforme o seu nome latino. Sua raiz encerra a inulina, que é um polisacarídeo branco, insípido, semicristalino, muito semelhante ao amido, encontrado na seiva das raízes e rizomas de muitas plantas compostas, e especialmente nas do gênero Inula e Hdianthus. A mesma substância também se denomina dalina, helênia, helenina e sinan-terina. A reputação da ênula-campana remonta aos tempos antigos. Dioscorido fala dela como de um bom remédio contra a tosse. Ainda que menos ativo que o seu princípio químico, ela poderá ser útil em certas bronquites catarrais. Indica-se como tintura (2 a 5g por dia), ou sob a forma de infusão (5 por lOOg). É igualmente recomendada a inalação preparada com água fervente a que se adiciona uma colherada (de café) de sua tintura, o que dá bons resultados nos doentes de traqueíte crônica. Todos os autores recomendam a maceração, durante oito dias, num litro de vinho espanhol, de 80 gramas de raiz de ênula-campana, atribuindo a esse preparado efeitos béquicos e tônicos.

29 de setembro de 2010

Planta medicinais DULCAMARA

DULCAMARA (Solanum dulcamara, L.).
Família das Solanáceas. Planta também conhecida pelos nomes de doce-amar-ga e erva-de-cão. Cresce geralmente nas cercas e nos vaiados. Ê uma espécie de liana, com folhas ovais e pontudas e dá flores menores do que as da batata, mas com a mesma forma, e sua cor é geralmente violeta. Os seus frutos são vermelhos, como o são as bagas de quase todas as Solanáceas. A parte utilizada em Medicina é a haste da planta (de um a dois anos), que se corta em pedaços de 0,50m ou em pequenas porções. Segundo diversos autores, ela possui propriedades depurativas e sudoríficas, recomendadas contra algumas moléstias da pele e contra o reumatismo. O Dr. Verley-Leclerc aconselha um xarope depurativo à base de doce-amarga, com a seguinte fórmula: lOOg de hastes escolhidas e limpas, cortadas, deixadas em infusão durante seis horas, num litro e meio de água fervente. Coar espremendo Deixar repousar e retirar o que subir à superfície do líquido. Acrescentar 180g de açúcar para cada lOOg de líquido, levar ao fogo durante uns minutos, passar de novo. Tomar 3 a 5 colheradas de sopa por dia do xarope assim preparado. A planta também pode ser recomendada sob a forma de decocção à razão de 30 por 1.000 ou em forma de extrato aquoso (la 5g). A doce-amarga encerra um saponóide glico-sídico, o ácido dulcamárico e um saponóide não-glicósido, o ácido dulcamarético (dulcamarina), e um glicosido alcalino, a solaceína. Tal composição explica os seus efeitos.

22 de setembro de 2010

Floricultura dois amores

DOIS AMORES (Euphorbia tithymaloides, L.).
Família das Euforbiáceas. Esta planta é um arbusto pequeno, medindo até 3m de altura, muito ramificado, com ramos suculentos, quase fistulosos, folhas poucas, curto-pecioladas, alternas, ovais, oblongas, obtusas ou recurvadas no ápice, agudas coriáccas, onduladas nas margens e com a nervura central saliente na página inferior, glabras. É medicinal. O extrato’ da raiz, conhecido nas Antilhas Espanholas como ipecacuana e na França como ipeca de Saint-Domingue, é vomitivo, assim como o látex, sendo que este é acre é muito cáustico, enérgico, útil contra as úlce-ras de mau caráter, servindo também para extirpar as verrugas e os calos, ligar carnes dilaceradas e estancas hemorragias. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia. Espécie xerófila, muito melífera e que, segundo Ridola, deve ser considerada como uma “descendente de Euphorbia de evolução póstuma com flores zigomorfas, modificada especialmente em vista de sua adaptação ornitófila”. É planta ornamental, muitíssimo cultivada nos jardins e também usada para cercas vivas. Conhecida também pelos nomes de picão, sapatinho-de-judeu, dois-irmãos, etc. Suas flores são vermelhas, pequenas, medindo 15mm as masculinas, numerosas e dispostas na circunferência e uma só feminina no centro, inclusas num grande invólucro, bilobado, vermelho até purpúreo e com a forma de sapato, reunidas em cimeiras terminais densas; seu fruto é uma cápsula mais larga que comprida (até 7mm de comprimento e 9mm de largura, trancada na base e no ápice. Suas sementes são ovóide-agudas, pedúnculos l-floros curtos. O Estado que mais cultiva essa planta é o Amazonas.

21 de setembro de 2010

Planta Doce amargo

Doce amargo.
Os frutos, antigamente tido como venenosos, estão reconhecidos inofensivos, pois encerram na casca apenas 0,3 a 0,7% de “solanina”; as folhas, usadas em cataplasma, têm efeitos calmantes e resolu-tivos, parecendo venenosas para o gado; os ramos, pela sua grande flexibilidade, servem para substituir o vime em várias obras trançadas, isto mais como curiosidade do que como indústria, mesmo doméstica; as raízes constituíam a base do famoso “elixir de amor”, tão celebrizado como ridicularizado na literatura e no teatro, ao qual, durante período bem longo, atribuiu-se a propriedade de tornar apaixonadas as pessoas que ingeriam a infusão charlatânica. Entre os mais formidáveis e eficientes golpes que esta recebeu, merece menção especial a brilhante partitura da ópera “Elisir d’amore”, do grande compositor Donizetti, que ainda agora se representa em todo o mundo, o passo que a superstição já desapareceu. A introdução na doce-amarga no Brasil é, decerto, muito remota, naturalmente apenas como ornamental, sendo muitíssimo comum nos jardins, onde é bastante atacada pelo Phyrdenus divergens Germ., vulgarmente conhecido como “broca do tomateiro”. Há as variedades integrifolium Wk, de folhas inteiras; e variegatis, Hort., de folhas variegadas. Originária da Europa, da Ásia e África boreais: Na Bahia, chamam-na de maria-preta, na Itália de corallina e, em Portugal, uva-de-cão.

16 de setembro de 2010

Dividivi

DIVIDIVI (Caesalpinia coriaria, Willd.).
Família das Leguminosas. Árvore inerme, de caule tortuoso, até 9m de altura e 40cm de diâmetro; casca áspera, cinzenta; ramos con-torcidos e espalhados horizontalmente; folhas granduloso-punc-tuadas, compostas de 4-10 pares de pinas; folíolos 12-30 jugos, linear-ablongos, obtusos, de 4-8mm, lisos, glabros, verde-escu-ros e com punctuações pretas na página inferior; flores brancas, às vezes amareladas, aromáticas, dispostas em racimos curtos, paniculados; ovário glabro com 10 óvulo ou menos; o fruto é uma vagem séssil, indeiscente, curva e contorcída, até 5cm de comprimento, 25mm de largura e 3mm de espessura, tomando formas curiosas, mais geralmente as de S e de C, vermelho–castanho ou castanho-escuras, vernicosas. Fornece madeira de alburno espesso, amarelo-laranja-claro, muito atacado por vários insetos; estes, porém, não atacam o cerne, que é escuro, quase preto, duro e compacto, grão finíssimo, reputado incorruptível, difícil de trabalhar, aliás, recebendo muito bem o verniz, próprio para dormentes, peças de resistência, moirões, dentes de engrenagens e obras de torno; também aproveitada na tinturaria como sendo um dos “brasiletos”; peso específico 0,770. A casca dá uma espécie de goma-laca com algum valor industrial. A maior importância da árvore consiste no seu fruto ou fava, a qual contém, envolvendo as sementes, uma polpa amarela, amarga e resinosa, com 30 a 45% de tanino de boa qualidade, reconhecida como um dos mais poderosos adstringentes empregados na Medicina e, ao mesmo tempo, constituindo objeto de importante comércio para a indústria do curtume, sobretudo para os couros fortes, mantendo seu elevado valor mercantil apesar da facilidade de fermentação; tem ainda bom emprego no fabrico de tinta de escrever e bem assim na tinturaria, onde serve de mordente. As próprias sementes, embora não tão ricas em tanino, são utilizadas na Medicina caseira como adstringentes; reduzidas a pó, passam por ser tônicas e anti-periódicas, entrando também na composição de uma certa po-mada anti-hemorroidária.

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14 de setembro de 2010

Dictamus

DICTAMUS (Dictanus Albus).
Planta da família das Rutáceas, de folhas lanuginosas e flores purpurinas; cordial, vulnerária (própria para curar feridas) e emenagoga. Vegeta na Europa Austral e na Ásia Temperada.

9 de setembro de 2010

Dedaleira planta

Dedaleira:
É conservada nos jardins, mas é medicinal. Devido à intensidade da luz solar no Brasil, essa planta fornece muito maior quantidade de “digitalina” do que na Europa. Essa planta contém, além da digitaüna, ainda a digitoxina e a digitonina. A mais eficiente e útil é a digitalina que é um tônico cardíaco e diurético de largo emprego na terapêutica universal, porém veneno enérgico com ação imediata sobre o coração, os vasos sangüíneos e a secreção urinaria de todos os vertebrados, com exceção do rato e do sapo. Ê venenosíssima, já na dose de 1 a 2 centigramas, sendo que a dose útü em farmácia não passa de 4 miligramas.

7 de setembro de 2010

Cassia alata

A infusão da raiz constitui um drástico poderoso, de bom emprego nas irregularidades menstruais e nas obstruções do figado, considerada também anti-reumática, diurética e febrífuga; a decoeção da planta inteira (a qual encerra tanino e ácido crisofânico) é muito recomendada na índia contra a picada das cobras e no México empregam-na para combater as afecções sifilíticas, parecendo que os antigos Aztecas já lhe reconheciam as virtudes; as folhas jovens (Folia Cassiae herpeíica, das farmácias), além de purgativas, sucedâneas das da sona-verdadeira (Cássia acutifolia Del.), são diuréticas, febrífugas, e sudoríferas, empregadas topicamente, frescas e aquecidas ou secas e pulverizadas, para curar os dartros, a herdes, a sarna e outras doenças da pele, também úteis contra os antrazes e as úlceras; as sementes verdes são comestíveis (Índia Holandeza) e torrefatas dão uma infusão idêntica à do café, considerada fortificante dos intestinos; as flores, também medicinais, são visitadas, no Pará, pelas mamangabas Euglossa pulchra Sm. e E. smaragdina Perty. Cosmopolita de larga distribuição geográfica no nosso Continente, assim como na África e na Asia, entretanto, grandes autoridades acreditam que seja realmente indígena apenas na América. Ê encontrada desde a Amazônia até Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Mais plantas ornamentais visita do site.