4 de fevereiro de 2011

Onagra para que serve

ONAGRA (AZnothera biennis, L.). Também chamada erva-dos-burros e enotera, a onagra é uma planta da família das onagráceas. Possui flores de cor amarela-enxofre, folhas verdes alongadas; atinge a altura de um metro ou pouco mais. Os ingleses dão-lhe o nome mais poético de “Evening star”, estre-la-da-tarde. A planta é originária da América do Norte, daí sendo transplantada, em 1619, para a Itália, onde as suas primeiras sementes germinaram num jardim de Pádua. Dizia-se, então, que ela não seria capaz de resistir ao clima e que jamais as lesmas do Velho Mundo a degustariam. .. Na América usava-se a onagra para curar afta e certas feridas. Pode ser empregada sob a forma de extrato fluido (hastes e folhas), contra a rouquidão, bem como a sua infusão, das flores secas, a qual se pode adicionar xarope de tolu ou de capilária (avenca).

25 de janeiro de 2011

Cultivo do milho

MILHO (Zea mays, L.).
Família das Gramíneas. O milho também recebe o nome de trigo-da-turquia. Tem folhas largas e produz espigas macho e fêmea, que atingem cerca de 20cm de comprimento e até mais. Em Medicina o que se utiliza são os estigmas, ou cabelo-de-milho. Suas propriedades não eram conhecidas na antigüidade, pois somente a partir de 1879 é que há notícias sobre a sua ação terapêutica. O uso mais simples da barba-de-milho é feita em decocção, mas a experiência demonstrou que a eficácia do produto varia entre 5 e 30, segundo as características do terreno que o produz e o modo de sua cultura. Por isso, o milho também é empregado em forma de extrato, com a seguinte receita: milho, 25g (extrato), xarope de açúcar (melado), 275g. Deixa-se dissolver quente. Tomam-se de 2 a 4 colheradas de sopa por dia. Cada colher representa o equivalente a uma xícara de tisana preparada com barba-de-milho de boa qualidade. O milho contém, na sua barba ou estigma, sais de cálcio e de potassa, glúcide, estereoma e ceras que o tornam diurético e colagogo. O grão é alimentício, mas a sua farinha não é panificável. Ela não contém nicolato, reusltando daí ficarem sujeitos aos perigos da pelagra aqueles que consomem exclusivamente esse alimento. O grão contém glúcides, prótidos, reina e lípidos.

21 de janeiro de 2011

Plantas medicinais menta

Pode-se fazer uma pequena cataplasma com ela e aplicar na parte afetada. Nas digestões difíceis, a infusão da menta presta serviços, na medida de 10 a 20g por litro de água. Margin e Millot dizem que os banhos aromatizados com menta surtem bons efeitos nos reumáticos. Os banhos em questão podem ser preparados da seguinte maneira: 200g de salva, timo, alecrim, hissopo e menta; num saquinho de pano colocar as plantas misturadas; deixar ferver em decocção na água e despejar a decoc-ção e pôr o saquinho.no banho. Tomar esse banho na temperatura de 35″? ou mesmo 401?, se possível, a fim de provocar abundante transpiração. Em seguida ao banho, fazer enérgica fricção com as plantas, envolver-se num penteador, sem se enxugar, e repousar, deitado, durante um quarto de hora. Para a fraqueza, a anemia e as convalescenças, pode a fórmula ser modificada da seguinte maneira: usar 50g de folhas de hera, flores de sabu-gueiro, alecrim, loureiro, salva e verbena. Deixar cozinhar durante 30 minutos, adicionando-se à decocção 200g de sal marinho. As infusões de menta incitam o apetite. Certos autores recomendam-na para os casos de eólicas do fígado, sendo também aconselhada para o tratamento da falta de menstruação ou quando se torna escassa, usando-se nestes casos a seguinte receita: macerar e deixar descansando, durante oito dias, em dois litros de vinho verde, uma pitada de cada uma das seguintes plantas, em partes iguais: menta silvestre, alecrim, salva e armoi-se. Passar num pano e conservar. Tomar o vinho, em jejum, à razão de uma taça de champanha durante dez dias precedentes ao período menstrual.

24 de novembro de 2010

Planta hissopo

HISSOPO (Hyssopus officinalis, L.).
Família das La-biadas. O hissopo é uma planta de folhas opostas, de flores azuis violáceas ou brancas. Já fora utilizada por Hipócrates contra os males dos brônquios. Contém um óleo essencial: a hissopina. Nas pessoas nervosas torna-se mister empregá-lo com circunspecção. Usa-se a sua infusão em água, à razão de 2 por 100, sendo recomendado tomar apenas duas ou três xícaras por dia. Em uso externo, o hissopo tem virtudes tônicas e resolutivas, servindo para gargarejos nas diversas afecções da garganta. Em aplicações quentes, é utilizado ainda para resolver equimoses e torceduras. O Dr. Leclerc recomendava a alcoolatura (10 ou 30 gotas num copo d’água), ou um xarope feito com a seguinte mistura: brotos floridos de hissopo, lOOg; água fervente, l.OOOg; açúcar 1.600g. Tomar lOOg por dia.

30 de outubro de 2010

Plantio de eucalipto

EUCALIPTO (Eucalyptus globulus Labill.).
Família das Mirtáceas. É uma grande árvore que cresce nos países quentes, embora se adapte às regiões frias. Possui folhas alongadas, em formato de língua fina e pontuda. Toda planta contém um óleo essencial — o eucaliptol — muito recomendado no tratamento da bronquite. É eficaz contra a febre nos casos em que a quinina não dá resultados. O Dr. Verley-Leclerc, em seu livro A cura pelas plantas, de 1954, indica o emprego do eucalipto sobretudo como essência, xarope, tintura ou em cápsula. Dele se extrai um princípio ativo injetável — a eucaliptina — que se pode ministrar em supositórios. Usa-se também como infusão das folhas, em inalações, na proporção de 20g num litro de água fervente.

24 de outubro de 2010

Tudo sobre planta esponjeira

Planta esponjeira:
A casca é adstringente, tanífera a anti-rcumática, com emprego na indústria da tinturaria; as folhas, que passam por ser anti-odontálgicas e úteis nas afecções da bexiga, bem assim como na cura de chagas, secas e pulverizadas constituem, quando antes da floração, uma boa forragem que o gado procura, mas que algumas pessoas entendem conveniente evitar, porque tal forragem dá mau gosto à carne. Os frutos (vagens), conhecidos no comércio oriental pelo nome de Balibabulah ou balibulah, são ricos em tanino, exalam cheiro aliáceo idêntico ao da raiz e, além de servirem para o curtume e para tingir em preto, ainda a sua decocção ou o seu cosimento têm bom emprego como anti-disentéricos e úteis nas variadas doenças dos olhos, da garganta, das mucosas e da pele; a polpa que envolve as sementes, verde ou madura, é emoliente e empregada em em-plastros nos tumores e furúnculos, a fim de apressar-lhes a maturação; as sementes, julgadas excessivamente venenosas, foram antigamente utilizadas contra a hidrofobia e parece que, trituradas, dão um suco viscoso que serve também para soldar a louça quebrada. — Não obstante as diversas virtudes ou propriedades medicinais e industiais, que acabamos de assinalar, a verdade é que a única parte valiosa desta Mimosácea consiste nas suas flores, mais simpáticas do que belas, reputadas inseticidas e antispasmódicas, as quais perfumam as roupas e já entraram na composição de ungüentos contra as dores de cabeça e de infusões antidispépticas, culminando na água distilada, suavemente perfumada, a que se atribuíam outras propriedades, tais como estimulantes e afrodisíacas; estas flores, erradamente denominadas cássia flowers no comércio anglo-americano, são ricas em “farnesol” e fornecem 0,084% de óleo essencial ama-relo-esverdeado e viscoso (huille à la Cassie, dos franceses), de perfume igual ao da Violeta, porém mais intenso, de grande emprego na indústria de perfumaria da Europa, principalmente francesa, pois é a base de numerosa e talvez da maior quantidade de perfumes para lenços, assim como dos óleos fixos e pastas para toucador, ao mesmo tempo que é um dos elementos de prosperidade da Cote d’Azur, designadamente de Grasse, e também da lavoura da Argélia. As flores, mesmo secas, conservam o aroma e conseqüentemente mantêm sempre o seu elevado preço normal; um quilo de flores dá 3 a 4g de essência e uma planta adulta dá 500 a l.OOOg por safra, somente a França consome anualmente 150.000 quilos de flores, dos quais 20.000 vão da Argélia. Vê-se por esses números, num campo tão restrito, quão grande é o número de arbustos em plena produção.

22 de outubro de 2010

Arvore espirradeira

Espirradeira:
Ela contém os alcalóides “neriantina”, “neriantoge-nina”, “neriína”, “oleoanderina”, “pseudocurarina”, e “strofan-tina”; no todo ou em parte análoga a este último é a “digita-lina”, portanto com ação imediata e paralisante sobre o coração. 6 gramas do simples extrato do lenho e da casca (na casca existe a “rosaginina”), bastam para matar uma pessoa. As folhas contêm ácido-prússico, salicina e uma resina (talvez também exista nas flores) são reconhecidas como esternutatório e, se forem levadas à boca, causam aftas, de cura muito lenta. Entretanto, nos laboratórios, reduzidas a pó e infusas, constituem remédio, quando administradas em doses mínimas. É um tônico cardíaco. A sua maceração em óleo ou mesmo o seu cozimento curam as eezemas, as úlceras atônicas, os dartros e várias afecções da pele e do couro cabeludo, além de acabar com os piolhos e a tinha. A casca pulverizada mata os ratos e quaisquer tipos de insetos. Quando o gado a come, fica sujeito à paralisia e à superagitação.

20 de outubro de 2010

Imagens de espinho de vintem

Espinho de vintem:
É própria para ripas, carpintaria, marcenaria, remos, cabos de instrumentos agrícolas, ferramentas, cepas para tamancos e escovas, construção civil e carroçaria, servindo ainda para tintura-ria. Sua raiz é amarga e aromática, ligeiramente adstringente, tônica, febrífuga e estomáquica; a casca, também medicinal, é tônica, e por ser acre é recomendada para as dispepsias, flatu-lências e eólicas; o suco de suas folhas, quando aplicado tipicamente contra as dores dos ouvidos e dentes, parece dar resultados completamente satisfatórios. As qualidades medicinais são devidas à presença da “xantropicrita”, substância amarga, amarela e cristalina. Já era conhecida pelos índios que a chamavam Jubêbê (derivado de “yu-bêbê) que quer dizer “espinho que vôa, alusão às folhas que o vento leva e têm um espinho na página inferior”; o outro nome, Tembetaru, e suas corruptelas, seria derivado de “tembê-itar-yu”, que traduzido quer dizer: “pau com que se faz tembetá, contração de “tembê-itá”, que significa “pedra do beiço”, revelando que a madeira desta espécie era uma das preferidas por certas tribos para a feitura de seus instrumentos exóticos, principalmente os bodoques e arcos.

15 de outubro de 2010

Espargos beneficios

Contém albumina vegetal, matéria gomosa, resina, açúcar, matéria extrativa amarga, hidro-clorato, acetato e fosfatos de potassa e de cal. Nas raízes secas encontram-se matéria extrativa não–azotada, açúcar, matéria fibrosa (celulose), proteína, pento-sana, matéria mineral (cinzas), matéria graxa, arsênico. Contém também “Conifera”, “mannita” e “asparagina”. Esta é um princípio azotado que cristaliza em agulhas duras e quebradiças, também encontrado em outras plantas de outras famílias, o qual dá as urinas um cheiro forte e pouco agradável, mas colocan-do-lhe algumas gotas de essência de terebintina, transforma-se em perfume de violetas; verificou-se também a presença de es-, sência de mostarda. Seus brotos carnosos, comumente chamados “turiões” constituem um finíssimo legume consumido no mundo todo, por ser alimento sadio e de fácil digestão, com ação enérgica e rápida sobre o aparelho urinário, devido à “asparagina”. Essa substância é também poderoso diurético, moderadora do coração, sempre inofensivo para o estômago e muito eficaz nos catarros brônquicos e na tuberculose pulmonar. A composição química da ponta dos espargos é igual a das raízes, com variações nas percentagens, sendo que ainda contém a clorofila, cera e matéria corante. Antigamente acreditavam que a força do espargo era tal que chegava a provocar a menstruação e até tornavam estéreis as mulheres. Os frutos e as sementes são tidas como afrodisíacas. Não é aconselhado para as pessoas histéricas, pessoas nervosas, para as que sofrem afecções das vias urinárias ou de blenorragia. É conhecida também como melindre. Originária da Europa e da Ásia.

Contém albumina vegetal, matéria gomosa, resina, açúcar, matéria extrativa amarga, hidro-clorato, acetato e fosfatos de potassa e de cal. Nas raízes secas encontram-se matéria extrativa não–azotada, açúcar, matéria fibrosa (celulose), proteína, pento-sana, matéria mineral (cinzas), matéria graxa, arsênico. Contém também “Conifera”, “mannita” e “asparagina”. Esta é um princípio azotado que cristaliza em agulhas duras e quebradiças, também encontrado em outras plantas de outras famílias, o qual dá as urinas um cheiro forte e pouco agradável, mas colocan-do-lhe algumas gotas de essência de terebintina, transforma-se em perfume de violetas; verificou-se também a presença de es-, sência de mostarda. Seus brotos carnosos, comumente chamados “turiões” constituem um finíssimo legume consumido no mundo todo, por ser alimento sadio e de fácil digestão, com ação enérgica e rápida sobre o aparelho urinário, devido à “asparagina”. Essa substância é também poderoso diurético, moderadora do coração, sempre inofensivo para o estômago e muito eficaz nos catarros brônquicos e na tuberculose pulmonar. A composição química da ponta dos espargos é igual a das raízes, com variações nas percentagens, sendo que ainda contém a clorofila, cera e matéria corante. Antigamente acreditavam que a força do espargo era tal que chegava a provocar a menstruação e até tornavam estéreis as mulheres. Os frutos e as sementes são tidas como afrodisíacas. Não é aconselhado para as pessoas histéricas, pessoas nervosas, para as que sofrem afecções das vias urinárias ou de blenorragia. É conhecida também como melindre. Originária da Europa e da Ásia.
ESPINHEIRO — (Crateogus oxyacantha, L.). F

11 de outubro de 2010

Escolopendra

ESCOLOPENDRA (Scolopendrum ofjicinale).
A esco-lopendra é um gênero de fetos, do grupo das Polipodiáceas, também conhecida sob o nome de lingua-cervina. É planta crip-togâmica vascular, em forma de língua verde, que nasce muitas vezes sobre os muros e no interior dos poços velhos. Na França chamam-na ainda de língua-de-cervo ou lingua-de-boi, e erva–de-rato. A planta contém tanino e mucilagem. Suas folhas são adstringentes, béquicas, diuréticas e expectorantes. O seu emprego é feito unicamente sob a forma de decocção de 20 a 30g por litro de água, durante dez minutos, com efeito benéfico contra o catarro pulmonar. Não confundir com um espécime zoológico, um articulado com vinte e um ou vinte e três pares de patas, e que pertence à classe dos miriápodes e leva o mesmo nome dessa planta.
ESCROFULÁR