18 de abril de 2011

Planta timo

TIMO (Thymus vulgaris, L.).
O timo é um pequenino arbusto cultivado nos jardins domésticos e serve de condimento para temperar certas iguarias. Suas folhas são pequenas e as flores malva ou violeta se assemelham às do serpilho, o qual, de resto, também é uma espécie de timo. O odor da planta indica de imediato a presença do timol, o que se confirma pela análise química. Do mesmo modo que o serpilho, o timo também encerra carvacrol. É planta recomendada como anti-helmín-tica e se utiliza no tratamento contra os oxiúros, sendo igualmente antispasmódica. Emprega-se também como revulsivo, no bálsamo de Oppodeldoch, mas em quantidade mínima: sabão de origem animal, raspado e seco, 19g; cânfora pulverizada, 15g; amoníaco ordinário, 6g; essência de alecrim, 4g; essência de timo, lg; álcool a 90?, 155g.

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12 de abril de 2011

Tamarindus indica

TAMARINDEIRO.
(Tamarindus indica, L.). Família das Leguminosas. Árvore ou arbusto, originário da África, com flores grandes em espigas amareladas. O fruto é uma vagem comprida, com cerca de 12cm, contendo no centro da polpa três ou quatro sementes vermelhas. A polpa é empregada em Medicina como laxativo. “A polpa se desfaz na boca; dissolvida em água e com açúcar é um sublime refresco e medicinal. Além de agradável tem efeitos terapêuticos, tais como nas febres biliosas, nas congestões hemorroidárias e nas diarréias, quando são promovidas por irritação biliosa. De acordo com Valquelin, a polpa é composta de tartarato, ácido de potássio, ácidos cítrico e málico, açúcar, goma, geléia e água. No comércio encontra-se a polpa em latas, mas desconfiar dela… Os árabes chamam andeli aos frutos e a polpa vem ao mercado com o nome de polpa de tamarindo.” (Eurico Teixeira da Fonseca.) Segundo Valquelin, eis o resultado da análise do fruto: água, 27,55; glicose, 12,50; ácido cítrico, 9,40; ácido tartárico, 1,55; ácido málico, 0,45; matéria feculenta, 4,70; parenquima, 34,55; gelatina vegetal, 6,25; bitartarato de potássio, 3,25.

10 de abril de 2011

Tamara

TAMARA (Phoenix dactylijera, L.).
Família das Palmáceas. É o fruto da tamareira, que é cultivada na África. Tem grande valor nutritivo, sendo conhecido desde a mais remota antigüidade. Os hebreus e os gregos já a mencionavam. Os romanos também a utilizavam. É originária do Egito, do Oriente e do Norte da África. Suas flores são dióucas, isto é, masculinas e femininas em pés separados e precisam ser fecundadas artificialmente. Sob o ponto de vista medicinal, as tâmaras têm propriedades adoçantes e béquicas. Como peitoral podem ser empregadas em decocção (50g) por litro de água, ou simplesmente comidas, não sendo de nenhum modo remédio de gosto desagradável.

8 de abril de 2011

O serpão

SERPÃO (Thymus sepyllum, L.).
O serpão ou serpilho pertence à família das Labiadas, que cresce à beira dos caminhos e dos bosques. É uma planta aromática pequena, que não ultrapassa 20cm de altura. Faz-se notada no verão pelas folhas pequenas cor de granada e suas flores rosas ou púrpuras, de odor aromático. A planta encerra timol, carvacrol, sendo por isso antispasmódica, cicatrizante e vulnerária. Uma infusão de serpilho na dose de 10 por 1.000 conjura a constipação das crianças de colo. É também remédio eficaz nos distúrbios do sistema nervoso simpático, superior à balota porque não possui desta o sabor desagradável. Pode ser empregada na coqueluche e em banhos para crianças fracas ou contra as dores reumáticas. Mistura-se à água do banho dissolvida em álcool ou incorporada ao subcarbonato de sódio, usando-se a seguinte fórmula: essência de timo, tomilho ou erva-urso, 2g; essência de orégão, 0,50g; essência de alecrim, lg; essência de alfazema, lg; subcarbonato de sódio, 350g, sendo essa a dose para um banho.

7 de abril de 2011

Sempre-noiva

SEMPRE-NOIVA (Polygonum aviculare, L.).
A sem-pre-noiva é uma planta da família das Poligonáceas. É chamada também de sempre-noiva-dos-pássaros ou “encalhada”, e ainda erva-de-cem-nós. Cresce em abundância nos campos. É recomendada no tratamento da diabete, da albumonúria, das diarréias e dos catarros sangüíneos. É um adstringente de primeira ordem. Pode ser indicada para as hemorragias de qualquer natureza, em decocção das folhas e da raiz, na proporção de 25 a 30g por litro de água. Diz-se que a planta verde, mace-rada e posta sobre as feridas, causa a sua cicatrização rápida.

3 de abril de 2011

Planta saponaria

SAPONÁRIA OU SABOEIRA (Saponaria officinalis, L.).
A saponaria é uma planta selvagem muito comum. Pertence à família das Cariofiláceas, e cresce em terrenos arenosos. É conhecida também sob o nome de saboeira-lcgítlma. Suas flores são cor-de-rosa, e as folhas pontudas e verdes. É planta vivaz. Suas hastes atingem 0,60m de altura, as raízes são ram-pantes, alongadas, de cor amarelada. Todas as partes da saponaria são úteis em Medicina. Contém uma resina, um glicosido, a saponina, da qual apenas um milésimo é suficiente para tornar a água sapindácea; seu emprego em Medicina remonta ao tempos dos médicos árabes, que a prescreviam para combater a lepra, as úlceras malignas e os dartros. É recomendada sobretudo contra o reumatismo e a gota. A melhor forma de sua aplicação é um extrato aquoso das raízes, na dose de um a dois gramas por dia, preparado segundo a receita seguinte: extrato aquoso de saponaria, lOg; xarope simples, 900g, tomando-se 5 a lOg de xarope por dia. Pode-se usar também a decoeção na base de 100 por 1000, 2 copos por dia, como depura-tivo. Deve-se evitar de deixar as folhas macerarem na água, porque seria perigoso. Emprega-se também como gargarejo com bons resultados nas anginas. A decoeção das flores da saponaria, à razão de 25 a 30g por litro, é recomendada por alguns autores contra o reumatismo. Alguns utilizam a infusão da saponaria nos casos de edemas e de icterícia. A infusão da planta (um bom punhado numa xícara de água fervente) é igualmente recomendada. Juntamente com o amor-perfeito selvagem, le me-nyanthc, la fumeterre, a seringueira, o salgueiro, a salsaparrilha e a bardana, a saponaria é utilizada como tisana depurativa. Como dentrifício vegetal, finalmente, recomenda-se a seguinte composição: tintura de folhas de saponaria, 20g; alcoolatura de cocleária, 20g; essência de menta, 3 gotas. Usam-se todas as partes da planta, ainda, para limpeza de tecidos e do cabelo, do mesmo modo que o sabão comum.

30 de março de 2011

Planta silva

SILVA (Rubus fructicosus, L.).
Família das Rosáceas. A silva das cercas é conhecida de toda gente. É uma planta que possui folhas compostas, às vezes brancas cm sua parte inferior, e também verdes, segundo as espécies. As flores são de cor malva-pálida e os frutos negros são a delícia das crianças que vivem no interior, onde são abundantes no começo do outono, à beiia dos caminhos e nos cercados. Suas hastes saimentosas às vezes atingem a vários metros e são guarnecidas de espinhos pequenos. Chamam-na também de amora silvestre ou silva-de-são-francisco. As hastes ou ramos podem ser utilizados para o fabrico de cestos para flores e peneiras finas. Todas as partes da planta têm aplicação medicinal. Registra-se que São Hilde-gardo, no século xn, já a empregava como hemostática. Como gargarejo ele recomendava a decocção de suas folhas adicionada de um xarope de frutas, com a seguinte fórmula: 800g de folhas (decocção) a 10%; xarope de frutas, 200g. Para o mesmo uso recomenda-se também a adição de mel, de mistura com os botões, folhas e ramos tenros, com efeitos adstringentes e tônicos para gargarejos nas afecções da garganta.

29 de março de 2011

Sândalo

SÂNDALO (Santalum álbum, L.).
Famüia das Santa-láceas. Árvore originária da Ásia e da África, muito cultivada na índia. A madeira é aromática, bastante empregada em marcenaria, e dela se extrai uma essência medicinal.

27 de março de 2011

Plantas medicinais salvia

SALVA (Salvia officinalis, L.).
Famüia das Labiadas. Devem ser consideradas como medicinais duas espécies de salva: a oficinal e a salva sclarea, L. Existe ainda a salvia pratensis, L. A salva oficinal é chamada também de chá-da-grécia. Como todas as plantas dessa espécie, ela pertence à grande família das Labiadas. Possui haste quadrada, com 4 aquênios (fruto indeiscente, seco, unilocular, monospermo, e que resulta de um só carpelo ou de muitos, mas soldados pelas bordas e dos quais só um fértil). As suas folhas são opostas e têm odor aromático. Dá flores irregulares, com dois lábios mais ou menos acentuados, segundo os gêneros e as espécies. As flores são de cor violeta e as folhas denteadas. Mas também existem flores de cor branca ou rosadas. O seu uso na Culinária e em Medicina fez com que seja cultivada na maioria dos jardins domésticos. É plantada geralmente em terreno exposto na direção do Sul, adap-tando-se bem às terras secas, leves e pouco calcárias. Usa-se toda a planta, mas sobretudo as sumidades floridas e as folhas. O momento favorável para colhê-la é quando as hastes começam a florir. O seu nome de salva deriva de salvar, curar. Ela atenua a transpiração e é estimulante, sendo útil também nos casos de astenia nervosa. Sob a forma de infusão recomenda-se usar 5 folhas por litro de água fervente, com a seguinte receita: folhas de salva, folhas de teutrica, 5g de cada; água fervente, 50g. Sob a forma de vinho, é a seguinte a receita: folhas de salva, 80g; vinho de Samos, l.OOOg. Deixar macerar durante oito dias e tomar de 1 a 3 colheradas de sopa do licor após as refeições. Usa-se ainda a salva para regularizar as regras ou como supositórios: extrato hidroalcoólico de salva, 0,25g; manteiga de cacau, 5g, isto para supositório. Ou ainda, segundo sempre o livro de receitas de Garnier: extrato fluido de salva, 2g; extrato fluido de solano (erva moura), 0,10g; manteiga de cacau, 5g. Ou também; extrato fluido de salva, 0,50g; ungüento popúleo, lg; manteiga de cacau, 3g, cera branca, Q.S.P. Como supositório, 2 a 4 vezes por dia. Pode-se preparar um vinho, com lOOg de cada ingrediente a saber: folhas de salva, sumidades floridas de asneirinha, e vinho branco.

25 de março de 2011

Salsaparrilha para que serve

SALSAPARRILHA (Smilax ojjicinalis, Kumth.).
Família das Liliáceas. A salsaparilha é uma planta originária da América (México e Jamaica). É pouco difundida na Europa. Faz-se com as suas raízes, que crescem nos rizomas, um xarope depurativo recomendado sob a seguinte fórmula: salsaparrilha (raízes picadas em pedacinhos), lkg; flores secas de ,
60g; pétalas de rosa branca, 60g; folíolos de sene, 60g; frutos verdes de anis, 60g; açúcar branco, lkg; mel, lkg. Colocar as plantas num litro de água fervente, deixando repousar durante 12 horas. Adoçar, depois reduzir à consistência de xarope; adicionar um litro de água fervente e o mel, levando novamente ao fogo brando até reduzir à consistência xaroposa. Tomar 5 a 6 colheradas (de sopa) por dia. Informa o Dr. Paris que a planta é vizinha das liliáceas, e que cresce em hastes angulosas, com gavinhas e folhas sagitadas, pequenas flores dióicas em umbelas. O fruto é uma baga. Possui as mesmas propriedades das plantas que contém saponina: é irritante para as mucosas, diurética. Dcpurativa, emoliente; quando verde, expectorante, antileprosa.