10 de maio de 2011

Verbasco planta

VERBASCO (Verbascum phlomoides, L.).
Família das Escrofulariáceas. Erva dos países do Mediterrâneo, da qual existem duas espécies silvestres brasileiras. As flores, que são medicinais, se empregam contra tosses e rouquidões.

8 de maio de 2011

Vara-de-ouro

VARA DE OURO (Solidago virga áurea, L.).
Também chamada, virgáurea, solidago e erva-dos-judeus, a vara-de-ouro é uma planta pertencente à família das Compostas. Com espigas de pequenos capítulos amarelo-dourados, como o seu nome indica. Toda a planta contém tanino, mucilagem e uma resina odorante. É adstringente, diurética e vulnerária. É recomendada nas moléstias da bexiga e dos rins, areia na urina, seqüelas da escarlatina, enterite, e diarréias, em casos específicos. A decocção é preparada em 10 minutos, na medida de 30g por litro de água. Deixa-se a.planta em infusão durante 12 horas, antes de filtrar. Ê necessário tomar 500g desta tisana durante um dia. A eficácia de todas as plantas anti-reumáticas é tão comprovada que muitas delas são industrialmente preparadas, sendo certo que se vendem anualmente em todo o mundo milhões de caixas contendo misturas e tais plantas, representando toneladas de folhas, flores e raízes e cascas, o que significa que a prática do tratamento de moléstias com o uso de plantas medicinais não é um simples conhecimento para uso caseiro.

6 de maio de 2011

Valeriana planta

VALERIANA (Valeriam officinalis, L.).
Planta da família das Valerianáceas. Dela se extrai o ácido valeriânico ou valérico, que forma diferentes sais, tais como o valerianato de quinina, de zinco, etc. É conhecida também com os nomes de erva-de-são-jorge e erva-de-amassar. É encontrada com freqüência nos bosques e em lugares úmidos. Suas hastes são eretas e podem atingir l,80m de altura. São revestidas de folhas opostas e possuem belas flores de cor branca, porém mais comu-mente vermelhas e, às vezes, azuis, dispostas em cachos corim-biformes na extremidade dos ramos. O que se emprega em Medicina é sobretudo a raiz, a qual deve ser secada na estufa. Usa-se como antispasmódico e calmante. Seu cheiro tem a propriedade de atrair os gatos, motivo por que também é conhecida como erva-dos-gatos. Usa-se a raiz da valeriana em pó, no vinho ou no mel, mas também em infusão (15 a 20g por litro de água). É por excelência o remédio das afecções nervosas, e tem virtudes vermífugas incontestáveis. Indica-se o medicamento também sob a forma de extrato mole (la 3g) ou de extrato fluido (10 a 15g).

4 de maio de 2011

Uva ursina

UVA URSINA (Arctostaphylos uva-ursi, Sprong.).
Família das Ericáceas. “Também chamada uva-de-turso, medronheí-ro-ursino e, cientificamente, arctostáfilo, a uva-ursina é um pequeno arbusto da família das Ericáceas, assim como a esteva, tojo ou urze. Em virtude de suas folhas se conservarem sempre verdes, pode ser colhida em qualquer estação do ano. É uma planta dotada de propriedades diuréticas, antissépticas, comprovadas, o que permite o seu emprego nas moléstias da bexiga. Alguns autores consideram que a ação da uva-ursina em tais afecções é devida em parte ao seu poder antisséptico. É usada em forma de decocção, para o que se utilizam 30g de folhas secas para um litro de água, deixando ferver durante três horas, até se reduzir de um quarto. Usar o preparado duas vezes num dia. A análise química da uva-ursina confirma suas propriedades. Ela contém matéria mineral, tanino, ácidos gálicos e elá-gicos, derivados flavônicos, arbutina, ácidos de uva-ursi (ur-sona) e oleólicos, e um tripeptido, o uvaol.

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2 de maio de 2011

Urze planta

URZE (Erica cinerea, L.).
Família das Ericáceas. A urze, de que existem diversas espécies, é uma planta que nasce freqüentemente nos pequenos bosques. É arbusto de reduzido porte, de folhas estreitas e flores violáceas, as quais, como pequenas campânulas, cobrem quase completamente as extremidades das hastes. É planta diurética, mas também serve como desinfetante das vias urinárias. O seu uso é indicado igualmente para aumentar o apetite ou restabelecê-lo. Emprega-se ainda sob a forma de banhos para reativar o vigor do sistema muscular. Segundo numerosos autores ela tem comprovada eficácia contra o reumatismo. A decocção de um punhado das pontas de suas flores, em um litro de água, durante dez minutos, para tomar num dia, é a forma recomendada para o seu emprego. Para uso externo, em banhos, fervem-se 500g da planta em alguns litros de água, diluindo-se o preparado assim obtido no banho completo. É aconselhada a seguinte receita: flores de melito, 50g; flores de urze, ou de ulmária, que é a mesma barba-de-bode, 50g; folhas de piloselle, 20g. Usa-se uma colhe-rada dessa mistura numa xícara de água fervente. Deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar três xícaras por dia, como tisana depurativa.

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28 de abril de 2011

Planta umbauba

UMBAÚBA (Cecropia palmata, Willd.).
Família das Moráceas. A umbaúba é uma árvore delgada, com frutos em cachos, de sabor adocicado. “As flores se apresentam deste modo: no pequeno pedúnculo do tronco superior, juntamente pendentes, à maneira de salchicha, uns corpos cilíndricos, ocos e formados como fios de algodão, moles, exteriormente, porém, dotados de uns bagos de cor escura como as flores de nosso trigo.. .” (Marcgrave.) A umbaúba é também chamada árvo-re-da-preguiça. Tem folhas medicinais, que se empregam nas bronquites, leucorréia, blenorragias, coqueluches e moléstias do coração.

26 de abril de 2011

Spirea ulmaria

ULMARIA (Spirea ulmaria, L.).
Também chamada ulmeira, ulmária-de-flor-dobrada e barba-de-bode, a ulmária é planta pertencente à família das Rosáceas, que costuma crescer nos terrenos úmidos, nos prados à margem dos riachos e charcos. Atinge um metro e, às vezes, até maior altura. Suas flores são brancas, um pouco creme, suas folhas são compostas, penadas, denteadas, esbranquiçadas na parte inferior. Esta planta possui um porte majestoso, tanto que é também conhecida pelo nome de rainha-dos-prados, não se confundindo com a conhecida barba-de-bode de nossos campos, embora com o mesmo nome. As suas flores foram objeto de numerosas análises que revelaram possuir a planta, além de salicilato de metila, que tem grande emprego em Medicina como analgésico, uma essência, tanino, espireína e derivados flavônicos. Desde há muito tempo é empregada como diurético e anti-reumático. O Dr. Decaux, na Revista de Fitoterapia, informa que, desde a Renascença, a planta é usada contra a disenteria e cozinhada em vinho tem efeitos contra a febre quarta. Em 1935, o Dr. Benoit apresentou uma tese notável sobre a ulmária na qual demonstrou que, sob a influência da tisana dessa planta, alguns de seus pacientes foram curados, com aumento das urinas e com melhora dos sintomas clínicos. Houve redução da taxa de uréia. Casos de reumatismo foram igualmente curados. Prescreveu esse médico brotos floridos da ulmária, em forma de xarope, na proporção de 250g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90*?, despejá-la sobre a planta, coar num pano, espremendo bem. Dissolver na alcoolatura uma porção de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar 100 a 200g por dia. Obtém ainda maior eficácia com o emprego da seguinte infusão: brotos floridos de ulmária, 25g; folhas de freixo, 25g; folhas de cássia, 50g. A ulmária pode prestar bons serviços, mas não convém aumentar as doses, porque isso poderá causar graves inconvenientes (perturbações cardíacas e hema-túrias (sangue na urina), as quais podem ser mortais. Empre-gando-se as doses indicadas obtêm-se para os pacientes os benefícios da planta, que é tão rica de salicilato de metila, sem os riscos apontados. Nos casos de hidropisia Fleury de la Roche aconselha o uso do vinho de ulmária assim preparado: 500g de flor de ulmária reduzida a pó; 2 litros de bom vinho branco. Tomar pela manhã em jejum na medida de 200g de cada vez. Uma infusão da planta tomada após as refeições é útil nos casos de arteriosclerose. Certos autores assinalam que a fricção com folhas verdes de ulmária é sedativa. Na furunculose a infusão é igualmente recomendada.

24 de abril de 2011

Tussilagem

TUSSILAGEM (Tussilago farfara, L.).
Família das Compostas. A tussilagem é uma pequena planta que medra nos campos úmidos. Dá flores amarelas que aparecem primeiro que as folhas. Estas se assemelham na forma à pata-do-asno. Daí derivando o seu nome popular de “pata-de-asno”. Esta planta, ao lado de muitas outras, gozou na antigüidade de grande celebridade, mas atualmente não se empregam senão as suas flores como tisana peitoral, na denominada tisana de quatro flores. A infusão de suas flores, entretanto, pode ser útil para acalmar a tosse e facilitar a expectoração. O extrato fluido, com xarope, tomado de 2 a 4 colheradas por dia, produz bons resultados. É a seguinte a fórmula para preparar o medicamento: extrato fluido de tussilagem, 5g; xarope de capilária, 400g. Tem efeito expectorante e tônico ao mesmo tempo, segundo informa o Dr. Leclerc, que com ele obteve resultados salutares na convalescença da gripe.

22 de abril de 2011

Planta tormentilha

TORMENTILHA (Potentilla erecta, L.).
A tormentilha, também chamada potentilha e sete-em-rama é uma pequena planta francesa, da família das Rosáceas, e dá flores amarelas. Suas folhas são compostas, denteadas, de cor verde esbranqui-çada na parte inferior. Não ultrapassa 0,40m de altura e é de conformação esguia e delicada. Tem propriedades adstringentes, sendo recomendada a sua aplicação em compressas nos casos de queimaduras (compressas embebidas na decocção da tormentilha). É muito eficaz, também, na insolação. Devido ao tanino e ao óleo essencial que contém, a planta é indicada para o tratamento da tuberculose e das diarréias crônicas. É empregada em mistura com o vinho do Porto (70g de raízes trituradas num litro de vinho). Deixar repousar durante oito dias e tomar à razão de uma a três taças de champanha por dia. Pode-se usar também em forma de extrato suave ou em saquinhos, sendo a decocção à razão de 100 por 1.000, algumas vezes usada externamente nos casos de leucorréia. Todos os autores concordam em que as diversas espécies existentes de tormentilhas possuem propriedades quase idênticas às da potentilha tormentilha.

20 de abril de 2011

Tingui planta

TINGUI (Jacquinia armillaris).
Família das Teofrastáceas. É também chamada barbasco. Essa planta contém um veneno que serve para pegar e atordoar os peixes. O arbusto lupunus cascavella, da família das Leguminosas, também possui o nome de tingui. “É um pequeno arbusto indígena, todo coberto de pêlos, que tem este nome em Pernambuco, onde também lhe chamam xique-xique. Tem o caule roliço, um pouco esgalhado. As folhas são compostas, imparipenadas, de três, na extremidade dos pecíolos. A cor de toda a planta é verde-alourada. As flores são em cachos espigados, amarelas, parecendo borboleta. Os frutos são vagens roliças, pequenas, de 3cm, coriá-ceas, da cor da planta, contendo sementes como grãos de feijão. O cozimento desta planta é aplicado como remédio para curar sarnas.” (Almeida Pinto.)

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