12 de junho de 2011

Manual sobre plantas medicinais

Por isso um bom manual sobre plantas medicinais pode ser aceito e qualificado como jóia científica, que deve ser guardada como um tesouro, e diante dos primeiros sintomas de mal-estar geral, quando a doença ainda não começou seu processo dilacerante e corruptor, devemos consultá-lo e ministrar a planta que, pelos sintomas do paciente, pode atuar como um bálsamo benéfico, garantindo sua cura.
Aqui cabe uma ressalva: é óbvio que não podemos confiar unicamente no manual de plantas benéficas para curar totalmente uma doença, e quando percebemos que elas não têm poder suficiente para curar a enfermidade, torna-se necessário consultar imediatamente um médico, que será o único que poderá trazer uma solução e um remédio em determinados casos.
Para que possamos ter um máximo de conhecimentos específicos sobre a utilidade – ou inutilidade — das plantas para o corpo humano, o doutor Yarza, com louvável critério e precisão, dividiu a presente obra em duas partes fundamentais, clara e perfeitamente definidas, para melhor e maior compreenssão do leitor.
Na primeira parte apresenta, em rápido esboço e de forma elementar, acessível a todos, o que é a anatomia, quais as peças fundamentais que compõem nosso organismo, e também as principais ou mais freqüentes enfermidades do corpo humano e os métodos utilizados para curá-las, aplicando corretamente os elementos vegetais — as plantas — que estão a nosso alcance.
Na segunda parte relaciona, na forma de verbetes, as plantas que podem contribuir para um melhor sistema de vida, para um funcionamento quase perfeito do organismo, descrevendo suas propriedades curativas e a maneira de utilizá-las.
Será, pois, de grande utilidade a complementação desta obra com alguns conselhos sobre os preparados deste autêntico estudioso das plantas, deste mestre da Ciência Natural, que se chama Maurice Mességué. Por meio dele podemos aprender muito, e será ótimo que aprendamos tudo ao mesmo tempo.

10 de junho de 2011

O que são plantas medicinais

Procura demonstrar, até com resquícios poéticos, a importância e utilidade do estudo do reino vegetal neste ponto de conexão tangencial com a saúde que, em determinadas ocasiões, mais que uma tangente, é um verdadeiro diâmetro que atravessa a existência do homem, como um raio de alívio e de esperança.
Se realmente compreendêssemos esta importância, muito se poderia ganhar em favor da saúde pública, do saneamento de aldeias, cidades, nações e do mundo em geral porque, em muitas ocasiões, bastaria uma aplicação correta de plantas medicinais para controlar, por exemplo, um vírus infeccioso que, propagando-se para outros indivíduos saudáveis, pode ser – e de fato é — o foco do qual se irradia uma verdadeira epidemia que causa um sem-número de vítimas.
Quantas vezes poderia ser evitada uma manifestação de febre tifóide administrando-se, por exemplo, uma infusão de ruibarbo ou de folhas de sena, quando a doença ainda se encontra no estágio de incubação!

8 de junho de 2011

Fotos de plantas medicinais

Não podemos esquecer nunca que é saudável o que a natureza nos oferece sem exigir qualquer preço. São saudáveis estes milhares de plantas quecrescem para cima, para o alto, como um cântico em louvor Aquele que as criou.
Tudo o que escrevi até agora neste prefácio — e que alguns, talvez, achem monótono, supérfluo e vazio — é uma espécie de confidencia e, ao mesmo tempo, uma súplica. E algo como um segredo de confissão proclamado aos quatro ventos. É, definitivamente, tudo o que posso dizer, pedir e desejar ao mesmo tempo a essa multidão excêntrica e anônima que deve receber e à qual ofereço, com meus melhores sentimentos e intenções, estas páginas que vou preencher com dedicação e sacrifício.
Amigos leitores, aqui estão as plantas: vamos lhes prestar atenção e usá-las para fazer da vida um paraíso natural e fértil ao invés desta armadilha gigantesca que construímos e que, de segundo em segundo, se transforma na cova que receberá nosso corpo desfalecido… essa cova que conhecemos com o nome de túmulo.

30 de maio de 2011

Plantas ervas medicinais

E como o álcool, as drogas, o fumo e o sexo, mal empregados e pior utilizados, foram pouco para contribuir para os males e as misérias humanos, o homem se refugiou nas pílulas… para dormir, para não dormir, para trabalhar, para se animar, para estimular a luxúria, para não conceber — só para citar algumas —, renegando assim a natureza, da qual é parte viva e ativa, embora corrupta, mesmo quando se encontra fora do túmulo que finalmente irá recebê-lo.
Por todas estas razões, e por mais algumas que vou deixar de mencionar, já sei, agora, por que estou escrevendo: é porque não quero falar apenas das doenças, mas também, e sobretudo, das plantas medicinais que não são produtos de laboratório, medicamentos que se adquirem com uma simples receita, mas uma oferenda generosa da mãe natureza. Entretanto, terei que discorrer ligeira e superficialmente, porque é um assunto fértil e inesgotável que poderia abranger centenas de obras. Por outro lado, preciso reconhecê-lo — mea máxima culpa —, minha bagagem de conhecimentos é limitada, não me permitindo grandes alardes nem alegrias excessivas, restringindo um pouco a tarefa que acabo de me impor, porque seria inútil demorar-me mais sobre uma faceta que, se não é completamente ignorada, é ao menos pouco conhecida.

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28 de maio de 2011

Receitas medicinais naturais

E fácil entender que, ao mencionar um caminho – a saúde, que eqüivale a saudável – estou me referindo à própria natureza, esta mesma natureza que, sem qualquer egoísmo, na exaltação suprema do altruísmo, nos oferece as fontes e as dádivas necessárias para cuidarmos de nosso corpo com a mais elementar simplicidade.
Disse que o homem é egoísta, fútil, presunçoso, que adora suas virtudes imaginárias e sua pseudo-inteligência, e que as transforma em divindades pagas, para passar a maior parte de sua existência ajoelhado diante do altar a que tão absurdamente se dedica; disse que o homem se destrói, e essas são verdades que ninguém pode contestar.
Em nossos dias o vício se alastrou imensuravelmente. O álcool, as drogas, o fumo, o sexo são motivos de uso e de abuso, aliás mais abuso que uso, utilizados de forma desmedida, sempre contra a natureza, e são a origem desta epidemia de males e enfermidades que acossam o number one da criação, onde quer que ele se encontre.
E Deus colocou a salvação e o remédio na própria natureza, povoando generosamente a Terra com seres desconhecidos chamados plantas, cuja utilidade, ignorada pela maioria, supera de longe esta produção maciça de medicamentos modernos que, concebidos em teoria para combater ou aliviar os males provocados pelos vícios do homem,” contribuem ainda mais, por causa do abuso a que já me referi, para a sua autodestruição.

26 de maio de 2011

Ervas naturais para emagrecer

A humanidade é desvairada e implacável consigo mesma, e a criatura — homem ou homo sapiens —, number one de toda a fauna que povoa nosso planeta, de norte a sul e de leste a oeste, espécime que, embora criado à imagem e semelhança de um Deus todo-poderoso, conforme a tradição bíblica, não herdou, em nenhum momento da história, sequer uma das muitas virtudes ou a inteligência suprema que são atributos deste inefável Criador.
O homem, presunçoso, fútil e egoísta, menospreza altivamente as fontes da vida que brotaram, ou já tinham brotado, e que o cercam desde a criação, como Adão e Eva menosprezaram o Paraíso Terrestre, entre o Tigre e o Eufrates, onde tinham tudo e nada souberam aproveitar.
O homem é atraído pelo fictício, pelo irreal, por tudo aquilo que ele mesmo cria para enaltecer seu intelecto limitado, para vangloriar-se e cultuar a inteligência terrena, que é tão efêmera quanto seu próprio corpo. Sente-se fascinado pelo vício e pela destruição, e, o que é pior, pela destruição contumaz e sistemática de si mesmo.
E possível que agora, nos parágrafos anteriores e sem querer, eu tenha encontrado o verdadeiro motivo que me levou a escrever este sitio. É o desejo sincero de apontar para o homem estes defeitos e pecados que levam ao seu próprio extermínio, por causa da persistente intolerância em ignorar o que é fácil, não admitir o que é simples, não aceitar as dádivas que o Criador colocou ao seu alcance, para transformar a vida num caminho sossegado e sadio, ao invés de uma trilha cheia de espinhos e corrupção.

24 de maio de 2011

Sobre ervas medicinais

Refleti demoradamente antes de iniciar estes primeiros compassos de minha obra, e agora, chegado o momento ou esta hora da verdade, como alguns gostam de definir as circunstâncias cruciais, continuo a desconhecer completamente as razões e os motivos que me levaram a dar vida e luz a este compêndio.
E provável que se me apresentem inúmeras razões válidas e que, exatamente por isso, não consiga escolher aquela que melhor possa definir para o leitor, ou como queira chamar-se. Deixemos que a indefinição sirva para que os leitores deste site avaliem por si mesmos o como e o porquê, a utilidade ou necessidade, o interesse ou a indiferença e, sobretudo, o aproveitamento particular de cada um no que diz respeito a este volume, no intuito de descobrir  e me perdoem a falta de humildade as facetas que, embora conhecidas, ficam no esquecimento por razões tão confusas e desconhecidas como as minhas, na hora de explicar por que me decidi a usar a caneta sobre estas páginas.

15 de maio de 2011

Viola odorata

VIOLETA (Viola odorata, L.).
Planta da família das violáceas. A flor desta planta é caracterizada por um cheiro suavíssimo. As suas flores são de cor branca ou violeta, e as folhas em forma de coração, denteadas. Os rizomas são espessos e vivazes. Serve de ornato dos bosques e dos relvados de alguns jardins. A planta contém o ácido salicílico sob a forma de salicilato de metila. A raiz ou rizoma é vomitivo, calmante, béquico, ligeiramente laxativa e emoliente, principalmente as flores. A raiz tem efeitos vomitivos devido a uma substância acre que contém, denominada violina. Empregam-se as flores contra os resfriados, defluxos e a bronquite.

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13 de maio de 2011

Verônica officinalis

VERÔNICA (Verônica officinalis, L.).
A verônica é uma planta da família das Escrofulariáceas, outrossim chamada verônica-oficinal, erva-dos-leprosos e, por ser usada como sucedânea do chá, chá-da-europa. Existem numerosas espécies dessa planta. A verônica-oficinal, entretanto, possui quase as mesmas propriedades que as suas congêneres. A maioria dos médicos modernos, salvo os homeopatas, não lhe reconhecem nenhuma virtude. O próprio Dr. Leclerc não lhe reconhece nenhum valor medicinal, chegando mesmo a afirmar que a tisana da planta não surte maior efeito do que se fosse pura e simples água quente. . . Garnier informar que o seu nome vem da comparação medieval de sua flor com a impressão da imagem de Cristo sobre o linho com que a Verônica enxugou e limpou as chagas e o suor do rosto do Divino Mestre, mas outros autores acham contestável essa explicação. A planta contém ácidos orgânicos (acético, málico, láctico, cítrico, tartárico), tanino, manitol, um açúcar, um óleo e uma essência. Segundo Garnier, a planta teria propriedades digestivas, vulnerárias, eficazes na falta de apetite, na atonia intestinal e nas fortes cãibras no estômago. Daria bons resultados, igualmente, nas bronquites, contra o catarro dos brônquios. Como aperitivo indica-se a fórmula seguinte: folhas de verônica, 60g; folhas de cássis (cássida, groselha), 15g; folhas de balsamita (hortelã-romana), 15g; raiz de alcaçuz moída, lOg. Usar uma colherada de sopa da mistura numa xícara de água fervente. Deixar em infusão durante 20 minutos (uma xícara sem açúcar, cinco minutos antes das principais refeições). Além da verônica-oficinal, as outras plantas verônicas utilizadas são a verônica de espiga e a verônica teucrieta.

11 de maio de 2011

Verbena propriedades

VERBENA (Verbena officinalis, L.).
Família das Ver-benáceas. Esta planta silvestre é muito comum dos terrenos incultos. Possui pequenas folhas denteadas e pequeninas flores cor de malva; Dá-se-lhe, no Brasil, o nome de jurujuba. Na rança é conhecida íguanneme pelos nomes de erva-de-vênus, erva-sagrada, erva-das-feiticeiras, erva-de-encantamentos. Emprega-se em Medicina toda a planta quando florida. Contém um glicosido, a verbenalina, que é um enérgico redutor, antinevrál-gico e febrífugo, sem ser tóxica. Diz-se que a verbena aumenta a secreção do leite e que nas parturientes ela mantém o tônus uterino. Certifica o Dr. Leclerc haver obtido bons resultados com o extrato fluido da planta estabilizada (uma ou duas colhe-radas de café desse extrato, por dia) em alguns casos leves de nevralgia do trigêmeo. Seu nome deriva do latim verbenare que significa bater, marcar, porque com ela se costumava assinar os tratados, sendo considerada planta sagrada. Desempenhava papel importante na vida política e nos ritos da liturgia, motivo porque manteve durante toda a Idade Média uma alta reputação. Existe outra espécie de verbena, denominada verbena odo-rífera (verbena odorata), cuja infusão perfumada é muito apreciada. Todavia, alguns autores fazem certas reservas a respeito desta última planta. Dizem eles que embora seja uma planta muito mais nobre, porque originária do Chile introduzida na Europa já no século xviii, ela pode causar irritações do estômago e provocar gastrites. Assim o seu uso deve ser feito com precaução.

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