25 de julho de 2010

Planta coração de boi

Coração de boi:
Em Ceilão esse fruto é temido, pois, alegam que provoca a lepra. Árvore pequena, até 9m de altura, casca cinzenta ligeiramente sulcada, ramos novos fulvo-pubes-centes, folhas alternas, lanceoladas-oblongas ou elípticas, gradualmente acuminadas, arredondas no centro e agudas na base. Tem 9-21 cm de comprimento, inteiras, punctuado-glandulosas, ásperas, pulverulentas enquanto jovens, avermelhadas e quase glabras na página inferior, decíduas, flores numerosas, amareladas ou branco-esverdeadas, freqüentemente lavadas de púr-purea na parte interior e com mancha vermelha na base, dispostas em racimos; o fruto é uma baga composta e, conforme a variedade, esférica ou oblonga, em geral com a forma de coração (que lhe originou o nome), casca lisa ou pouco espinente, amarelada, avermelhada ou castanha, às vezes acentuadamente vermelha na parte que é mais exposta ao Sol, dividida por linhas impressas (reticuladas) correspondendo a aréolas rombóides, pentágonas ou hexágonas e contendo abundante polpa branca ou rósea envolvendo numerosas sementes castanhas e grandes. É originária das Antilhas e da América Central. Aclimata-se nos países tropicais e temperados. Seu fruto vai de 7 a 15cm de diâmetro. A polpa, embora adocicada não é comestível.

24 de julho de 2010

Coração de boi

CORAÇÃO DE BOI.
(Anona reticulata, L.). Família das Amonáceas. Planta altamente medicinal. Enquanto verde o seu fruto é usado como adstringente e antidisentérico, ainda verde, porém confeiçoado, usa-se cortá-lo em fatias que são cobertas com canela e açúcar-e, quando secas, têm gosto muito agradável e muito saudável. Quando cozidos servem como legume para o preparo de sopas e molhos, assim como servem para substituir as alcachofras. O suco que corre dos ramos novos e recém-cortados é irritante e acre, e quando atingem os olhos de qualquer pessoa produzem a inflamação da conjuntiva; as folhas, úteis como resolventes nos abcessos, têm mau cheiro e muito forte e, principalmente, são narcóticas, devendo-se evitar o seu plantio junto às residências. Também contêm até 40% de óleo volátil e comestível. As sementes passam por febrífugas e combatem a diarréia, as raízes são usadas na Índia para o combate à epilepsia. Na República Dominicana foi feito um estudo a respeito dessa planta, chegando-se à conclusão de que as raízes, as folhas do fruto verde e a casca do fruto maduro contém ácido cianídrico.

23 de julho de 2010

Coração da india

CORAÇÃO-DA-INDIA — (Cardiopermum halicacabum, L.). Família das Sapindáceas. Trepadeira anual ou vivaz, de ramos estriados, pubescentes ou glabros, medindo até 5m de comprimento e é plantas ornamentais, muito elegante, largamente cultivada no Brasil, assim como na Europa. Seus belíssimos frutos (balõezinhos) que se renovam durante 90 a 100 dias, dão uma aparência de rara beleza a esta planta. É essencialmente medicinal. A raiz, que tem um mau cheiro, insuportável, é usada nas farmácias como aperiente, laxativa, tônica, emética, sudorífera, diurética, anti-reumática. É emoliente e utilizada nas afecções pulmonares e no lumbago. Entra também na alimentação humana assim como as flores, substituindo um legume, principalmente na China, na Índia e nas Molucas. Os seus frutos são eficazes contra as afecções da bexiga e são melíferos. As sementes servem para o fabrico de colares, braceletes, etc. e fornecem um óleo fixo amarelo claro, cujo resíduo serve para for-rageiro. Os índios acerditavam que quem comesse essas sementes adquiriam “uma compreensão mais forte e uma memória surpreendente”. (De Wildeman.) As folhas são comestíveis para os animais. O suco da planta inteira é recomendado para a cura das doenças biliosas e como regularizador da menstrua-ção, bem como ainda resolvente de tumores; o decocto da raiz, mucilaginoso e rico em saponina, serve para lavar o cabelo. É planta muito comum no Brasil inteiro, principalmente nos Estados litóreos. Vegeta também na ilha de Fernando de Noronha, mas o clima onde melhor se adapta é no da Europa. Em Cuba e Porto Rico conhecem-na como Farolitos, na Venezuela é Farolito de la Virgen, na Argentina e no Uruguai é Globito ou Mundito e no Brasil leva ainda os nomes de cheque-cheque, paratudo, paúna e batuguinha. Suas folhas são alternas, longo–pecioladas, bi-ternadas, até lOcm de comprimento, folíolos pe-ciolalados, pequesos, muito variáveis na forma e no tamanho, ovais ou oblongos, agudos ou acuminados, membranosos, ligeiramente serrados, esparsa ou densamente pubescentes até gla-bros, pedúnculos com duas gavinhas opostas, quase sempre mais compridas que as folhas. Suas flores são polígamas, brancas de 4 sépalas e 4 pétalas irregulares, de 328mm de comprimento, dispostas em racimos axilares. Seu fruto é uma cápsula curto-pedunculada, trigona, intumescida, yesiculosa, reticuladc-ner-vada, alada nos ângulos, membranosa, glabra ou pubescente de 10 a 70mm de comprimento e aproximadamente igual diâmetro, 3-locular, cada óvulo separado por uma membrana e contendo uma semente lisa, preta, globosa, dura, com mancha branca em forma de meia-lua.