27 de março de 2011

Plantas medicinais salvia

SALVA (Salvia officinalis, L.).
Famüia das Labiadas. Devem ser consideradas como medicinais duas espécies de salva: a oficinal e a salva sclarea, L. Existe ainda a salvia pratensis, L. A salva oficinal é chamada também de chá-da-grécia. Como todas as plantas dessa espécie, ela pertence à grande família das Labiadas. Possui haste quadrada, com 4 aquênios (fruto indeiscente, seco, unilocular, monospermo, e que resulta de um só carpelo ou de muitos, mas soldados pelas bordas e dos quais só um fértil). As suas folhas são opostas e têm odor aromático. Dá flores irregulares, com dois lábios mais ou menos acentuados, segundo os gêneros e as espécies. As flores são de cor violeta e as folhas denteadas. Mas também existem flores de cor branca ou rosadas. O seu uso na Culinária e em Medicina fez com que seja cultivada na maioria dos jardins domésticos. É plantada geralmente em terreno exposto na direção do Sul, adap-tando-se bem às terras secas, leves e pouco calcárias. Usa-se toda a planta, mas sobretudo as sumidades floridas e as folhas. O momento favorável para colhê-la é quando as hastes começam a florir. O seu nome de salva deriva de salvar, curar. Ela atenua a transpiração e é estimulante, sendo útil também nos casos de astenia nervosa. Sob a forma de infusão recomenda-se usar 5 folhas por litro de água fervente, com a seguinte receita: folhas de salva, folhas de teutrica, 5g de cada; água fervente, 50g. Sob a forma de vinho, é a seguinte a receita: folhas de salva, 80g; vinho de Samos, l.OOOg. Deixar macerar durante oito dias e tomar de 1 a 3 colheradas de sopa do licor após as refeições. Usa-se ainda a salva para regularizar as regras ou como supositórios: extrato hidroalcoólico de salva, 0,25g; manteiga de cacau, 5g, isto para supositório. Ou ainda, segundo sempre o livro de receitas de Garnier: extrato fluido de salva, 2g; extrato fluido de solano (erva moura), 0,10g; manteiga de cacau, 5g. Ou também; extrato fluido de salva, 0,50g; ungüento popúleo, lg; manteiga de cacau, 3g, cera branca, Q.S.P. Como supositório, 2 a 4 vezes por dia. Pode-se preparar um vinho, com lOOg de cada ingrediente a saber: folhas de salva, sumidades floridas de asneirinha, e vinho branco.

28 de agosto de 2010

O chá cumacaá

O chá feito dessa planta é laxativo. É planta vulgar no Brasil, e sobremodo interessante porque está associada entre os habitantes do Amazonas a inúmeras superstições que mereceram estudos pelo Dr. Barbosa Rodrigues. Umas das superstições diz que “o juiz que assinar uma sentença com tinta que tiver em dissolução a fécula do cumacaá nunca a dará contrária ao réu; aquele que, pelo coração, quiser ter preso outro, ou receber sem negativa, um favor, escreverá com a mesma tinta; a mulher ou homem, cuja roupa for gomada com a mesma farinha, tor-nar-se-á constante ao querido amante; as moças que, entre os cabelos, esconderem uma folha daquela planta terão o poder de se mostrar sempre belas, embora sejam feias”, etc. Existe em grande quantidade no Estado do Amazonas, onde também é conhecida como cumaná ou umacaá.

18 de agosto de 2010

Cravo de defunto

Cravo de defunto:
Esta espécie, e bem assim a T. patula, L., são ricas em óleo essencial de cheiro desagradável, às vezes mesmo fétido, as flores de ambas encerram quercetagetin, matéria corante usada na Índia para tingir a seda e a lã em amarelo-pardo-claro, pardo-cinzento, amarelo-pardo-escuro e cinzento amarelado. Em bora não haja dúvida alguma quanto à origem mexicana desta espécie, parece que em sua pátria jamais foi encontrada em estado silvestre; naturalizada em todo o Brasil, é uma das plantas que acompanham o homem e que marcam também os lugares em que ele habitou. É encontrado nas taperas, nos quintais, etc. É peitoral e calmante, muito empregada quando cosida, ou em infusão, contra as dores reumáticas, os resinados, a bron-quite e a tosse; as raízes e as sementes passam por laxativas. Os floricultores obtiveram dela flores dobradas e muito grandes, até 7cm de diâmetro, de cores ainda mais vivas, predominando a cor de laranja e a amarelo-enxofre. Sua floração é abundante, especialmente a variedade anã, que mede 40-60cm. É conhecido como cravo-da-índia, ou rosa-da-índia, ou rosa-da-índia. Mais informacão sobre os cravo de defunto visita plantas ornamentais.

12 de agosto de 2010

Couve flor propriedades

A maior parte delas é usada na alimentação humana em grande escala, constituindo mesmo um elemento importantíssimo e totalmente indispensável a todos os povos civilizados, pois que, da abundância ou ausência de legumes verdes nos mercados, pode-se ajuizar, sem erro, do grau de adiantamento da respectiva população. A couve, embora não muito nutritiva é, no entanto, muito saudável. A acusação que se faz para o repolho não é verdadeiro, quando taxa-se-o de indigesto, pois os alemães o consomem em enormes proporções com o seu famoso “chucrute”, sem que se tenha confirmado a acusação que lhe fazem. Todas as couves são antiscor-búticas e no passado constituíram a base de toda medicação, pois que são eficazes contra a prisão de ventre, a fraqueza da vista, os tremores dos membros e o ataque de gota. Já as sementes acalmam as eólicas em geral. Nas suas folhas a indústria apí-cola encontra um valioso auxiliar.

11 de agosto de 2010

Couve e flor

O habitat da Couve extende-se aos rochedos marítimos da Mancha, da Dinamarca, da ilha de Heligolândia e das ilhas de Guérnesei e Jérsey, bem assim à costa setentrional do Mediterrâneo, pelo menos desde Gênova até Nice. Não entra no plano deste trabalho fazer siquer um esboço da evolução de formas, extraordinariamente caprichosa, conseguida no decurso de 2.000 anos pelo homem. Sim, porque já no tempo de Teofrasto eram conhecidas três espécies. Hoje, são conhecidos, pelo menos, cinco grupos diferentes dessa planta: 1) Couves “sem cabeça” ou que fecham pouco; caules não-espessos, produzindo folhas durante o período vegetativo; 2) Repolhos: caules curtos terminando numa reunião de folhas (“cabeça”) muito encostadas umas às outras; 3) Couve-de-bruxellas: caule ramificado, brotos laterais curtos; 4) couve-nabo e C. rutabaga; caules hipertrofiados, in-tumescimento subterrâneo ou à flor da terra e C. rábano, intu-mescimento aéreo; 5) couve-brócolos e C-flor: inflorescências carnosas e comestíveis. Dos quatro últimos grupos vamos falar de conformidade com a ordem da seriação por nomes vulgares, sendo que o terceiro e quarto grupos pertencem a espécies visi-nhas, porém distintas; quanto às do primeiro grupo, que se acham cultivadas no Brasil, muitas introduzidas e até profusamente distribuídas gratuitamente pelo Governo de São Paulo, iremos tratar, embora superficialmente.

28 de julho de 2010

Coração de negro

CORAÇÃO DE NEGRO.
(Albizzia bebbeck, Bth.). Várias espécies existem desta planta, que pertencem, algumas, à família das Leguminosas c outras à divisão das Cesalpiniá-ceas. De qualquer maneira, é medicinal. Árvore de até 15m de altura, com casca clara, ramos novos escuros, pubescentes, folhas pecioladas, abrupto-2-pinadas, glabras ou puiverulentas, até 40cm de comprimento. Seu fruto é vagem chata de 10 a 33cm de comprimento e 4cm de largura. Fornece madeira de alburno branco e cerne escuro, quase preto, com manchas claras irregulares, grão fino, compacto, muito dura e forte, conhecida no comércio internacional e própria para vigas, esteios, peças de resistências, carroçaria, papel e lenha, carpintaria, marcenaria, obras de torno, melhor e mais escura quanto mais velha.

27 de julho de 2010

Cordão de frade

CORDÃO DE FRADE.
(Leonotis nepelaefolia, R. Br.). É uma erva anual e sublenhosa de caule quadrangular avelu-dalo pubescente, medindo até 2m de altura, simples ou ramificado, com folhas ovadas até ovado-deltóides, opostas, cunea-das ou subcordiformes na base, finalmente crenadas de 4 a 12cm de comprimento, suas flores são pediceladas, de 25mm com cálice pulverulento e corola bi-labiada, vermelha ou roxa, ou ainda laranja-amarelo, manchadas, e dispostas em racimos densos, verticilados, de 5 a 6cm de diâmetro. É planta medicinal, antis-pasmólica, anti-reumática,. antiasmática, febrífuga, diurética e útil contra úlceras de caráter maligno, a elefantíase incipiente e as hemorragias uterinas. As suas folhas contêm um óleo volátil muito perfumado e a flucoside “leonotina”. Existe a lenda de que clareia a roupa. É planta muito comum no Brasil, principalmente nos Estados litóreos. Outra lenda diz que acompanha o homem. Só vegeta onde o homem vive ao seu redor. Conhecida também com o nome de cordão-de-são francisco. pau-de-praga e rubim. Uma outra espécie (Leucas martinicen-sis, R. Br.) é também planta anual, de caule herbáceo, eretc até 130m de altura, geralmente ramoso, denso-pubescente, com ramos obtuso-quadrangulares, pilosos e profundamente sulca-dos. Suas flores são sésseis, brancacentas e vilosas, de cálice bi-labiado, dispostas em verticilos axilar-globosos, distanciados, multiflores. E perfumada, tônica e antispasmódica, sendo também empregada nas nevralgias. Muito usada contra os tumores, o seu cosimento é recomendado no tratamento do reumatismo gotoso e articular agudo, segundo Caminhoã. A infusão de suas folhas constitui remédio carminativo e sudorífico. Floresce em todo o Brasil e é conhecida também como catinga-de-mu!ata. Seu fruto é aquênio c trígono; suas folhas florais estreitas como as caulinares, porém sésseis.

26 de julho de 2010

Planta medicinal coração de jesus

CORAÇÃO DE JESUS:
(Mikania ojjicinalis, M.). Família das Compostas. É um subarbusto ereto, de caule simples ou ramoso, glabro, castanho, medindo até l,50m de altura. É altamente medicinal. Planta perfumada e amarga, considerada ótima febrífuga, tônica e antidispéptica, útil até mesmo contra a mordedura de cobras c muito aconselhada nos casos de ede-macia dos membros inferiores. Também muito usada para as moléstias que atacam o útero. Foi durante muito tempo sucedânea da Cascarilha {Croton Cascarilla L.). Vegeta em todo o Brasil. No Rio Grande do Sul chamam-na guaco-da-serra e no Uruguai conhecem-na como Corazón de Jesus. Suas folhas são opostas, curto-pecioladas, decussadas, arredondadas, ápice del-tóide, base curto-cordiforme, medindo até 54mm de comprimento e quase idêntica largura, duras, glabras, glaucas, peni-nervadas, profundamente dentadas. Suas flores são brancas, dispostas em capítulos numerosos formando panículas corimbosas, terminais. Seu fruto aqüênio de 3mm é também glabro-glandu-loso, com certas persistentes, conspícuo-ciliadas.

25 de julho de 2010

Planta coração de boi

Coração de boi:
Em Ceilão esse fruto é temido, pois, alegam que provoca a lepra. Árvore pequena, até 9m de altura, casca cinzenta ligeiramente sulcada, ramos novos fulvo-pubes-centes, folhas alternas, lanceoladas-oblongas ou elípticas, gradualmente acuminadas, arredondas no centro e agudas na base. Tem 9-21 cm de comprimento, inteiras, punctuado-glandulosas, ásperas, pulverulentas enquanto jovens, avermelhadas e quase glabras na página inferior, decíduas, flores numerosas, amareladas ou branco-esverdeadas, freqüentemente lavadas de púr-purea na parte interior e com mancha vermelha na base, dispostas em racimos; o fruto é uma baga composta e, conforme a variedade, esférica ou oblonga, em geral com a forma de coração (que lhe originou o nome), casca lisa ou pouco espinente, amarelada, avermelhada ou castanha, às vezes acentuadamente vermelha na parte que é mais exposta ao Sol, dividida por linhas impressas (reticuladas) correspondendo a aréolas rombóides, pentágonas ou hexágonas e contendo abundante polpa branca ou rósea envolvendo numerosas sementes castanhas e grandes. É originária das Antilhas e da América Central. Aclimata-se nos países tropicais e temperados. Seu fruto vai de 7 a 15cm de diâmetro. A polpa, embora adocicada não é comestível.

24 de julho de 2010

Coração de boi

CORAÇÃO DE BOI.
(Anona reticulata, L.). Família das Amonáceas. Planta altamente medicinal. Enquanto verde o seu fruto é usado como adstringente e antidisentérico, ainda verde, porém confeiçoado, usa-se cortá-lo em fatias que são cobertas com canela e açúcar-e, quando secas, têm gosto muito agradável e muito saudável. Quando cozidos servem como legume para o preparo de sopas e molhos, assim como servem para substituir as alcachofras. O suco que corre dos ramos novos e recém-cortados é irritante e acre, e quando atingem os olhos de qualquer pessoa produzem a inflamação da conjuntiva; as folhas, úteis como resolventes nos abcessos, têm mau cheiro e muito forte e, principalmente, são narcóticas, devendo-se evitar o seu plantio junto às residências. Também contêm até 40% de óleo volátil e comestível. As sementes passam por febrífugas e combatem a diarréia, as raízes são usadas na Índia para o combate à epilepsia. Na República Dominicana foi feito um estudo a respeito dessa planta, chegando-se à conclusão de que as raízes, as folhas do fruto verde e a casca do fruto maduro contém ácido cianídrico.