5 de setembro de 2010

Flor damiana

Uma outra espécie, a Turnera opifera, M. é arbusto pequeno, até lm de altura, folhas pecioladas, oblon-gas, até 6cm de comprimento e 25mm de largura, crenadas, pubescentes, flores fasciculadas, amarelas, dispostas em penículas terminais, ovário de 40-50 óvulos; o fruto é uma cápsula. Atribuem-se-lhe as mesmas propriedades medicinais reconhecidas à espécie anterior, principalmente a ação tônica especial e imediata sobre os órgãos gênito-urinários; antigamente o seu maior emprego consistia em combate as dispepsias e os embaraços do ventre. É encontrada em grande escala em Minas Gerais e em São Paulo.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

4 de setembro de 2010

Planta damiana

DAMIANA (Turnera difusa Willd.).
das Turneráceas. Arbusto pubescente e muito ramoso, até 2 m de altura (em geral menos da metade); ramos delicados e difusos; folhas pecioladas, mais ou menos oval-rômbeas, espatuladas ou oblon-goceoladas, obtusas ou agudas, quase sempre cuneadas na base, de 1-2 cm de comprimento, crenado-serradas ou duplo-dentea-das, revolutas nas margens, profundamente imerso-nervadas e pubescentes ou glabras na página superior e tomentoso-pubes-centes ou apenas pilosas, na página inferior; pedúnculos muito curtos; pétalas espatuladas, estames curtíssimos; o fruto é uma cápsula subglobosa de 4-5mm (ou muito menos?). Aromática e de sabor agradável, encerra óleo essencial amargo e adstringente, como o sabor da cânfora, ao qual se atribuem numerosas virtudes medicinais: tônicas, estimulantes, afrodisíacas, anti–diarréicas, diuréticas, espectorantes, laxativas, úteis contra todas as afecções dos rins, da bexiga e da medula espinal, doenças sifilíticas, úlceras do estômago e dos intestinos, dispepsia, paralisia, leucorréia, diabetes, malária, etc, a planta toda serve no México para aromatizar licores e para substituir o chá-da–índia; nos Estados Unidos acha-se incluída na farmacopéia oficial e vende-se em extrato fluido de “Turnerae afrodisiacae”; já teve grande época na Europa, sobretudo como tônico nervoso na amaurose, tônico do sistema gênito-urinário e tônico geral na neurastenia e na impotência; muito conveniente nas convalescenças demoradas deu também excelente resultado no combate à albuminúria nefrítica, albuminúria cardíaca e albumi-núria consecutiva às escarlatinas. É encontrada desde o Amazonas até São Paulo.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Damiana, Plantas medicinais — admin @ 21:38 Tags:,

3 de setembro de 2010

Nigella damascena

Esta planta oferece a particularidade de que o epicarpo e o mesocarpo destacam-se do endocarpo, de modo que cada loja primitiva se encontra desdobrada em duas, sendo uma externa, estéril e falsa, e outra interna e fértil, que é a verdadeira. Os horticultores obtiveram uma variedade de flores azul-celeste (Miss Jekyll), outra de flores brancas e dobradas e, ainda, outra anã, de flores também dobradas, porém cujo porte não excede 30cm, e por isto é a preferida para bordas de canteiros. A Migella hispânica N.  planta glabra ou quase glabra, de caules ásperos e eretos, até 60cm de altura; ramos fortes, curtos, divergentes e ascendentes; folhas alternas, sésseis, 2 ou 3 vezes pinatisectas, decompostas em segmentos menos finos que os da espécie anterior; flores solitárias, terminais, de 5cm de diâmetro, azul-claro ou brancacentas, desprovidas de invólucro e com as sépalas largo-ovais contraídas em unha curtíssima; o fruto é uma cápsula de largura e comprimento quase iguais, constituída por 8-10 carpelos 1-nervados, soldados até o ápice, denso-glanduloso-rugosos, sementes lisas e não-punetuadas. Nesta planta cultivada nos jardins já aparace um invólucro idêntico ao da N. damascena embora não tão delicado; os horticultores obtiveram também variedades de flores brancas e de flores purpúreas com escames vermelhos, todas valiosas para os jardins como excelentes para cortar e para confeccionar ramalhetes.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

2 de setembro de 2010

Dama entre verdes

DAMA ENTRE VERDES (Nigella damascena, L.).
Família das Ramunculáceas. Por este nome ou pelo de damas-entre-verdes, são conhecidas algumas espécies da família das ranunculáceas, originárias da Europa e muito comuns nos jardins, pela beleza e singularidade de suas flores. Planta de caule ereto, ramoso, esfriado, até 50cm de altura; folhas alternadas, sésseis, multífidas, decompostas em muitos segmentos ou divisões finas, lineares, agudas; flores solitárias, terminais, de 30-35mm de diâmetro, azul-pálido ou brancacentas, acompanhadas por numerosos segmentos quase capilares transformados em brácteas persistentes e formando, sob o cálice, como que um invólucro maior que a flor; sépalas oval-lanceoladas, unha mais curta que o limbo; constituída por 5 carpelos 1-nervados, lisos, com os ovários soldados entre si e em toda a extensão; sementes trígonas, transversalmente rugosas. Passou por ser espécie eme-nagoga e excitante dos órgãos genitais, as sementes são carmi-nativas c diuréticas, também aconselhadas contra as dores de cabeça, desprendem um aroma igual ao do Morango e por isso, na Alemanha, empregavam este fruto na confecção dos sorvetes, tendo sido antigamente usadas também como condimento, em lugar das de N. saliva, L.; no Egito entravam no preparo de uma conserva especialmente apreciada pelas mulheres e à qual adicionavam gengibre, canela-da-índia, âmbar-cinzento, açúcar, etc. Nas culturas de Chipre a produção de sementes é estimada em 23g por metro quadrado.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

1 de setembro de 2010

Clusia rosea

Essa planta enquanto nova é um cipó cujas raízes adventícias descem para o solo e nele se entranham ao mesmo tempo que emitem outras laterais, todas se entrelaçando, envolvendo e apertando a planta que as hospeda, até causar-lhe a morte por interrupção da circulação da seiva. Suas folhas são opostas, curto-pecioladas, arredondado-obovadas, largo-arredondadas na base, de 7 a 15cm de comprimento e quase de idêntica largura, inteiras, muito grossas, coriáceas, rígidas, peninervadas e com muitas nervuras laterais paralelas; suas flores são polígamas, curto–pedunculadas, solitárias ou geminadas, de 6 pétalas de 3 a 4cm, brancas ou róseas com muitos folíolos imbricados, os mais centrais maiores, membranosos e coloridos, as flores femininas com ovario globuloso, dispostas em cimeiras axilares. Seu fruto é uma cápsula esférica, quase branca de 5 a 8cm de diâmetro contendo muitas sementes com arilo, deiscente na maturação. Natural da Guiana. Muito conhecida principalmente no continente americano.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

31 de agosto de 2010

Cupai Clusia rosea

CUPAI (Clusia rosea, Jacq.).
Família das Gutiferáceas. Esta planta é um arbusto de 3 a 10 m de altura com 64cm de diâmetro, geralmente epífita, pseudo-parasita, germinando sobre outras árvores, para onde os passarinhos transportaram as suas sementes. É também medicinal. A casca é lisa, fina e ótimo adstringente e eficaz contra o reumatismo; as suas folhas que, segundo a lenda, serviu de papel para os colonizadores espa^ nhóis escreverem suas cartas, servem para infusão peitoral muito reputada; a resina do fruto é resolutiva no tratamento de fraturas e entorses e, finalmente, seu látex amarelo e espesso, que se obtém pela perfuração no caule, é amargo, balsâmico, purga-tivo e drástico, proveitoso na cura das chagas do gado e muito valioso para a calafetagem de canoas e barcos. Conhecida com os nomes de mata-pau e cebola-brava. científico é Clusia rosca Jacq. (C. alba Kunth, C. jetusa Poir., C. rubra). Sua madeira, castanho-avermelhada ou mesmo vermelha com raios bem visíveis e listras mais escuras ou mais claras, é forte, compacta, dura, apenas aproveitada para moirões de cerca e como lenha.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

30 de agosto de 2010

Propriedades medicinais do cumaru

O perfume da fava do cumaru é tão forte que é usado para perfumar cigarros, rapé, chocolates e bebidas, sendo um sucedâneo da baunilha e tendo grande emprego na indústria. Da semente se obtém também um óleo que serve para curar as úlceras da boca, é tônico do couro cabeludo e usado pelos índios desde longa data. Também perfuma e dá brilho aos cabelos. Vegeta em todo o Brasil, principalmente no Amazonas e em Mato Grosso. Conhecido também como cumaru-amarelo, cumaru-do-amazonas, cumaruzeiro, umbaru, muirapaié, nome indígena que queria dizer “árvore dos feiticeiros”. Fornece madeira de lei de cor variável conforme o solo em que cresce, mas geralmente de alburno-cinzento amarelado e cerne casta-nho-avermelhado ou ainda amarelo-róseo ou pardo-amarelado, laranja com veias ou listras vermelhas, ondeada, belíssima, tecido compacto; grão irregular, muito dura e rija, fibras finíssimas e entrecruzadas, poros curtos e largos, difícil de trabalhar, porém recebe muito bem o verniz, própria para obras expostas, construção naval, rodas de carros e moinhos, dentes de engrenagem, carroçaria, canoas, marcenaria de luxo, obras de torno, etc.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

29 de agosto de 2010

Cumaru planta

CUMARU-VERDADEIRO (Coumarouna odorata, aubl.).
Família das Leguminosas. Planta essencialmente medicinal. Arvore grande, elegante e frondosa, medindo até 32m de altura. Tem caule reto com 60cm de diâmetro. Casca avermelhada ou amarelo-claro-acinzentada, pouco espessa, com pele quebradiça e que se desprende facilmente. Seu fruto é aberto em sentido longitudinal, desde que exposto ao Sol, e contém uma semente famosa que tem os seguintes nomes: “fava-de–cumarú”, “fava-de-tanha”, “fava-de-tonka”, “fava-da-índia” e outros. Tais sementes eram aproveitadas pelos índios para a feitura de colares, braceletes e outros enfeites. Quanto à parte medicinal é emenagoga, diaforética, antispasmódica, cardíaca. Isso é devido à presença da “cumarina”, substância branca, cris-talizável em prismas acinaciformes, de sabor acre no começo e depois agradável, solúvel em água fervente. O extrato é um veneno moderador e retardador da respiração e dos movimentos cardíacos, ao mesmo tempo que é um anestésico. O extrato tem eficácia sobre o sistema nervoso cérebro-espinal, donde a anestesia e os fenômenos sensitivos-motores verificados e age sobre os centros nervosos intracardíacos, de modo a tornar as pausas diastólicas mais longas, de onde sístoles compensadoras mais enérgicas e esgotamento final da atividade do órgão em diástole.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

28 de agosto de 2010

O chá cumacaá

O chá feito dessa planta é laxativo. É planta vulgar no Brasil, e sobremodo interessante porque está associada entre os habitantes do Amazonas a inúmeras superstições que mereceram estudos pelo Dr. Barbosa Rodrigues. Umas das superstições diz que “o juiz que assinar uma sentença com tinta que tiver em dissolução a fécula do cumacaá nunca a dará contrária ao réu; aquele que, pelo coração, quiser ter preso outro, ou receber sem negativa, um favor, escreverá com a mesma tinta; a mulher ou homem, cuja roupa for gomada com a mesma farinha, tor-nar-se-á constante ao querido amante; as moças que, entre os cabelos, esconderem uma folha daquela planta terão o poder de se mostrar sempre belas, embora sejam feias”, etc. Existe em grande quantidade no Estado do Amazonas, onde também é conhecida como cumaná ou umacaá.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter

27 de agosto de 2010

Cumacaá

CUMACAÁ (Elcomarhiza amilacea, Barb. Rodr.)
Família das Asclepiadáceas. Trepadeira lactescente de caule lenhoso, verde enquanto nova, com o tempo torna-se fulvo e com glândulas esparsas; suas folhas são pecioladas, oblongas ou lan-ceoladas, agudas, carnosas, opostas, até 14cm de comprimento, sendo maiores as inferiores, inflorescência axilar, pcdúnculos duas vezes mais compridos do que os pecíolos, flores brancas ou também cor de carne, às vezes lavadas de violáceo, sem cheiro algum, reunidas em duas umbelas dispostas em cimeiras escorpóides, seus frutos de folículos pequenos. Esta belíssima e elegante planta fornece raiz cilíndrico-tuberosa conhecida pelo nome de “batatão” e que guarda o princípio ativo elcomarhysa, com ação destruidora sobre os tecidos recém-formados, produz uma farinha finíssima, antigamente muitíssimo utilizada no tratamento de feridas e úlceras, tendo sido base de inúmeros produtos farmacêuticos que tiveram grande aceitação no passado. É, portanto, planta medicinal. Dentre os produtos feitos com o Cumacaá existe um eficiente contra a hipertrofia da conjuntiva ocular.

Compartilhe no:
  • Orkut
  • Facebook
  • Twitter
Arquivado em: Cumacaá, Plantas medicinais — admin @ 22:08 Tags:,