26 de julho de 2011

Tratamento da tosse

Processo curativo:
Em primeiro lugar, como se trata de uma enfermidade infecto-contagiosa, deve-se isolar a criança afetada de outras que com ela convivem, sobretudo quando se trata de crianças raquíticas, predispostas à doença ou doentes dos pulmões, porque a tosse consulva ou coqueluche pode ser muito grave nestes casos.
As crianças atacadas de tosse convulsa devem ingerir alimentos nutritivos e de fácil digestão, e as de peito devem mamar pouco e freqüentemente. As emoções fortes devem ser evitadas e quando não há febre e o tempo for propício, as crianças devem passear ao ar livre, pois está amplamente demonstrado que os passeios diminuem a freqüência e a intensidade dos acessos.
À criança enferma.se administrará xarope de ipecacua-nha em doses de uma colherinha de café em jejum, pela manhã, para as crianças mais novas, e para as crianças de três a quatro anos, uma colher das de sopa. Se uma hora depois da medicação não há vômito, repete-se a dose.
Também se conseguem efeitos satisfatórios com brometo de potássio, em doses de um ou dois gramas. Após as refeições, dá-se às crianças uma colher comum de bom café.
Para beber, infusões emolientes de tília, folha de laranjeira, malva, capilária, etc.
Trata-se de doença que pode ser atendida nos primeiros momentos sem necessidade de um médico, entretanto este deve ser chamado quando não se observa um alívio rápido, evitando assim as complicações que podem sobrevir.

24 de julho de 2011

Tosse convulsa

Tosse convulsa.
A tosse convulsa também é conhecida como coqueluche.
Sintomas:
Existem opiniões diferentes sobre a natureza desta enfermidade: uns afirmam que se trata de um catar-ro da membrana mucosa que purifica o aparelho respiratório; outros a consideram uma neurose (doença dos nervos); e há também os que a consideram uma combinação de ambas as afecções.
Seja como for, o que podemos afirmar é que esta enfermidade tem três períodos: catarral, convulsivo e decrescente.
O primeiro se apresenta com espirros repetidos, lacrime-jamento, sensação de ardor na garganta e tosse seca. Na criança se observam os sintomas de uma constipação mais ou menos intensa. A tosse se acentua ao entardecer e durante a noite, e a voz às vezes se torna afônica. Aparece a febre, que aumenta um pouco no período noturno; a criança sente a cabeça pesada, fica mal-humorada e num estado de constante excitação.
Este primeiro período costuma durar alguns dias, mas existe a possibilidade de que se prolongue durante algumas semanas.
No segundo período a tosse se torna convulsa e se manifesta em acessos violentos mais ou menos intensos. Estes acessos começam com uma série de aspirações espasmódicas, seguidas de uma inspiração profunda que produz um silvo estridente, um grito rouco e penetrante que se parece com o canto do galo, e que termina com a expectoração ou vômito de matérias mucosas em forma de solução gomosa espessa.
Durante o acesso o rosto adquire uma cor roxo-azulado, os olhos dão a impressão de querer saltar das órbitas e as veias do pescoço se dilatam com violência. Isto alarma sobremaneira as pessoas que se encontram com a criança, entretanto o acesso desaparece, em geral, dois ou três minutos depois de se manifestar, e tudo volta ao estado normal. 0 enfermo atacado por tosse convulsa pode ter de 12 a 60 acessos durante o dia, e sua intensidade está em proporção inversa ao número.
Contribuem com a freqüência dos acessos as emoções fortes, o riso, os gritos, as mudanças bruscas de posição, comer e beber de forma precipitada, etc.
Finalmente, no período de diminuição dos acessos, a tosse perde seu caráter convulsivo, os acessos se tomam mais fracos e curtos, os vômitos e a expectoração da matéria mucosa se produzem com maior facilidade, as inspirações prolongadas se tornam mais raras, e tudo se reduz a um catarro bronquial que desaparece ao cabo de alguns dias de cuidados.
Evidentemente, nem sempre a coqueluche tem este decurso, porque podem sobrevir complicações que agravam a situação, mas aqui não vamos, logicamente, considerar estes estados, porque exigem atenções e cuidados que só um médico pode proporcionar.

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