21 de janeiro de 2011

Plantas medicinais menta

Pode-se fazer uma pequena cataplasma com ela e aplicar na parte afetada. Nas digestões difíceis, a infusão da menta presta serviços, na medida de 10 a 20g por litro de água. Margin e Millot dizem que os banhos aromatizados com menta surtem bons efeitos nos reumáticos. Os banhos em questão podem ser preparados da seguinte maneira: 200g de salva, timo, alecrim, hissopo e menta; num saquinho de pano colocar as plantas misturadas; deixar ferver em decocção na água e despejar a decoc-ção e pôr o saquinho.no banho. Tomar esse banho na temperatura de 35″? ou mesmo 401?, se possível, a fim de provocar abundante transpiração. Em seguida ao banho, fazer enérgica fricção com as plantas, envolver-se num penteador, sem se enxugar, e repousar, deitado, durante um quarto de hora. Para a fraqueza, a anemia e as convalescenças, pode a fórmula ser modificada da seguinte maneira: usar 50g de folhas de hera, flores de sabu-gueiro, alecrim, loureiro, salva e verbena. Deixar cozinhar durante 30 minutos, adicionando-se à decocção 200g de sal marinho. As infusões de menta incitam o apetite. Certos autores recomendam-na para os casos de eólicas do fígado, sendo também aconselhada para o tratamento da falta de menstruação ou quando se torna escassa, usando-se nestes casos a seguinte receita: macerar e deixar descansando, durante oito dias, em dois litros de vinho verde, uma pitada de cada uma das seguintes plantas, em partes iguais: menta silvestre, alecrim, salva e armoi-se. Passar num pano e conservar. Tomar o vinho, em jejum, à razão de uma taça de champanha durante dez dias precedentes ao período menstrual.

20 de janeiro de 2011

Planta menta

MENTA (Mentha piperata, L.).
Família das Labiadas. Existem diversas espécies de menta, mas todas possuem mais ou menos as mesmas propriedades; todas são aromáticas. Salvo a menta-poejo, que se aclimata nos campos distantes dos cursos de água, a maioria das plantas dessa espécie exige bastante umidade para se desenvolver, e algumas só crescem à margem dos riachos. Suas flores são de cor malva ou violeta, pequenas e mais ou menos irregulares, com dois lóbulos mal distinguíveis. Todas contêm mentol, às vezes até 50%, matérias minerais, tanino, ésteres, que é um composto orgânico derivado de um álcool, também chamado éter-sal, e mentona, que se obtém oxigenando o mentol. A planta é empregada como estomáquica, colerética, antispasmódica e vulnerária. Durante muito tempo atribuiu-se-lhe ação anafrodisíaca, mas as verificações hodiernas não confirmaram esta asserção e, pelo contrário, concluíram que as mentas têm antes um efeito excitante. Exceto a respeito deste ponto, a maioria dos autores concordam. Todos a recomendam, particularmente a hortelã-pimenta, que possui efeitos tônicos, excitantes, sendo o seu emprego útil contra a atonia do tubo digestivo. O mentol tem ação antisséptica e pode tmabém combater a intoxicação de origem gastrointestinal. Recomenda-se a administração da menta numa infusão na medida de 2 ou 3% preparada com a planta fresca, o que constitui bebida muito leve. O alcoolato (15 a 20 gotas numa xícara de água) resulta igualmente numa bebida muito fresca. A essência, aplicada sobre as partes doloridas, com leve massagem, alivia a enxaqueca, a nevralgia e a dor de dente. Afirma um autor que o suco da menta, associado com o do timo (tonilho ou erva-urso) e o da manjerona, acalma a irritação das picadas de mosquitos.