6 de maio de 2011

Valeriana planta

VALERIANA (Valeriam officinalis, L.).
Planta da família das Valerianáceas. Dela se extrai o ácido valeriânico ou valérico, que forma diferentes sais, tais como o valerianato de quinina, de zinco, etc. É conhecida também com os nomes de erva-de-são-jorge e erva-de-amassar. É encontrada com freqüência nos bosques e em lugares úmidos. Suas hastes são eretas e podem atingir l,80m de altura. São revestidas de folhas opostas e possuem belas flores de cor branca, porém mais comu-mente vermelhas e, às vezes, azuis, dispostas em cachos corim-biformes na extremidade dos ramos. O que se emprega em Medicina é sobretudo a raiz, a qual deve ser secada na estufa. Usa-se como antispasmódico e calmante. Seu cheiro tem a propriedade de atrair os gatos, motivo por que também é conhecida como erva-dos-gatos. Usa-se a raiz da valeriana em pó, no vinho ou no mel, mas também em infusão (15 a 20g por litro de água). É por excelência o remédio das afecções nervosas, e tem virtudes vermífugas incontestáveis. Indica-se o medicamento também sob a forma de extrato mole (la 3g) ou de extrato fluido (10 a 15g).

4 de maio de 2011

Uva ursina

UVA URSINA (Arctostaphylos uva-ursi, Sprong.).
Família das Ericáceas. “Também chamada uva-de-turso, medronheí-ro-ursino e, cientificamente, arctostáfilo, a uva-ursina é um pequeno arbusto da família das Ericáceas, assim como a esteva, tojo ou urze. Em virtude de suas folhas se conservarem sempre verdes, pode ser colhida em qualquer estação do ano. É uma planta dotada de propriedades diuréticas, antissépticas, comprovadas, o que permite o seu emprego nas moléstias da bexiga. Alguns autores consideram que a ação da uva-ursina em tais afecções é devida em parte ao seu poder antisséptico. É usada em forma de decocção, para o que se utilizam 30g de folhas secas para um litro de água, deixando ferver durante três horas, até se reduzir de um quarto. Usar o preparado duas vezes num dia. A análise química da uva-ursina confirma suas propriedades. Ela contém matéria mineral, tanino, ácidos gálicos e elá-gicos, derivados flavônicos, arbutina, ácidos de uva-ursi (ur-sona) e oleólicos, e um tripeptido, o uvaol.

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2 de maio de 2011

Urze planta

URZE (Erica cinerea, L.).
Família das Ericáceas. A urze, de que existem diversas espécies, é uma planta que nasce freqüentemente nos pequenos bosques. É arbusto de reduzido porte, de folhas estreitas e flores violáceas, as quais, como pequenas campânulas, cobrem quase completamente as extremidades das hastes. É planta diurética, mas também serve como desinfetante das vias urinárias. O seu uso é indicado igualmente para aumentar o apetite ou restabelecê-lo. Emprega-se ainda sob a forma de banhos para reativar o vigor do sistema muscular. Segundo numerosos autores ela tem comprovada eficácia contra o reumatismo. A decocção de um punhado das pontas de suas flores, em um litro de água, durante dez minutos, para tomar num dia, é a forma recomendada para o seu emprego. Para uso externo, em banhos, fervem-se 500g da planta em alguns litros de água, diluindo-se o preparado assim obtido no banho completo. É aconselhada a seguinte receita: flores de melito, 50g; flores de urze, ou de ulmária, que é a mesma barba-de-bode, 50g; folhas de piloselle, 20g. Usa-se uma colhe-rada dessa mistura numa xícara de água fervente. Deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar três xícaras por dia, como tisana depurativa.

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28 de abril de 2011

Planta umbauba

UMBAÚBA (Cecropia palmata, Willd.).
Família das Moráceas. A umbaúba é uma árvore delgada, com frutos em cachos, de sabor adocicado. “As flores se apresentam deste modo: no pequeno pedúnculo do tronco superior, juntamente pendentes, à maneira de salchicha, uns corpos cilíndricos, ocos e formados como fios de algodão, moles, exteriormente, porém, dotados de uns bagos de cor escura como as flores de nosso trigo.. .” (Marcgrave.) A umbaúba é também chamada árvo-re-da-preguiça. Tem folhas medicinais, que se empregam nas bronquites, leucorréia, blenorragias, coqueluches e moléstias do coração.

26 de abril de 2011

Spirea ulmaria

ULMARIA (Spirea ulmaria, L.).
Também chamada ulmeira, ulmária-de-flor-dobrada e barba-de-bode, a ulmária é planta pertencente à família das Rosáceas, que costuma crescer nos terrenos úmidos, nos prados à margem dos riachos e charcos. Atinge um metro e, às vezes, até maior altura. Suas flores são brancas, um pouco creme, suas folhas são compostas, penadas, denteadas, esbranquiçadas na parte inferior. Esta planta possui um porte majestoso, tanto que é também conhecida pelo nome de rainha-dos-prados, não se confundindo com a conhecida barba-de-bode de nossos campos, embora com o mesmo nome. As suas flores foram objeto de numerosas análises que revelaram possuir a planta, além de salicilato de metila, que tem grande emprego em Medicina como analgésico, uma essência, tanino, espireína e derivados flavônicos. Desde há muito tempo é empregada como diurético e anti-reumático. O Dr. Decaux, na Revista de Fitoterapia, informa que, desde a Renascença, a planta é usada contra a disenteria e cozinhada em vinho tem efeitos contra a febre quarta. Em 1935, o Dr. Benoit apresentou uma tese notável sobre a ulmária na qual demonstrou que, sob a influência da tisana dessa planta, alguns de seus pacientes foram curados, com aumento das urinas e com melhora dos sintomas clínicos. Houve redução da taxa de uréia. Casos de reumatismo foram igualmente curados. Prescreveu esse médico brotos floridos da ulmária, em forma de xarope, na proporção de 250g em 2 litros de água fervente. Quando a temperatura da água descer a menos de 90*?, despejá-la sobre a planta, coar num pano, espremendo bem. Dissolver na alcoolatura uma porção de açúcar equivalente ao dobro do seu peso. Tomar 100 a 200g por dia. Obtém ainda maior eficácia com o emprego da seguinte infusão: brotos floridos de ulmária, 25g; folhas de freixo, 25g; folhas de cássia, 50g. A ulmária pode prestar bons serviços, mas não convém aumentar as doses, porque isso poderá causar graves inconvenientes (perturbações cardíacas e hema-túrias (sangue na urina), as quais podem ser mortais. Empre-gando-se as doses indicadas obtêm-se para os pacientes os benefícios da planta, que é tão rica de salicilato de metila, sem os riscos apontados. Nos casos de hidropisia Fleury de la Roche aconselha o uso do vinho de ulmária assim preparado: 500g de flor de ulmária reduzida a pó; 2 litros de bom vinho branco. Tomar pela manhã em jejum na medida de 200g de cada vez. Uma infusão da planta tomada após as refeições é útil nos casos de arteriosclerose. Certos autores assinalam que a fricção com folhas verdes de ulmária é sedativa. Na furunculose a infusão é igualmente recomendada.

24 de abril de 2011

Tussilagem

TUSSILAGEM (Tussilago farfara, L.).
Família das Compostas. A tussilagem é uma pequena planta que medra nos campos úmidos. Dá flores amarelas que aparecem primeiro que as folhas. Estas se assemelham na forma à pata-do-asno. Daí derivando o seu nome popular de “pata-de-asno”. Esta planta, ao lado de muitas outras, gozou na antigüidade de grande celebridade, mas atualmente não se empregam senão as suas flores como tisana peitoral, na denominada tisana de quatro flores. A infusão de suas flores, entretanto, pode ser útil para acalmar a tosse e facilitar a expectoração. O extrato fluido, com xarope, tomado de 2 a 4 colheradas por dia, produz bons resultados. É a seguinte a fórmula para preparar o medicamento: extrato fluido de tussilagem, 5g; xarope de capilária, 400g. Tem efeito expectorante e tônico ao mesmo tempo, segundo informa o Dr. Leclerc, que com ele obteve resultados salutares na convalescença da gripe.

22 de abril de 2011

Planta tormentilha

TORMENTILHA (Potentilla erecta, L.).
A tormentilha, também chamada potentilha e sete-em-rama é uma pequena planta francesa, da família das Rosáceas, e dá flores amarelas. Suas folhas são compostas, denteadas, de cor verde esbranqui-çada na parte inferior. Não ultrapassa 0,40m de altura e é de conformação esguia e delicada. Tem propriedades adstringentes, sendo recomendada a sua aplicação em compressas nos casos de queimaduras (compressas embebidas na decocção da tormentilha). É muito eficaz, também, na insolação. Devido ao tanino e ao óleo essencial que contém, a planta é indicada para o tratamento da tuberculose e das diarréias crônicas. É empregada em mistura com o vinho do Porto (70g de raízes trituradas num litro de vinho). Deixar repousar durante oito dias e tomar à razão de uma a três taças de champanha por dia. Pode-se usar também em forma de extrato suave ou em saquinhos, sendo a decocção à razão de 100 por 1.000, algumas vezes usada externamente nos casos de leucorréia. Todos os autores concordam em que as diversas espécies existentes de tormentilhas possuem propriedades quase idênticas às da potentilha tormentilha.

12 de abril de 2011

Tamarindus indica

TAMARINDEIRO.
(Tamarindus indica, L.). Família das Leguminosas. Árvore ou arbusto, originário da África, com flores grandes em espigas amareladas. O fruto é uma vagem comprida, com cerca de 12cm, contendo no centro da polpa três ou quatro sementes vermelhas. A polpa é empregada em Medicina como laxativo. “A polpa se desfaz na boca; dissolvida em água e com açúcar é um sublime refresco e medicinal. Além de agradável tem efeitos terapêuticos, tais como nas febres biliosas, nas congestões hemorroidárias e nas diarréias, quando são promovidas por irritação biliosa. De acordo com Valquelin, a polpa é composta de tartarato, ácido de potássio, ácidos cítrico e málico, açúcar, goma, geléia e água. No comércio encontra-se a polpa em latas, mas desconfiar dela… Os árabes chamam andeli aos frutos e a polpa vem ao mercado com o nome de polpa de tamarindo.” (Eurico Teixeira da Fonseca.) Segundo Valquelin, eis o resultado da análise do fruto: água, 27,55; glicose, 12,50; ácido cítrico, 9,40; ácido tartárico, 1,55; ácido málico, 0,45; matéria feculenta, 4,70; parenquima, 34,55; gelatina vegetal, 6,25; bitartarato de potássio, 3,25.

7 de abril de 2011

Sempre-noiva

SEMPRE-NOIVA (Polygonum aviculare, L.).
A sem-pre-noiva é uma planta da família das Poligonáceas. É chamada também de sempre-noiva-dos-pássaros ou “encalhada”, e ainda erva-de-cem-nós. Cresce em abundância nos campos. É recomendada no tratamento da diabete, da albumonúria, das diarréias e dos catarros sangüíneos. É um adstringente de primeira ordem. Pode ser indicada para as hemorragias de qualquer natureza, em decocção das folhas e da raiz, na proporção de 25 a 30g por litro de água. Diz-se que a planta verde, mace-rada e posta sobre as feridas, causa a sua cicatrização rápida.

3 de abril de 2011

Planta saponaria

SAPONÁRIA OU SABOEIRA (Saponaria officinalis, L.).
A saponaria é uma planta selvagem muito comum. Pertence à família das Cariofiláceas, e cresce em terrenos arenosos. É conhecida também sob o nome de saboeira-lcgítlma. Suas flores são cor-de-rosa, e as folhas pontudas e verdes. É planta vivaz. Suas hastes atingem 0,60m de altura, as raízes são ram-pantes, alongadas, de cor amarelada. Todas as partes da saponaria são úteis em Medicina. Contém uma resina, um glicosido, a saponina, da qual apenas um milésimo é suficiente para tornar a água sapindácea; seu emprego em Medicina remonta ao tempos dos médicos árabes, que a prescreviam para combater a lepra, as úlceras malignas e os dartros. É recomendada sobretudo contra o reumatismo e a gota. A melhor forma de sua aplicação é um extrato aquoso das raízes, na dose de um a dois gramas por dia, preparado segundo a receita seguinte: extrato aquoso de saponaria, lOg; xarope simples, 900g, tomando-se 5 a lOg de xarope por dia. Pode-se usar também a decoeção na base de 100 por 1000, 2 copos por dia, como depura-tivo. Deve-se evitar de deixar as folhas macerarem na água, porque seria perigoso. Emprega-se também como gargarejo com bons resultados nas anginas. A decoeção das flores da saponaria, à razão de 25 a 30g por litro, é recomendada por alguns autores contra o reumatismo. Alguns utilizam a infusão da saponaria nos casos de edemas e de icterícia. A infusão da planta (um bom punhado numa xícara de água fervente) é igualmente recomendada. Juntamente com o amor-perfeito selvagem, le me-nyanthc, la fumeterre, a seringueira, o salgueiro, a salsaparrilha e a bardana, a saponaria é utilizada como tisana depurativa. Como dentrifício vegetal, finalmente, recomenda-se a seguinte composição: tintura de folhas de saponaria, 20g; alcoolatura de cocleária, 20g; essência de menta, 3 gotas. Usam-se todas as partes da planta, ainda, para limpeza de tecidos e do cabelo, do mesmo modo que o sabão comum.