25 de dezembro de 2010

Plantas medicinais malva

A infusão das folhas e das flores é útil para abrandar a tosse, causada pela irritação da traquéia ou da laringe. De resto, pode substituir-se a infusão e a decocção pela maceração, preparada a frio com as raízes pulverizadas. Obtém assim um líquido untuoso, mas límpido, cujo gosto não é desagradável. A malva-selvagem ou malva-grande (Malva sylvestris) é que dá o nome à família das Malváceas, da qual faz parte o malvaísco. A malva possui diversas propriedades do malvaísco, mas talvez em menor grau. É uma planta herbácea, com cerca de 0,75m de altura. Cresce nos campos incultos, mas úmidos, e nas margens dos caminhos. Toda a planta é calmante, mucilaginosa. A infusão das flores” é de uso generalizado contra a tosse. A tisana obtida com o cozimento de 60g de raízes de malva em um litro de água, ministrada à razão de várias xícaras por hora, favorece a expectoração de catarro e combate a inflamação das vias respiratórias. As folhas possuem todas as qualidades emolientes da raiz. Servem para a feitura de tisanas recomendadas como lavagens ou clisteres no abrandamento da irritação dos intestinos. As flores em infusão são muito eficazes contra a tosse.

24 de dezembro de 2010

Malva medicinal

MALVA e MALVAÍSCO (Althaea officinalis, L.).
Família das Malváceas. Como se disse, a malva e o malvaísco fazem parte da receita para a preparação da tisana conhecida sob o nome de “tisana das quatro flores”. O malvaísco é uma planta comum, que cresce nas bordas das fossas úmidas ou nas margens dos riachos. Pode atingir mais de um metro de altura, e por vezes um metro e meio a mais. As folhas são cobertas de pêlos esbranquiçados. As folhas são de cor malva-pálida. Toda a planta contém propriedades emolientes, sendo essa a sua principal característica, que a distingue das demais plantas mucila-ginosas. Empregam-se tanto as suas flores como as folhas ou as raízes. O próprio nome da planta é uma indicação da importância que lhe davam os antigos: althaea officinalis, que se deriva de termo grego significando curar. Seu uso remonta à mais remota antigüidade. Alberto, o Grande, dela dizia que é “leni-tiva, molificativa, maturativa e resolutiva. ..”; os médicos árabes utilizavam-na e Santo Hildegardo, no século XII, dava-lhe grande valor. O Dr. Leclerc, no seu tratado de Fitoterapia, diz que o malvaísco é também empregado como tópico, emoliente, em gargarejos, sobretudo a decocção de suas raízes na proporção de 30 por mil, com efeitos benéficos nas anginas, nos abcessos da gengiva ou da boca, nas feridas inflamadas ou em lavagens nas inflamações dos intestinos. Costuma-se dar às criancinhas, na época da dentição, pedaços da raiz do mal-vaísco, para que elas se distraiam a mascá-los, o que, além de acalmar a dor, favorece o desgaste necessário da pele onde os dentes estão irrompendo.

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