2 de agosto de 2011

Processo curativo hemoptise

Processo curativo:
Ao doente atacado de hemoptise se dão bebidas frias: água gelada, champanha gelada, leite gelado, etc, porém de colheradas pequenas. Ademais, terá que ficar sentado, porque esta posição é a que menos favorece o vômito de sangue, e em absoluto repouso, procurando não fazer o menor movimento. Deve falar o menos possível, para não esforçar seu aparelho respiratório, sobretudo quando sente dificuldade ao inspirar. Estes e outros cuidados, que se referem ao tratamento geral, como evitar a umidade atmosférica e qualquer tipo de acesso, servem para todos os doentes, seja qual for a intensidade da hemorragia, ou das hemorragias, quando já houve mais de uma.
Obviamente, o tratamento geral farrnacológico varia conforme a intensidade da hemoptise.
Quando a hemoptise é fraca, aplicar-se-ão no doente pe-dilúvios sinapizados, procurando acalmar a tosse com colheradas de xarope de morfina, porque a tosse, evidentemente, pode influenciar na freqüência das hemorragias.
Podem-se também aplicar sinapismos nas extremidades inferiores, preparando-os da seguinte maneira:
Prepara-se qualquer cataplasma emoliente, por exemplo, de farinha de linhaça e, no momento de sua aplicação, polvilha-se com pimenta em pó, em quantidade maior ou menor, dependendo do tipo de pele do doente: fina e facilmente irritável, ou, ao contrário, dura e pouco sensível aos efeitos do sinapismo. Quando este é bastante forte, o paciente o percebe de imediato por uma sensação de queimadura. Quando o sinapismo é fraco, esta queimadura, dolorosa mas necessária, não será bastante intensa, podendo-se, neste caso, acrescentar ao sinapismo uma quantidade maior de pimenta, aplicando-a em seguida no mesmo ponto. Deve-se tomar cuidado para não aplicar o sinapismo sobre uma área já inflamada.
Outro meio conveniente, quando a hemorragia é fraca, é o uso de adstringentes, sobretudo os pertencentes ao reino vegetal; a consolida maior é a planta mais utilizada nestes casos.
Trata-se de uma planta com grandes folhas lanceoladas e flores em forma de campânula, com a corola encarnada e o cálice lilás. Para as cataplasmas se utilizam as flores, ou de preferência as raízes cozidas. Uma dose de 15 gramas de raízes (três colheres das de café) em água fervente.
Pode-se também administrar uma infusão de buxo (10 gramas); de casca de carvalho (10 gramas); de bistorta (20 gramas); de tormentilha (5 a 15 gramas); etc.
Outros meios recomendáveis para o mesmo fim são a água de Rabel e os outros adstringentes minerais, sobre os quais não podemos nos estender mais amplamente.
Fique bem claro que tudo o que foi exposto se refere aos casos de hemoptise fraca.
Quando o vômito for abundante, além do que foi mencionado e além das mesmas precauções referidas no caso anterior, administram-se ao paciente de 10 a 30 gotas de essência de terebintina numa colher de água, até a chegada do médico, que cuidará do paciente.
Finalmente, quando o vômito de sangue é excessivo, devem-se dobrar os cuidados já mencionados e aplicar gelo sobre o peito ou efetuar ligaduras nos membros para combater a congestão. Neste caso não se deve perder tempo e requerer a presença de um médico, porque pode tratar-se de uma questão de vida ou morte.

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31 de julho de 2011

Hemoptise

Hemoptise.
Mais conhecida pelo nome popular de “vômito de sangue”.
Sintomas:
O vômito de sangue pode apresentar-se de repente, em grande quantidade, ou pode sobrevir precedido por fenômenos que servem como aviso.
Neste último caso, que é o mais freqüente, o paciente terá calafrios, cócegas e gosto salgado na garganta, tosse seca, sensação de peso no peito, e depois destas manifestações segue o vômito. Quando se trata de uma pequena quantidade de sangue, esta será expelida em forma de saliva, acesso esse que irá se repetir por várias vezes consecutivas. Quando a quantidade é maior, junto com os escarros sangrentos haverá tosse, e a cada acesso será expectorada uma determinada quantidade de sangue. Finalmente, quando se trata de uma quantidade abundante, o sangue sai em golfadas e aos borbotões, provocando no paciente grande angústia e sufo-cação; às vezes a quantidade é tão intensa e alarmante que sai simultaneamente pela boca e pelas fossas nasais.
O sangue pode ser vermelho, espumoso ou enegrecido; neste caso, significa ou que demorou algum tempo antes de ser expelido, ou que vem do estômago e não do peito. Quando é vermelho, sempre vem do pulmão ou dos brôn-quios.

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