22 de outubro de 2010

Arvore espirradeira

Espirradeira:
Ela contém os alcalóides “neriantina”, “neriantoge-nina”, “neriína”, “oleoanderina”, “pseudocurarina”, e “strofan-tina”; no todo ou em parte análoga a este último é a “digita-lina”, portanto com ação imediata e paralisante sobre o coração. 6 gramas do simples extrato do lenho e da casca (na casca existe a “rosaginina”), bastam para matar uma pessoa. As folhas contêm ácido-prússico, salicina e uma resina (talvez também exista nas flores) são reconhecidas como esternutatório e, se forem levadas à boca, causam aftas, de cura muito lenta. Entretanto, nos laboratórios, reduzidas a pó e infusas, constituem remédio, quando administradas em doses mínimas. É um tônico cardíaco. A sua maceração em óleo ou mesmo o seu cozimento curam as eezemas, as úlceras atônicas, os dartros e várias afecções da pele e do couro cabeludo, além de acabar com os piolhos e a tinha. A casca pulverizada mata os ratos e quaisquer tipos de insetos. Quando o gado a come, fica sujeito à paralisia e à superagitação.

21 de outubro de 2010

Planta espirradeira

ESPIRRADEIRA (Nerium oleandes, L.).
Família das Apocináceas. É arbusto ou pequena árvore, até 5m de altura, ramos trígonos, esverdeados a princípio, tornando-se cinza; tem folhas opostas, lanceoladas, acuminadas ou agudas no ápice, de 7-13cm de comprimento e até 3cm de largura, inteiras, rígidas, subcarnosas, persistentes, não luzidias, verde-escuro na página superior e um pouco glaucas na inferior; flores hermafroditas, róseas, raramente brancacentas, cálice campanulado e pequeno, sementes aveludadas, numerosas em cada lóculo e completamente revestidas de pêlos sedosos. É planta rústica e vivaz, não muito exigente quanto a clima e solo, sendo muito ornamental por ser de porte elegante e dar abundante floração. Seu perfume é agradabilíssimo apesar de muito forte. A uma grande distância a atmosfera fica embalsamada pelo seu aroma. Daí ser muito cultivada em quase todos os jardins. Porém, esse perfume é tóxico, como as demais partes da planta, que oferecem perigo mesmo depois de secas. Conta-se que pessoas morreram por terem adormecido com tais flores no vaso. Até mesmo a água do vaso em que estiveram estas flores tornam-se perigosas e tóxicas. Conta Lindley, o grande naturalista inglês, que uma criança morreu dois dias após ter comido algumas flores dessa planta e sua morte foi precedida de terríveis eólicas e atrozes sofrimentos.