22 de setembro de 2010

Floricultura dois amores

DOIS AMORES (Euphorbia tithymaloides, L.).
Família das Euforbiáceas. Esta planta é um arbusto pequeno, medindo até 3m de altura, muito ramificado, com ramos suculentos, quase fistulosos, folhas poucas, curto-pecioladas, alternas, ovais, oblongas, obtusas ou recurvadas no ápice, agudas coriáccas, onduladas nas margens e com a nervura central saliente na página inferior, glabras. É medicinal. O extrato’ da raiz, conhecido nas Antilhas Espanholas como ipecacuana e na França como ipeca de Saint-Domingue, é vomitivo, assim como o látex, sendo que este é acre é muito cáustico, enérgico, útil contra as úlce-ras de mau caráter, servindo também para extirpar as verrugas e os calos, ligar carnes dilaceradas e estancas hemorragias. A decocção de toda a planta é eficiente contra a amenorréia. Espécie xerófila, muito melífera e que, segundo Ridola, deve ser considerada como uma “descendente de Euphorbia de evolução póstuma com flores zigomorfas, modificada especialmente em vista de sua adaptação ornitófila”. É planta ornamental, muitíssimo cultivada nos jardins e também usada para cercas vivas. Conhecida também pelos nomes de picão, sapatinho-de-judeu, dois-irmãos, etc. Suas flores são vermelhas, pequenas, medindo 15mm as masculinas, numerosas e dispostas na circunferência e uma só feminina no centro, inclusas num grande invólucro, bilobado, vermelho até purpúreo e com a forma de sapato, reunidas em cimeiras terminais densas; seu fruto é uma cápsula mais larga que comprida (até 7mm de comprimento e 9mm de largura, trancada na base e no ápice. Suas sementes são ovóide-agudas, pedúnculos l-floros curtos. O Estado que mais cultiva essa planta é o Amazonas.