17 de setembro de 2010

Arvore dividivi

Uma análise química das vagens determinou-lhes a seguinte composição: 41,5% de tanino, 25,4% de matérias insolúveis, 18,0% de matérias não-taníferas, 13,5% de água e 1,6% de cinzas. Explica-se facilmente que uma espécie tão valiosa, que representa um fator de alta relevância na economia de vários países, tenha despertado em alguns outros’ o desejo de neles fazerem sua cultura, por exemplo, em várias regiões da África tropical, na Austrália, Birmânia, Ceilão, Índia, etc, não obstante a produção, posto comece no quinto ano, somente ser bem rendosa depois dos doze, até aos 25, quando decresce. Grandes autoridades extendem a distribuição geográfica da espécie desde o México até o norte do Brasil onde, aliás, pensamos não haver ainda sido encontrada, embora certamente aí exista, mal se podendo compreender que uma espécie muitíssimo comum nos litorais da Venezuela, da Colômbia e da Guiana, não chegasse ao nosso país. Não são, porém, raros os exemplares cultivados desde o extremo norte até o litoral do Estado de São Paulo. É planta melífera; vegeta expontânea-mente em terras semiáridas. Alguns autores, levados talvez pela semelhança dos frutos com os da Caesalpinia íinctoria, Domb., assim como pela identidade de sua aplicação industrial, têm asseverado tratar-se de uma só espécie botânica, o que não é verdadeiro.

16 de setembro de 2010

Dividivi

DIVIDIVI (Caesalpinia coriaria, Willd.).
Família das Leguminosas. Árvore inerme, de caule tortuoso, até 9m de altura e 40cm de diâmetro; casca áspera, cinzenta; ramos con-torcidos e espalhados horizontalmente; folhas granduloso-punc-tuadas, compostas de 4-10 pares de pinas; folíolos 12-30 jugos, linear-ablongos, obtusos, de 4-8mm, lisos, glabros, verde-escu-ros e com punctuações pretas na página inferior; flores brancas, às vezes amareladas, aromáticas, dispostas em racimos curtos, paniculados; ovário glabro com 10 óvulo ou menos; o fruto é uma vagem séssil, indeiscente, curva e contorcída, até 5cm de comprimento, 25mm de largura e 3mm de espessura, tomando formas curiosas, mais geralmente as de S e de C, vermelho–castanho ou castanho-escuras, vernicosas. Fornece madeira de alburno espesso, amarelo-laranja-claro, muito atacado por vários insetos; estes, porém, não atacam o cerne, que é escuro, quase preto, duro e compacto, grão finíssimo, reputado incorruptível, difícil de trabalhar, aliás, recebendo muito bem o verniz, próprio para dormentes, peças de resistência, moirões, dentes de engrenagens e obras de torno; também aproveitada na tinturaria como sendo um dos “brasiletos”; peso específico 0,770. A casca dá uma espécie de goma-laca com algum valor industrial. A maior importância da árvore consiste no seu fruto ou fava, a qual contém, envolvendo as sementes, uma polpa amarela, amarga e resinosa, com 30 a 45% de tanino de boa qualidade, reconhecida como um dos mais poderosos adstringentes empregados na Medicina e, ao mesmo tempo, constituindo objeto de importante comércio para a indústria do curtume, sobretudo para os couros fortes, mantendo seu elevado valor mercantil apesar da facilidade de fermentação; tem ainda bom emprego no fabrico de tinta de escrever e bem assim na tinturaria, onde serve de mordente. As próprias sementes, embora não tão ricas em tanino, são utilizadas na Medicina caseira como adstringentes; reduzidas a pó, passam por ser tônicas e anti-periódicas, entrando também na composição de uma certa po-mada anti-hemorroidária.

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