10 de setembro de 2010

Dedaleira amarela

DEDALEIRA AMARELA:
(Lafoensia Pacari Sr.-Hil.). Família das Litráceas. A dedaleira amarela torna-se um arbusto pequeno, de ramos cilíndricos e folhas sésseis ou curto-pecio-ladas, vernicosas, elípticas, obtusas coriáceas, verde-escuro na página superior e verde-claro na página inferior; suas flores são brancas (amarelas segundo Glaziou), dispostas em panículas; o fruto é uma cápsula cônica, lenhosa, grande. Além de medicinal, pois sua raiz é febrífuga, fornece madeira comum, porém de grande durabilidade em contato com o chão sendo, portanto, preferida para moirões e esteios; também largamente empregada na construção civil, servindo também para ser consumida como lenha e carvão. Seu peso específico é 0,720 a 0,830. De sua casca extrai-se líquido para a fabricação de tinta. As folhas produzem material tintorial. É planta ornamental e vegeta tanto no campo como nas malas, sendo grande a variedade delas. A mais conhecida é a Petiolata Kl., de flores verde-amareladas, muito comum no Estado de Minas Gerais. A espécie-tipo encontra-se ainda em Minas Gerais, porém vegeta também no Estado de São Paulo e Mato Grosso. É conhecida pelos nomes de candeia-de-caju, copinho, dedal, dedaleiro (em São Paulo) mangaba-brava ou mangabeira-brava, em Goiás e no Mato Grosso chamam-na de Pacuri.

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9 de setembro de 2010

Dedaleira planta

Dedaleira:
É conservada nos jardins, mas é medicinal. Devido à intensidade da luz solar no Brasil, essa planta fornece muito maior quantidade de “digitalina” do que na Europa. Essa planta contém, além da digitaüna, ainda a digitoxina e a digitonina. A mais eficiente e útil é a digitalina que é um tônico cardíaco e diurético de largo emprego na terapêutica universal, porém veneno enérgico com ação imediata sobre o coração, os vasos sangüíneos e a secreção urinaria de todos os vertebrados, com exceção do rato e do sapo. Ê venenosíssima, já na dose de 1 a 2 centigramas, sendo que a dose útü em farmácia não passa de 4 miligramas.

8 de setembro de 2010

Dedaleira

DEDALEIRA:
(Digitalis purpurea, L.). Família das Es-crofulariáceas. Este é o nome que designa duas espécies da família, ambas bienais, de caule até l,40m de altura, também ornamentais e muito freqüentes em todos os jardins brasileiros. Folhas glabras, oblongo-lanceoladas, com as nervuras pubes-centes na página inferior; flores dispostas em racimos compactos, multifloros, de 30-40cm, corola cinzento-ferrugínea, intu-mescida na base, contraída e pilosa na fauce. O fruto é uma cápsula. Esta é venenosa e suas folhas verdes encerram a gli-coside “digitalina”, veneno tipo cardíaco e que, segundo experiências realizadas no Museu Nacional do Rio de Janeiro pelo dr. J. B. de Lacerda, ficou constatado que a virulência do veneno é igual nas duas espécies, porém variam as manifestações e a morte sobrevém paralisando o coração em meia sístole, e não em sístole completa. Isto justifica a afirmativa de Huchard: na terapêutica das moléstias cardíacas, a digital não tem sucedâneos porque a ação de todos os outros remédios propostos é diferente ou inferior. A digitalis purpurea, L., tem raiz lusifor-me e carnosa, avermelhada exteriormente e branca interiormente; folhas vilosas, radicais, mais ou menos atenuadas em pecíolo, eretas, caule folioso, ereto, cilíndrico, verde-glauco no ápice, com folhas pequenas, nervuras secundárias, salientes, terminando por um racimo unilateral de flores zigomorfas, herma-froditas; o fruto é uma cápsula acuminada, glandulosa, vilosa e albúmen abundante. Não obstante ser ornamental, principalmente as espécies cor-de-rosa, as flores no ápice reunem-se em uma só.