24 de agosto de 2010

Fruto da cuieira

Cuieira.
É conhecida também como árvore-de-cuia, cabaceira, coité, cui-té, e Cuiteseira. Fornece madeira castanho-amarelada com veias mais escuras, densidade média, tecido compacto, grão grosso, muito flexível, porém dura e forte, fácil de trabalhar e recebendo bem o verniz. É própria para carpintaria, varais de carroça, marcenaria, carroçaria, selas é cabos de instrumentos. Essa madeira, em contato com a umidade apodrece rapidamente. É uma árvore baixa, muito frondoso e de caule tortuoso. Mede até 16m de altura. Na época de sua frutificação a quantidade de frutos é tão grande que os seus galhos vergam ao peso dos mesmos. Há uma lenda popular de que, amarrando-se pedras nas pontas dos galhos, a frutificação ainda é maior. Do fruto ainda se obtém matéria tintorial, que serve para tingir a seda e o algodão; suas dimensões são enormes e sua casca é muito dura, servindo para fazer vasilhas, utensílios de cosinha, instrumentos musicais e outros objetos de uso doméstico.

23 de agosto de 2010

Planta chamada cuieira

CUIEIRA (Crescentia cujete Lin.).
Família das Bigno-miáceas. Esta planta, que contém propriedades terapêuticas, também é considerada venenosa, pois, contém ácido cianídrico. Todavia, o decocto e o extrato da casca são muito eficazes para a cura da enterite membranosa e da hidropsisia; o suco já foi muito empregado na Medicina caseira como antispasmódico e antitétanico e é nocivo aos suínos; a polpa do fruto ainda verde, embora amarga e até mesmo corrosiva, é eficiente contra a hidrocele, sendo ainda que, reduzida à calda açucarada, torna-se um remédio febrífugo, purgativo e expectorante, muito útil contra a clorose e as doenças que afetam as vias respiratórias. Na França era com essa polpa fabricado um xarope (sirop de Cale-vasse) que teve muita voga em toda a Europa. Quando a polpa já está madura tem aplicação como remédio abortivo sobre o gado que a come em época de escassez, mas também é usada em cataplasmas para acalmar as dores de cabeça; as sementes são comestíveis, cozidas ou assadas, principalmente no México. Ainda cm tempos remotos, outras virtudes medicinais lhe eram atribuídas como, por exemplo, benéfica para a cura da erisi-pela e diversas moléstias da pele, para a facilitação de partos e extração das secundinas, método usado pelos índios que aplicavam as folhas aquecidas sobre o ventre das parturientes. Muito cultivada no Brasil, da Amazônia até o Rio de Janeiro e Goiás.