16 de agosto de 2010

Plantar couve flor

Couve-penca ou couve-de-espanha, também chamada couve-madeira: folhas próximas, talos muito brancos e carnosos, forma “cabeça” frouxa e é muito boa para a mesa.

Couve-ramosa-do-potou: folhas numeorsas e grandes, empregadas na França para fazer um tipo de caldo verde. Cultivada em São Paulo como forragem. Sua produção neste Estado é de 70 a 75.000 quilos por hectare.

Tronchuda-portuguesa ou couve-penca-de-chaves, também chamada Troncha: folhas próximas, fortemente nervadas e com as margens onduladas, forma “cabeça” pequena e pouco compacta.

Villariça: folhas largas, nervuras muito grossas, brancas e tenras. — Estão, pois, reunidas aqui todas ou quase todas as variedades do primeiro grupo que se acham em plena cultura no Brasil. A couve pode ser atacada por várias espécies de fungos e insetos, como “percevejo-dos–feijões”, “hérnia-da-couve”, e seus nomes populares. Todas as demais couves estão sujeitas àqueles elementos destruidores. Como nos demais países do globo, no Brasil, o consumo da couve em todas as suas variedades é muito intenso. Na realidade, é prato quase obrigatório cm todos os recantos do nosso país.

15 de agosto de 2010

Variedades de horta da couve

Couveaglega ou couve-mineira, também chamada de todo ano. Planta de grande e rápido desenvolvimento, atingindo mais de 4m de altura se lhe forem cortando as folhas novas, boas para a mesa; quando velhas servem para forragem.
Couvelombarda, de pé alto, folhas bolhosas e enrugadas fechando em “cabeça” antes da inflorescência. Deve pertencer à série das couves-de-milão ou de Sabóia.
Couve-manteiga: folhas verde-amareladas, não muito grandes, tenras, fortemente intumescidas e enrugadas, caule alto. Há uma espécie denominada “especial” ou “lisa”, bem verde, ainda mais aconselhada para a mesa e que é uma das mais cultivadas.
Couve Marcellin ou couve-de-milão anã: folhas grandes, verde-escuro, finamente enrugadas, estcndcndo-se em roseta para todos os lados antes de formar a “cabeça”, época cm que deve ser colhida. Magnífica paia a mesa.
Couve-meduleira–branca e couve-meduleira-roxa: folhas grandes e poucas, caule intumescido ou ventrudo, comestível como legume enquanto jovem e o seu diâmetro não excede de 7cm. É boa forragem, muito digcstível e apreciada pelos animais.
Couve-de-mil-cabe-ças ou couve-pólo: folhas grandes, oblongas, eretas, numerosas, boa forragem, especial para pássaros.
Couve-mur-ciana ou couvc-de-nápoles: folhas grandes e espessas, quase arredondadas, verde-escuro na página superior e acizentadas na inferior, forma “cabeça” porém muito frouxa.
Cou-ve-nabiça: folhas compridas, profundamente lobadas na base, pecíolos bancacentos. Muito boa para a mesa.

14 de agosto de 2010

Beneficios da couve

Couve-de-milão “Victoria”: folhas numerosas e tão delicadamente enrugadas que é inconfundível mesmo com as demais variedades de folhas iguais, folhas tenras, macias e saborosas, forma “cabeça” grande, verde-amarelada.
Couve-de-mosbach: folhas verde-claro, quase pálido, numerosas, frisadas, as superiores recurvadas para trás, nervuras brancas, fortes, caule de 60-7Ocm. Boa como legume, é também ornamental.
Couve-de-sabóia “das Virtudes” ou couve-de-milão “das Virtudes”: folhas exteriores numerosas, grandes, rugosas, abertas, verde-escuro, glaucas, folhas interiores formando “cabeça” achatada, às vezes lavada de cor de vinho.
Couve-de-sabóia “precoce de Aubervilliers” ou couve-de-milão “grossa das Virtudes”, variedade obtida da anterior e que dela se distingue principalmente por ter o caule mais curto, a cor mais loura e menos glauca, as folhas mais finamente enrugadas e a “cabeça” mais achatada.
Couve de Sabóia dourada ou couve-de-milão dourada: folhas interiores grandes, verdes, muito mais enrugadas e quase todas inclinadas para trás, de cor loura, quase amarela, “cabeça” comprida, pouco fechada.
Couve de Sabóia verde ou couve-lombarda ou couve-de-milão ordinária: folhas exteriores grandes, verdc-glau-co, enrugadas, as interiores formam uma cabeça’ regular, pouco fechada.

13 de agosto de 2010

Variedades de couve

As principais variedades cultivadas entre nós e que pertencem ao primeiro grupo, o qual compreende a variedade Acephala, DC., cujas variedades hor-tícolas não formam “cabeça” e de que é tipo a couve-galega, e a variedade sabauda L., de variedades hortícolas com folhas crespas, enrugadas e bolhosas, de que é tipo a couve-de-saboya ou de Milão, algumas não formando cabeça e outras formando-a, porém frouxa: 1) — Couve-cavaleira arbórea ou cove-de-vaca; planta vigorosa e alta, até 2m de altura, com folhas lisas, grandes e ligeiramente enrugadas. Dá ótima forragem para porcos, galinhas, carneiros, coelhos, etc. Na ilha de Jérsey seus caules são aproveitados para bengalas que são objeto de comércio e uma das curiosidades que todos os excursionistas adquirem como lembrança da visita ao local. 2) — Couve cavaleira-vermelha
— porte menor que a precedente, porém ainda mais rústica, pecíolos e nervuras das folhas avermelhados. Igualmente forra-geira, contém em média 8,9% de matéria seca, 1,9% de proteína bruta digestível e 1,3% de proteína real digestível, sendo de 15,96 o valor liqüido da energia em grandes calorias. 3)
Couve-celga verde-amarelada de Dreiembrunnen: planta .sem “cabeça”, verdura excelente para a mesa. 4) — Couve de la Sarthe: forrageira e muito produtiva, em França entra também na alimentação humana, pelo menos na estação primaveril. 5)
— Couve de Milão “Favorita de Grrot”: folhas frizadas, variedade precoce.

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12 de agosto de 2010

Couve flor propriedades

A maior parte delas é usada na alimentação humana em grande escala, constituindo mesmo um elemento importantíssimo e totalmente indispensável a todos os povos civilizados, pois que, da abundância ou ausência de legumes verdes nos mercados, pode-se ajuizar, sem erro, do grau de adiantamento da respectiva população. A couve, embora não muito nutritiva é, no entanto, muito saudável. A acusação que se faz para o repolho não é verdadeiro, quando taxa-se-o de indigesto, pois os alemães o consomem em enormes proporções com o seu famoso “chucrute”, sem que se tenha confirmado a acusação que lhe fazem. Todas as couves são antiscor-búticas e no passado constituíram a base de toda medicação, pois que são eficazes contra a prisão de ventre, a fraqueza da vista, os tremores dos membros e o ataque de gota. Já as sementes acalmam as eólicas em geral. Nas suas folhas a indústria apí-cola encontra um valioso auxiliar.

11 de agosto de 2010

Couve e flor

O habitat da Couve extende-se aos rochedos marítimos da Mancha, da Dinamarca, da ilha de Heligolândia e das ilhas de Guérnesei e Jérsey, bem assim à costa setentrional do Mediterrâneo, pelo menos desde Gênova até Nice. Não entra no plano deste trabalho fazer siquer um esboço da evolução de formas, extraordinariamente caprichosa, conseguida no decurso de 2.000 anos pelo homem. Sim, porque já no tempo de Teofrasto eram conhecidas três espécies. Hoje, são conhecidos, pelo menos, cinco grupos diferentes dessa planta: 1) Couves “sem cabeça” ou que fecham pouco; caules não-espessos, produzindo folhas durante o período vegetativo; 2) Repolhos: caules curtos terminando numa reunião de folhas (“cabeça”) muito encostadas umas às outras; 3) Couve-de-bruxellas: caule ramificado, brotos laterais curtos; 4) couve-nabo e C. rutabaga; caules hipertrofiados, in-tumescimento subterrâneo ou à flor da terra e C. rábano, intu-mescimento aéreo; 5) couve-brócolos e C-flor: inflorescências carnosas e comestíveis. Dos quatro últimos grupos vamos falar de conformidade com a ordem da seriação por nomes vulgares, sendo que o terceiro e quarto grupos pertencem a espécies visi-nhas, porém distintas; quanto às do primeiro grupo, que se acham cultivadas no Brasil, muitas introduzidas e até profusamente distribuídas gratuitamente pelo Governo de São Paulo, iremos tratar, embora superficialmente.

10 de agosto de 2010

Planta couve

COUVE (Brassica oleracea, L.).
Família das Crucífe-ras. Planta glabra, bienal, raramente vivaz, de 40 a 120cm de altura, algumas vezes até 2m e mais, caule ereto, robusto, cilíndrico, liso, ramoso, carnoso, não intumescido; folhas pecio-ladas, espessas, um pouco carnosas, insensivelmente decrescentes, as inferiores simplesmente sinuadas ou lirado-pinatífidas com segmentos pouco numerosos, as superiores oblongas ou obovadas, inciso-dentadas, semi-amplexicantes; não-auriculadas, glaucas e onduladas; flores grandes, brancas ou amareladas, dispostas em racimos frouxos, raramente em corimbos, fruto síliqua cilíndrica, mais ou menos comprida. É com estes característicos que ainda hoje se encontra em estado selvagem (B. sylvestris, DC.) por entre os rochedos calcários das costas da Inglaterra e da França, o tipo primitivo desta espécie tão notável que, segundo a autorizada opinião de Henry L. de Vilmorin, é um dos exemplos mais impressionantes da influência da seleção. As muitíssimas variedades de Couve obtidas e fixadas pelos horticultores, as quais diferem imensamente umas das outras, seja na forma, seja no porte ou no colorido das folhas, seja finalmente nas inflorescências ou na raiz, profundamente modificadas pela ação inteligente do homem, provêm exclusivamente desta espécie, inclusive todas as formas de repolho, que são muitíssimas também.

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