8 de agosto de 2010

Flor de corticeira

Corticeira:
É ótima para o fabrico de papel. Sua casca é adstringente, cicatrizante e desobstruente, serve também para curtume e dá matéria tintorial vermelha. Encerra o alcalóide erythrina. Do cosimento da casca faz-se remédio para golpes e constitui ainda um poderoso hipnótico. É também recomendado no tratamento das hepatites crônicas e do reumatismo. Das flores trituradas obtém-se tinta vermelha para vários fins. As sementes, que também contêm o mesmo alcalóide, são venenosas. Os ramos contêm saponina e peroxidase. Ê, no entanto, muito ornamental, cutivada nos parques e até nas ruas, principalmente na Europa. Contudo a cor das flores é variável, mudando de nuanças chegando a ficar, às vezes, branco-avermelhadas. Existem muitas variedades e cruzamentos feitos pelos entendidos, conseguindo mesmo que a árvore fique menor e as flores, maiores. No Brasil é conhecida também com os nomes de mulungu, sananduva e flor-de-coral.

7 de agosto de 2010

Corticeira

CORTICEIRA (Erytrína crista-galli, L.).
Família das Leguminosas. Esta planta que é chamada e reconhecida como a “flor nacional” da República Argentina, também vegeta com grande facilidade no Brasil, desde o Estado do Maranhão até o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sendo essencialmente medicinal. É uma árvore grande, medindo até 15m de altura, e caule muito grosso em relação à altura. Seu caule é armado de acúleos embora em pequeno número, seus ramos cilíndricos, compridos, contorcidos, quase trepadores; suas folhas longo-pecioladas, inermes ou com acúleos, pinadas, compostas de três folíolos peciolados, oval-lanceolados, glabros. Seus pedúnculos florais de 3cm são solitários ou fasciculados, não-bracteados, e suas flores são vermelhas, de 4cm e cálice campanulado de lcm e estandarte longo-oval, enrolado e curvo, dispostas em racimos terminais. Seu fruto é vagem pedunculada, linear, até 15cm de comprimento e 15mm de largura, aguda nas duas extremidades, contendo 6 a 12 sementes oblongas, de lcm, cor castanha, hilo lateral branco, iguais aos feijões comuns. Sua madeira é bran-co-amarelada, muito mole e leve, porosa, usada para amarrar outras madeiras pesadas para que estas não afundem na água, porém útil para canoas, jangadas, gamelas, cepas de tamancos, colmeias, soalhos de paióis e estabulos, carvão para pólvora fina e de caça.