15 de julho de 2010

Planta congonha do gentio

Congonha do gentio:
Das suas folhas extrai-se remédio para o reumatismo, sífilis, cansaço, dispepsia e a inchação dos membros, o seu uso, porém, deve ser controlado por ser perigoso, sendo que a infusão em doses muito elevadas pode porduzir eólicas violentas e provocar vômitos. Essa é a opinião de Hoehne: “as cascas de sua raiz e do caule (“coto verum”, dos farmacêuticos) encerram vários alcalóides, dentre eles a “paracotoína” e a “cotoína”, sendo que o aldehído fórmico agindo sobre este último forma um alcalóide artificial, a “fortoína”, que se apresenta em cristais amarelos, sem gosto e com cheiro de canela, muito solúveis na água e pouco solúveis no álcool e na benzina”. Estes alcalóides, e até mesmo qualquer simples casca, têm sido empregados na Europa por grandes médicos e sempre com ótimos resultados, para combater também a gota, os suores noturnos dos tuberculosos, a enterite catarral e as úlceras do estômago; a “fortoína” é um grande específico contra a diarréia em suas mais variadas manifestações (diarréias infantis, diarréia rebelde, diarréia dos alienados, etc). É encontrada em grande escala nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e até mesmo no Amazonas, na fronteira com a Colômbia. Mais informação sobre plantas ornamentais. É conhecida também como chá-de-bugre, cotó, cotó-cotó, folha-grossado-sertão. Em Minas Gerais chamam-na casca-branca.

14 de julho de 2010

CONGONHA DO GENTIO

CONGONHA DO GENTIO (Rudgea viburnoides, Benth.).
Famílias das Rubináceas. Planta medicinal por excelência, além de altamente ornamental. Árvore pequena ou arbusto lenhoso, até 3m de altura, casca brancacenta, espessa, suberosa, ramos superiores fusco-tomentosos, folhas opostas, curto-pecioladas, oblongo-elípticas, ou lanceolado-ovais, muito variáveis, agudas, inteiras, crassas, rugosas, glabras vernicosas e verde escuro na página superior, mais claras, saliente-nerva das e fusco-tomentosas na página inferior; flores brancas dispostas em panículas terminais no ápice dos ramos, podendo ser também obtusas; o fruto é uma baga ovóide, 2-locular, de cor alaranjada, coroada pelo cálice 5-denteado. É tão bela, sendo digna de figurar nos melhores jardins e nas mais aristocráticas estufas dos países frios, sendo que, no passado, foi considerada venenosa.