6 de junho de 2010

Ervas naturais medicinais

Ervas naturais medicinais Cinamomo:
A superstição associou-a aos raios, para dizer que resguarda deles ou, mais comumente, para dizer que os atrai: trata-se de afirmativas sem o mínimo fundamento. Experiências feitas na Índia, e nas quais esta planta serviu de “cavalo” para a Melia Aza-dirachta L., não deram resultado satisfatório devido à velocidade do crescimento diferir batante de uma espécie para outra. Entre seus inimigos registrados no Brasil podemos mencionar o cerambycideo Diploschema rotundicolle, Serv., a diaspinea Pin-naspis minor Mask. (Hemichionaspis minor, Mask). e um Pla-typus ainda não identificado.

5 de junho de 2010

Ervas naturais cinamomo

Ervas naturais cinamomo.
É empregado internamente como vermífugo e, externamente, para lavar feridas, constituindo um linimento útil contra as afecções reu-máticas e nevrálgicas (Macfayden). Os indígenas do Congo acreditam na sua eficácia para curar a escrofulose e a lepra; também na Índia reputam-no sucedâneo do óleo de Chalmogra para combater a última dessas moléstias porém ainda nada há de positivo. Em alguns lugares usam-no como um simples óleo para o cabelo. Finalmente é uma árvore digna do apreço que sempre teve como ornamental e, com certeza, também como industrial, posto que no Brasil, como em muito outros países não se tenha prestado a atenção devida à sua madeira.

4 de junho de 2010

Cinamomo propiedades

Cinamomo propiedades.
O caroço, que também dizem ser anti-helmíntico, é supersticiosamente usado por vários povos (África, Índia) à guisa de amuleto, como preventivo contra quaisquer epidemias ou moléstias contagiosas. Com ele confeccionam-se rosários de que fazem uso, indistintamente, católicos e maometanos, o que explica vários nomes vulgares da árvore. As sementes dão 37,73% de óleo fixo, amargo, amarelo-pálido ou esverdeado, de belo aspecto e muito fluido, o qual se solidifica a 18°C e pode servir paia a fabricação de vernizes e pastas para calçado (Fendler), mas o seu aproveitamento não é possível, sob o ponto de vista econômico, porque os caroços que as contêm são muito duros e difíceis de quebrar, além de que a quantidade de óleo, em relação ao peso total do fruto, representa apenas 6,95%.

3 de junho de 2010

Cinamomo frutos

Turpin narra que os viu comer pelas crianças das duas Carolinas e que ele próprio os comeu muitas vezes sem haver notado algo de anormal. Há nesses frutos três partes distintas: a polpa externa, o caroço e as sementes, sendo que a primeira, reputada a mais venenosa, entra na farmacopéia indiana, tem sabor fortemente açucarado e,  segundo análise cuidadosa  (Riotard),  encerra 9,44% de água, 3,48% de cinzas, 12,15% de matérias azota-das, 27% de glicose, 2,88% de sacarose, ou seja, no total 29,88% de matérias açucaradas ou, em relação ao fruto inteiro, 18,72% de açúcares, sendo 16,91% de açúcares diretamente redutores e 1,81% de açúcares redutores por inversão. Isto representam aproximadamente 10% de açúcar em relação ao fruto seco ao ar, o que justificaria a sua exploração industrial para obter-se álcool não-potável. Afirma o Dr. Navarro de Andrade que alguns de nossos pássaros (bem-te-vi, sabiás, sanhaços, tico-ticos) passam dias inteiros banqueteando-se com essa polpa, prova evidente de que, ao menos para eles, é inofensiva.

2 de junho de 2010

Cinamomo flores

Também as flores, lindíssimas pela cor, e agradebelíssimas pelo suave e intenso aroma, têm sido suspeitadas de venenosas, sem que a indústria da perfumaria as recuse; o aroma e a disposição das flores em panículas eretas justificam plenamente o nome de “lilás”, que lhe dão em muitos países. Como melíferas, constituem importante subsídio para a indústria apícola. Finalmente, os frutos que, após a maturação, ficam longo tempo na árvore, têm sido objeto de investigações numerosas e também contraditórias nos seus resultados: uns reconhecem que são purga-tivos, eméticos e anti-helmínticos, porém julgam-nos venenosos para o homem e inofensivos para muitos animais, principalmente os que nos acompanham domesticamente, acredita-se no sul dos Estados Unidos que os eqüinos que os comem ficam preservados de ataque de vermes intestinais; entretanto outros entendem que são venenosos para certos animais (porcos, cães, vacas, galinhas) e inofensivos para o homem, tanto assim que, na Geórgia (Estados Unidos), fabricavam com eles uma espécie de whisky que era preferido aos álcoóis de arroz e do trigo; na China bebem sem incômodo algum a sua decocção em vinho e, na Índia (Presidência de Bombaim), comem-nos em época de escassez, segundo comunicação oficial (Gammie).

1 de junho de 2010

Especie arvore cinamomo

Especie arvore cinamomo.
O eminente botânico, Dr. Chodat (Bulletin de La Societè Botanique de Genève, 1919), conta haver assistido, no Paraguai, “ao despojamento, pelas formigas, de uma Melia aze-darach cuja delicada folhagem e belas inflorescências lilacinas eram reduzidas a pequenos fragmentos”. Não se poderia encontrar um exemplo contrário mais frisante, mais demonstrativo da ingênua esperança de dispormos de uma panta sauvicida, salvo se admitirmos que as formigas observadas por aquele cientista tiveram tanto trabalho apenas para suicidar-se. .. É certo que o professor Thais informa que o CINAMOMO, entre todas as espécies argentinas e estrangeiras é, talvez, a única que, na vizinha República do sul, pode ser considerada como completamente indene do ataque dos gafanhotos (schistocerca paranaensis, Burm.), fato que se dá igualmente na Índia e que Bur-kill atribui ao amargor das folhas, mas isto não significa que lhes sejam nocivas. Os bois, cabras e carneiros comem-na som avidez, (Winckler); no Punjab, mesmo nas províncias de Agra e de Oudh, no coração da índia, nos arredores da sua própria capital (Delhi), colhem-se os ramos, os quais constituem for-ragem comum, quase cotidiana, apenas interrompida quando a árvore perde a folhagem (Kanjilal); mais ainda, o próprio homem as come ali por ocasião da festa do Gudhi Padava, que é o dia 1 do mês de Chait, ou seja, o primeiro dia do ano.

31 de maio de 2010

Folhas Cinamomo

A casca exsuda em lágrimas alongadas uma goma amarelo-claro, luzidia, adesiva, quase totalmente solúvel em água sucedânea da goma-arábica. (Dyloch). As folhas, nas quais se verificou (assim como na casca e nas flores) a existência de ácido cianídrico, são adstringentes, amargas e fétidas, reputadas estomáquicas, febrífugas, emíticas, anti-histéricas, antidiarréicas, antilíticas, emenagogas, resolventes de tumores, úteis na cura das nevralgias, assim como na das eólicas do cavalos; sempre de uso perigoso, virtudes estas mais ou menos atribuídas à casca; consideram-se também insetífugas, bastando espalhá-las no chão para espantar as pulgas; colocados os ramos nas tulhas de milho, não somente preservam este grão do ataque do gorgulho (curculionídeo), como ainda enxotam o que já esteja nele; dispostos entre a roupa afugentam igualmente a traça; para idênticos fins reduzem-se as folhas a pó ou faz-se a sua decoeção para empregá-la em outras plantas como inseticidas e, também, sobre o couro cabeludo e a pele humanas para matar certos parasitas e, sobre a pele dos animais domésticos, para igual fim. Daqui deve ter partido a lembrança recente de propalar-se que o Cinarnomo, sob o nome inédito e supérfluo de jasmim-de-cachorro, tinha a particularidade, quando plantado junto dos formigueiros de saúva, de matar estas terríveis formigas mas infelizmente essa asseveração não está comprovada.

30 de maio de 2010

Cinamomo árvore

Através dos séculos esta árvore elegante e delicada, de belíssimas e abundantes flores, tem sido suspeitada de venenosa, em todas ou apenas em alguma de suas partes, sendo muito difícil, senão impossível, chegar a uma conclusão positiva em qualquer sentido, tão contraditórios são os depoimentos de que dispomos. Assim, a casca da raiz é considerada catártica, vomitiva e anti-helmíntica de grande energia, por esta razão incorporada à farmacopéia dos Estados Unidos, devendo notar-se que ainda atribuem-se-lhe propriedades tônicas e estimulantes que a tornariam sucedânea da quina verdadeira, igualmente útil no combate às febres intermitentes, à diarréia e a várias moléstias intestinais, ao reumatismo e ao próprio coleramorbus, de efeito benéfico contra a carne esponjosa e a gangrena; todas estas virtudes, aliás contestadas por alguns, resultariam do princípio ativo “mangrovin” (?), substância amarga, amarelada e resinosa, difícil de saponificar e que existe também no córtex do caule, associada à fitosterina, ao ácido azedaráquico, ao tanino e à sapopina, sendo devido à presença desta que, na China pode servir para tinguijar o peixe. Segundo outros, porém, as virtudes medicinais resultam do alcalóide “paraisina”, descoberto por Bocquelin, o qual é solúvel no éter de petróleo, na benzina e no clorofórmio.

29 de maio de 2010

Cinamomo origem

Cinamomo origem.
Desde muitos anos que, com grande clarividência, vem sendo aconselhada a cultura intensiva do Cinarnomo para explorar-se industrialmente a madeira que ele fornece (Dr. Navarro de Andrade), a qual, posto não seja de primeira qualidade é, entretanto, reconhecida em vários países (Java, Tonkin, etc), que o cultivam em larga escala como excelente para construção civil e até para revestimento das galerias de minas. Em verdade, a madeira é amarelo-brancacenta ou rósea, às vezes avermelhada, com círculos anuais castanhos que lhe dão grandes e lindos reflexos; flexível, bastante resistente, grão fino, fácil de trabalhar e oferecendo boa superfície ao en-vernizamento, própria para obras internas ou expostas, marche-taria, marcenaria, carroçaria, caixotaria, maças, instrumentos musicais e caixas de ressonância, fósforos, cabos de ferramentos e de instrumentos agrícolas e lenha; peso específico de 0,716 a 0,755. Suporta bem a umidade e não sofre o ataque de quaisquer termitas. O tronco, quando perfurado, dá um liqüido fer-mentescível que os Hindus consideram estomáquico.

28 de maio de 2010

Cinamomos

Cinamomos.
Tem sido aconselhada para o reflorestamento de terrenos ordinários; em alguns países como Costa Rica, Java, Madagascar, Reunião, é usada para sombrear os cafeciros; na Tripolitânia ensaiaram-na como fixadora de dunas. O seu desenvolvimento é tão grande que, embora ao cabo de um ano ainda não exceda de lm, já é aos três anos árvore perfeita e, aos cinco, mesmo em solos pobres, pode atingir a altura de 7m ou mais e o diâmerto de 50cm. Entretanto, sua cultura no Brasil tem sido feita apenas como espécie ornamental e de sombra, aliás do mais belo efeito, tanto para os parques e jardins quanto para a arborização de ruas (São Paulo e Belo Horizonte); contudo para São Paulo não é recomendável, devido à fragilidade dos seus ramos, que não resistem à ação dos ventos impetuosos.