3 de fevereiro de 2011

Olmos

Os livros de receitas vegetais recentes apenas citam o olmo. Entertanto há diversos autores que o recomendam como diurético, sudorífero e depurativo. O óleo da planta, com a fórmula seguinte, é indicado contra o eczema: 30g de casca triturada em lOOg de óleo de amêndoa doce. Colocar em banho–maria e deixar ferver durante uma hora ou duas; deixar ainda algumas horas a esfriar. A seiva do ulmeiro contém carbonato de cal e acetato de potassa. Diz-se que o fruto do ulmeiro serve como substituto do lúpulo ou lúparo na fabricação da cerveja, devido à sua propriedade amarga e aromática.

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2 de fevereiro de 2011

Arvore olmo

OLMO (Ulmus campestris, L.).
Família das Ulmáceas. O olmo, ulmeiro ou ulmo é uma bela árvore. Possui folhas ovais e denteadas, mais ou menos grandes, segundo as espécies. Tais folhas são muito apreciadas pelos animais domésticos, sobretudo as cabras, os colhos e os carneiros. A madeira é dura e produz bastante calor, quase tanto como a do carvalho, sendo muito usada também na carpintaria, na marcenaria e na construção de carros e carroças. Com exceção da madeira, todas as demais partes do olmo possuem virtudes medicinais. A casca, recolhida no mês que marca o fim do inverno, é adstringente, diurética e tônica, sendo também sudorífera. As folhas são depu-rativas e têm emprego contra a gota e o reumatismo. O Dr. Leclerc a indica como tisana contra os dermatoses, à razão de 128g de casca média de olmeiro de dois anos, que se faz cozinhar em dois litros de água até reduzi-la à metade. Ministrar ao doente 250g do resíduo por dia, em várias vezes, pela manhã e à noite.

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5 de dezembro de 2010

Arvore limoeiro

LIMOEIRO (Citrus limonum, Risso.).
Família das Ru-táceas. É árvore ou arbusto, de folhas alternas e flores que se localizam solitárias ou aos pares, nas axilas foliáres. O limoeiro se originou no Sul da Ásia e o fruto constitui uma baga elip-sóide, às vezes ovóide, sendo muito empregado na Medicina e na alimentação. Existem diversas variedades de limão: eureca, milafranca, redondo, chinês, galego, português, siciliano, etc. O sumo do limão é rico em ácido cítrico e vitamina C, com poderosa virtude antisséptica e adstringente, e bastante eficaz contra o escorbuto. O limoeiro multiplica-se por semente, alforque e enxerto. Quanto ao limoeiro que dá frutos doces (o Citrus lumia), esclarece Eurico Santos: “O limão doce, lumia, muito apreciável, mas injustamente esquecido, raro se encontra no mercado. Fruto grande, de cor citrina, de suco branco e doce, aconselhado aos febricitantes. Cultura: mesmas exigências culturais que o limão azedo, porém multiplica-se de alforque ou enxertia. Plantado de semente dá grande porcentagem de limões azedos, razão pela qual Barbosa Rodrigues supõe-no um limão galego melhorado pela cultura. Tamaro julga-o um híbrido da laranjeira e do limoeiro. Distância entre as árvores: 4 metros. Enxerta-se em laranja da terra”. O limoeiro-do-mato (Besana-cantha apivescens) é uma árvore da família das Rubiáceas, silvestre no Brasil, de flores branco-esverdeadas e frutos comestíveis, semelhante ao limão.

3 de junho de 2010

Cinamomo frutos

Turpin narra que os viu comer pelas crianças das duas Carolinas e que ele próprio os comeu muitas vezes sem haver notado algo de anormal. Há nesses frutos três partes distintas: a polpa externa, o caroço e as sementes, sendo que a primeira, reputada a mais venenosa, entra na farmacopéia indiana, tem sabor fortemente açucarado e,  segundo análise cuidadosa  (Riotard),  encerra 9,44% de água, 3,48% de cinzas, 12,15% de matérias azota-das, 27% de glicose, 2,88% de sacarose, ou seja, no total 29,88% de matérias açucaradas ou, em relação ao fruto inteiro, 18,72% de açúcares, sendo 16,91% de açúcares diretamente redutores e 1,81% de açúcares redutores por inversão. Isto representam aproximadamente 10% de açúcar em relação ao fruto seco ao ar, o que justificaria a sua exploração industrial para obter-se álcool não-potável. Afirma o Dr. Navarro de Andrade que alguns de nossos pássaros (bem-te-vi, sabiás, sanhaços, tico-ticos) passam dias inteiros banqueteando-se com essa polpa, prova evidente de que, ao menos para eles, é inofensiva.

2 de junho de 2010

Cinamomo flores

Também as flores, lindíssimas pela cor, e agradebelíssimas pelo suave e intenso aroma, têm sido suspeitadas de venenosas, sem que a indústria da perfumaria as recuse; o aroma e a disposição das flores em panículas eretas justificam plenamente o nome de “lilás”, que lhe dão em muitos países. Como melíferas, constituem importante subsídio para a indústria apícola. Finalmente, os frutos que, após a maturação, ficam longo tempo na árvore, têm sido objeto de investigações numerosas e também contraditórias nos seus resultados: uns reconhecem que são purga-tivos, eméticos e anti-helmínticos, porém julgam-nos venenosos para o homem e inofensivos para muitos animais, principalmente os que nos acompanham domesticamente, acredita-se no sul dos Estados Unidos que os eqüinos que os comem ficam preservados de ataque de vermes intestinais; entretanto outros entendem que são venenosos para certos animais (porcos, cães, vacas, galinhas) e inofensivos para o homem, tanto assim que, na Geórgia (Estados Unidos), fabricavam com eles uma espécie de whisky que era preferido aos álcoóis de arroz e do trigo; na China bebem sem incômodo algum a sua decocção em vinho e, na Índia (Presidência de Bombaim), comem-nos em época de escassez, segundo comunicação oficial (Gammie).

1 de junho de 2010

Especie arvore cinamomo

Especie arvore cinamomo.
O eminente botânico, Dr. Chodat (Bulletin de La Societè Botanique de Genève, 1919), conta haver assistido, no Paraguai, “ao despojamento, pelas formigas, de uma Melia aze-darach cuja delicada folhagem e belas inflorescências lilacinas eram reduzidas a pequenos fragmentos”. Não se poderia encontrar um exemplo contrário mais frisante, mais demonstrativo da ingênua esperança de dispormos de uma panta sauvicida, salvo se admitirmos que as formigas observadas por aquele cientista tiveram tanto trabalho apenas para suicidar-se. .. É certo que o professor Thais informa que o CINAMOMO, entre todas as espécies argentinas e estrangeiras é, talvez, a única que, na vizinha República do sul, pode ser considerada como completamente indene do ataque dos gafanhotos (schistocerca paranaensis, Burm.), fato que se dá igualmente na Índia e que Bur-kill atribui ao amargor das folhas, mas isto não significa que lhes sejam nocivas. Os bois, cabras e carneiros comem-na som avidez, (Winckler); no Punjab, mesmo nas províncias de Agra e de Oudh, no coração da índia, nos arredores da sua própria capital (Delhi), colhem-se os ramos, os quais constituem for-ragem comum, quase cotidiana, apenas interrompida quando a árvore perde a folhagem (Kanjilal); mais ainda, o próprio homem as come ali por ocasião da festa do Gudhi Padava, que é o dia 1 do mês de Chait, ou seja, o primeiro dia do ano.

31 de maio de 2010

Folhas Cinamomo

A casca exsuda em lágrimas alongadas uma goma amarelo-claro, luzidia, adesiva, quase totalmente solúvel em água sucedânea da goma-arábica. (Dyloch). As folhas, nas quais se verificou (assim como na casca e nas flores) a existência de ácido cianídrico, são adstringentes, amargas e fétidas, reputadas estomáquicas, febrífugas, emíticas, anti-histéricas, antidiarréicas, antilíticas, emenagogas, resolventes de tumores, úteis na cura das nevralgias, assim como na das eólicas do cavalos; sempre de uso perigoso, virtudes estas mais ou menos atribuídas à casca; consideram-se também insetífugas, bastando espalhá-las no chão para espantar as pulgas; colocados os ramos nas tulhas de milho, não somente preservam este grão do ataque do gorgulho (curculionídeo), como ainda enxotam o que já esteja nele; dispostos entre a roupa afugentam igualmente a traça; para idênticos fins reduzem-se as folhas a pó ou faz-se a sua decoeção para empregá-la em outras plantas como inseticidas e, também, sobre o couro cabeludo e a pele humanas para matar certos parasitas e, sobre a pele dos animais domésticos, para igual fim. Daqui deve ter partido a lembrança recente de propalar-se que o Cinarnomo, sob o nome inédito e supérfluo de jasmim-de-cachorro, tinha a particularidade, quando plantado junto dos formigueiros de saúva, de matar estas terríveis formigas mas infelizmente essa asseveração não está comprovada.

30 de maio de 2010

Cinamomo árvore

Através dos séculos esta árvore elegante e delicada, de belíssimas e abundantes flores, tem sido suspeitada de venenosa, em todas ou apenas em alguma de suas partes, sendo muito difícil, senão impossível, chegar a uma conclusão positiva em qualquer sentido, tão contraditórios são os depoimentos de que dispomos. Assim, a casca da raiz é considerada catártica, vomitiva e anti-helmíntica de grande energia, por esta razão incorporada à farmacopéia dos Estados Unidos, devendo notar-se que ainda atribuem-se-lhe propriedades tônicas e estimulantes que a tornariam sucedânea da quina verdadeira, igualmente útil no combate às febres intermitentes, à diarréia e a várias moléstias intestinais, ao reumatismo e ao próprio coleramorbus, de efeito benéfico contra a carne esponjosa e a gangrena; todas estas virtudes, aliás contestadas por alguns, resultariam do princípio ativo “mangrovin” (?), substância amarga, amarelada e resinosa, difícil de saponificar e que existe também no córtex do caule, associada à fitosterina, ao ácido azedaráquico, ao tanino e à sapopina, sendo devido à presença desta que, na China pode servir para tinguijar o peixe. Segundo outros, porém, as virtudes medicinais resultam do alcalóide “paraisina”, descoberto por Bocquelin, o qual é solúvel no éter de petróleo, na benzina e no clorofórmio.

4 de maio de 2010

Choupo branco

Choupo branco

CHOUPO-BRANCO (Populus tuba, L.).
Família das Salicáceas. Árvore de casca rugosa na base e brancacenta e lisa na parte superior do caule e nos galhos, folhas longo-pecioladas (pecíolos mais ou menos cilíndricos), gemas não viscosas, pubescentes, cobertas de escamas imbricadas, flores pequenas e fruto cápsula 2-4 valvar. Fornece madeira branca, leve, macia, fácil de trabalhar, muito resistente à umidade e de primeira qualidade para determinados trabalhos, sendo utilizada em vigamentos, obras imersas, vagões de estradas de ferro, aeroplanos, carroçaria, escultura, curvas para construção naval e muitas outras finalidades na marcenaria, caixotaria e carpintaria.

2 de maio de 2010

Arvore chorão

Arvore chorão

Arvore chorão.
A casca é adstringente, contém elevada porcentagem de tanino e também matéria tintorial que, tratada pelo sulfato de ferro, dá tinta preta ou vermelha; seu melhor emprego está na indústria do curtume, sendo também medicinal e considerada tônica, antidiarréica e antidisentérica. Introduzida no Brasil, há longos anos, como árvore ornamental e de sombra, então mais recomendada para os cemitérios, a sua cultura alastrou-se tanto e com tal facilidade a planta se aclimatou, que é hoje uma das árvores exóticas mais comuns nos parques e campos de todo o sul, desde Minas Gerais e São Paulo, até o Rio Grande do Sul, talvez mais disseminada em Santa Catarina; igualmente utilizada na arborização de várias cidades; cresce rapidamente (23m em 22 anos, São Paulo), adapta-se a quaisquer terrenos, embora prefira os lugares frescos e úmidos, mas não deixa de se desenvolver satisfatoriamente nas areias do litoral, sendo uma das preferidas atualmente para fixar as dunas em vários países e, principalmente, para consolidar terrenos e impedir erosões, graças ao seu sistema de radicação.