2 de junho de 2009

Aroeira propriedades

aroeira-propriedades

Atualmente ainda é usada contra a blenorragia, as bron-quites, as orquites crônicas e ainda contra as moléstias das vias urinárias. Os folíolos produzem matéria tintorial amarela e são também medicinais sendo antiblenorrágicos e cicatrizantes, úteis nas hemorragias externas e internas, nas eólicas intestinais, nas oftalmias. Por destilação faz-se uma água de toilete. As emanações dessa árvore são prejudiciais, sendo que os efeitos são chamados “doença da aroeira”. Os seus frutos contém matéria tintorial rósea e óleo essencial, com o qual falsificam a pimen-ta-do-reino e fazem uma bebida fermentada, principalmente no Chile. No entanto, também os frutos contêm a mesma propriedade das foihas. Fornece madeira de alburno branco e cerne pardo avermelhado com veios escuros, dura, pouco elástica e rachando com facilidade, compacta, de limitada duração, própria para construção civil, esteios, marcenaria, moirões e carvão, torno, obras hidráulicas, etc. Sua outra espécie a Lithraea moileoides Engl., é um arbusto de 7m de altura, fornecendo madeira idêntica à anterior e também contendo os mesmos específicos que a anterior. Entretanto, parece que suas emanações, são mais perigosas que a primeira, pois, o simples contacto com a planta produz erupções na pele, febre e perturbação da vista. O simples fato de alguém sentar-se à sua sombra poderá constituir perigo pelos efeitos perniciosos que pode provocar.

Aroeira

aroeira

AROEIRA

(Schinus molle, L.). da família das Ana-cardiáceas. É árvore grande, casca fina, medindo até um centímetro de espessura, escamosa, folhas alternas, foliosos sésseis, opostos, acuminados, serrados, pequenos; suas flores são brancas ou amarelo-esverdeadas, pequenas, numerosas, dispostas em grandes panículas axilares; seu fruto é drupa globosa, vermelha, lustrosa, com cheiro de pimenta. A casca que encerra a oxidase (schinoxudase), é adstringente, tônica, emenagoga, diurética, vul-nerária, antidiarréica, antileicorréica, útil nas feridas, tumores e inflamações, tendo até mesmo sido empregada para o cólera-morbo. Serve também para curtume e dela extrai-se também gomoresina terebintácea perfumada, opaca e branca, que constitui a resina da Aroeira e que, exposta ao ar, endurece, tornando-se levemente azulada e depois pardacenta. Preconizada contra o reumatismo e as ínguas e, internamente, como purgativa e muito útil nas moléstias das vias respiratórias. Com essa resina, os Jesuítas preparavam o famoso “bálsamo das Missões”.