31 de maio de 2009

Araçá do campo

araca-do-campo

ARAÇÁ DO CAMPO

(Psidium cattleyanum Sabine). Pertence à família das Mirtáceas. É um arbusto de folhas opostas, oblongas, pecioladas, agudas na base e no ápice, coriáceas, de lOcm de comprimento c 5cm de largura; suas flores são brancas, dispostas em pedúnculos axilares, seu fruto é baga ovóide, amarela de 3-5 lojas contendo muitas sementes. Outros nomes científicos são Psidium araça, Raldi iGmijava guineensis, Ktze., G Popycarpa, Ktz., P. guineensis, Sw., P. minus, M.). Fornece madeira muito forte, própria para vigas, engradamento, moirões, cabos de várias ferramentas e instrumentos agrícolas; serve para lenha e carvão de alto poder calorífero. Sua raiz é antidiarréica, diurética e a casca serve para curlume. Suas folhas, principalmente os brotos, são adstringentes e fornecem matéria tintorial. Seus frutos são comestíveis, também adstringentes, ricos em matéria sacarina, mucilaginosos, nutritivos e corroborantes dos intestinos, muito usados c apreciados para doces. Na sua casca existe uma substância cerácea que falta nas outras espécies. Seu fruto tem o sabor parecido ao do morango servindo para doces em massa idêntico à marmelada, cujo consumo é enorme no Brasil. Chama-se “araçàzada”. É cultivada no Brasil desde as Guianas até São Paulo. Muito apreciado e cultivado também no estrangeiro. Em Minas Gerais há a espécie Sampaionis (fruta-de-pomba). No Pará chamam-na aracaíba, araçá-pedra ou araçaí.