18 de maio de 2009

Alquequenje

alquequenje

ALQUEQUENJE

(Physalis alkekenge, L.). Planta her-bácea notável pelo seu cálice de cinco lóbulos, dilatado no tempo da maturação e formando uma espécie de bexiga de cor vermelha viva ou alaranjada. Pertence à família das Solanáceas e é conhecida por diversos nomes: erva-moura, cereja-de-in-verno ou de judeu, erva-de-lanternas, groselheira-do-cabo, erva-de-areia, cereja-de-camisa, erva-pedra, erva-das-serpentes, maçã-de-amor, criança-das-vinhas. Esta planta se caracteriza principalmente pelo seu fruto vermelho como uma cereja e que nasce no meio do cálice de sua flor, sendo esta também de cor avermelhada; além das flores, que vêm em segundo lugar, é sobretudo o fruto que se utiliza como medicamento. Quase todos os autores que tratam de plantas medicinais assinalam o alquequenje como diurético. Raymond Dextreit (1960) classifica os frutos como refrescantes, diuréticos e febrífugos. As suas bagas podem ser indicadas tanto para uso interno como externo. Para uso interno recomenda-se o suco de dois punhados de fruto para um litro de água, o que se obtém deixando cozinhar durante vinte e cinco minutos. Tomar à vontade. Para uso externo, toma-se a planta inteira deixando-a ferver por cinco minutos, na medida de 2 a 4 punhados por litro de água. Usa-se em loções ou instilações. Conta-se que um cidadão de Estraburgo, no século XVII, afetado pela gota, ao ponto de ficar de cama seis meses, foi curado porque comia, a cada mudança de lua, oito bagas de alquequenje, o que provocava a limpeza dos rins, tornando espessa a sua urina. Nunca mais voltou a sofrer da moléstia.